Contestações ao projeto de ‘Urbanização de Índios’

Contestações ao projeto de ‘Urbanização de Índios’

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Projeto apresentado aos moradores do distrito de Índios motivou muitos comentários. Alguns inclusive atacando a atual administração por causa da insistência em um projeto – que segundo relatam – jamais sairá do papel. Se quer o Lages Business Park se tornará realidade porque dependerá de investimento da iniciativa privada e não apenas do poder público bancando. “O papel aceita tudo, mas a prática é bem diferente”.


OUTRA MENSAGEM

“Porque o contribuinte pagando essa gente para ficar passando o tempo na prefa fazendo projeto mirabolante que não vai sair do papel. A área que a tal avenida foi projetada se quer foi desapropriada. E ainda não sabem qual motivo perderam a eleição?”. E o mesmo internauta emenda: “Primeiro Deus criou o céu, a terra e o mar (…). Daí a equipe iluminada criou os morros da avenida”.

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É que a avenida que se pretende criar dentro do  projeto não tem esses morros laterais conforme indica a imagem acima. A menos, é claro, que a ideia seja cortar uma colina para dar a dinâmica planejada


MAIS OUTRA PONDERAÇÃO

“As áreas residenciais próximas ao parque industrial? Que genialidade. Já começaram a supervalorizar os terrenos da região? Se antes da divulgação, 1 hectare ali custava R$ 50.000,00 agora certamente estarão pedindo R$ 300.000,00 pelo mesmo. A prefeitura vai traçar as ruas e avenidas? Ou vão utilizar do brasileirismo, construindo primeiro as casas (todas amontoadas, ao estilo Faixa de Gaza) para depois pensar nas ruas. O que podemos esperar de nossos geniais arquitetos, que tomam a “linda Palhoça” como referência, é lamentável”.

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Mais uma mensagem sobre o projeto: “Mas home do céu, a avenida projetada no projeto fica na área do Dr. Antonio Arruda. Chá de cogumelos é pouco”.


ADMITAMOS QUE…

No papel e na teoria o projeto é interessante. Mas a materialização do mesmo precisaria partir de uma lógica a partir da qual os donos dos terrenos no em torno tivessem sido contactados previamente sobre o interesse em dar a destinação apontada acima às suas áreas. Não existe a figura da desapropriação pública para implantar uma área residencial de elevado padrão.


EM TEMPO

Tem gente criticando a imprensa por dar publicidade a esse tipo de projeto. Porém, isso é notícia. Notícia pela viabilidade ou pela inviabilidade da iniciativa.

5 Comentarios

  1. Concordo com os comentários anteriores. Acho um projeto tão bom e tão bonito, que dificilmente sairá do papel. Só não concordo com a ironia quanto à “Linda Palhoça”. Apesar de, realmente a Palhoça, de maneira geral não ser lá muito linda, a inspiração dos alucinados da Prefa foi o loteamento Pedra Branca. Esse sim, é lindo, organizado, e que deu certo! Algo mais improvável aqui pros lados das Lages…

    • Ano passado recordo-me de uma “missão técnica”; As palavras são do atual vice prefeito:

      “Buscando conhecimento em outros locais ficará mais fácil pôr em prática os projetos, além de motivar os comerciantes a revitalizarem as fachadas, fazendo adequações para que se mantenha esse valor cultural e se torne um ponto de visitação. — Toni Duarte ”

      Parece que buscaram muito conhecimento, principalmente observando os “bairros pobres” de Miami; Agora baseiam-se no “Loteamento pedra Branca”;

  2. Sou nascido e criado nos Índios, embora seja um belo projeto na prancheta dos arquitetos, é uma utopia sem tamanho. O máximo que poderá acontecer é algumas empresas se instalarem na área, que era destinada a Sinotruck, por força de alguns subsídios governamentais. Para quem conhece aqueles campos ali na região, como eu conheço, sabe que não existe chance alguma de aplicar o tal projeto. Aquela Avenida Projetada, saindo do lado do Cemitério e cortando os terrenos até chegar ao Parque Temático (?), ao lado das Universidades (??), no Lages Business Park é uma insanidade sem tamanho. Imagine desapropriar os donos dos terrenos por onde está projetada a tal Avenida (deve ter, no mínimo uns 7 donos de terras diferentes).

  3. Mais um exemplo.. entre tantos… do uso desonesto da “informação assimétrica” para manipular o preço de um produto…
    Neste caso manipular para cima o preço dos terrenos naquela localidade… a exemplo do fizeram com as falecidas ZF, e Sinotruck…

  4. Passam os anos e constato que alguns “lageanos”, em termos de planejamento, pensam no “tresontontem”. Nessa área, temos que pensar no futuro, 30, 40, 50 anos…

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