Plano Diretor sem diálogo prévio no distrito de Índios?

Plano Diretor sem diálogo prévio no distrito de Índios?

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Regra básica de qualquer ação de planejamento na área pública: dialogar com as partes envolvidas, interessadas, atingidas ou envolvidas. Assim, parte-se do pressuposto de que os donos de terras onde está sendo feita a prospecção de ocupações no distrito de Índios, estão devidamente sintonizados na ideia de lotear tudo aquilo, numa área que pode chegar a 15 milhões de metros quadrados. Mesmo que se pense a cidade para a metade do século (2050), essa providência do diálogo é fundamental.


PORÉM

Salvo fato ou informação nova, aqueles que têm áreas no em torno do futuro Lages Business Park não receberam qualquer contato sobre a ideia de transformar seus vastos campos ou reflorestamentos em um espaço loteado e urbanizado. Assim, dona Yara do Tabelionato, os senhores José Vargas e Edgar Arruda que têm áreas ali, além do Dr. Antônio Arruda, ninguém foi contactado sobre a ideia do Plano Diretor de Índios.

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Da mesma forma a Zona de Ocupação prevista no Plano Diretor para as margens da SC-114 (em roxo acima à esquerda) se estende até lá no reflorestamento do Pinta. Diálogo com os proprietários sobre o impacto da providência em suas áreas não houve.


ASSIM

A ideia é interessante. O propósito da mesma forma. Entretanto, carece levar a discussão de forma a dialogar antecipadamente com as partes a serem envolvidas. Até porque chamar para uma reunião, como aquilo já feito e que volta a acontecer nesta segunda-feira, não significa que coloca os principais abrangidos/atingidos por dentro do projeto.

2 Comentarios

  1. Sou nascido e criado nos Índios e conheço tudo ali como a palma de minha mão. E não é só o sr. Zequinha Vargas, o sr. Edegar Arruda e a Família do sr. Aquilino Arruda que não tiveram nenhum contato, tem muita mais gente envolvida. Parece que os Engenheiros da Prefeitura fazem seus mapas sem nenhum conhecimento da área envolvida. Fico imaginando onde vai ser a tal rua, desenhada nos mapas, com duas pistas e bem arborizada que aparece nos prospectos. Também fico imaginando a rua, que pelos mapas, sai ao lado do Cemitério e corta as campanhas até o terreno do Lages Business. Evidente que daqui a alguns anos, a cidade vai chegar até nos Índios, mas a ideia apresentada é uma utopia sem tamanho.

  2. Eu poderei abrir uma “chapeação” ou uma “lavação” na área residencial? (pra fazer um pouco de barulho)

    Construir um super caixote (prédio) de concreto armado? (com sacadas em cima da rua, parecendo um pombal, tirando todo o sol dos vizinhos)

    Não poderei acordar os vizinhos sábado cedo?

    E as casas, vou poder pinta-las de lilás amarelado?

    As ruas serão arborizadas com a gramixinga tortuosa tropical, ou com palmeiras?

    Digam que sim, senão esse projeto estará em desacordo com nossa cultura; O caos estético faz parte do Brasil amigos, acho bom mante-lo;

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