Vaquejada e rodeio geram maus tratos a animais?

Vaquejada e rodeio geram maus tratos a animais?

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Tradicionalistas ligados a eventos como torneios de laço e rodeios ficaram de olho numa votação do Senado nesta semana que reconheceu a vaquejada como patrimônio cultural. Respirou-se aliviado diante do risco que, em marginalizando essa prática comum no Nordeste, a hipótese do mesmo acontecer com rodeios, inclusive aqui no Sul Maravilha.


ENTRETANTO

Existe um equívoco. O reconhecimento da vaquejada como patrimônio cultural não significa que a prática está autorizada, derrubando-se a decisão do STF que considerou inconstitucional uma lei do Ceará que pretendia regulamentar a prática. Como regulamentar algo que contraria a Constituição?


OU SEJA

A vaquejada é patrimônio cultural, mas sua prática caracteriza – no entendimento do STF – maus tratos aos animais e, por consequência, não pode ser regulamentada. Por vias transversas, o rodeio e até o torneio de laço podem entrar no rol de proibição para proteger os animais. Do ponto de vista da proteção aos bovinos é algo positivo. Mas se considerar o que a atividade movimenta em termos de emprego e renda, é uma situação preocupante.

vaquejada

Tire suas próprias conclusões: A prática acima configura mau trato a animal?


O QUE DISSE O MINISTRO

MARCO AURÉLIO (STF)

“Ante os dados empíricos evidenciados pelas pesquisas, tem-se como indiscutível o tratamento cruel dispensado às espécies animais envolvidas. O ato repentino e violento de tracionar o touro pelo rabo, assim como a verdadeira tortura prévia – inclusive por meio de estocadas de choques elétricos – à qual é submetido o animal, para que saia do estado de mansidão e dispare em fuga a fim de viabilizar a perseguição, consubstanciam atuação a implicar descompasso com o que preconizado na Constituição Federal”.

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