Uma sessão histórica marca os 250 anos de Lages

Uma sessão histórica marca os 250 anos de Lages

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Como parte integrante das comemorações dos 250 Anos de Lages, ocorreu no Centro Cultural Vidal Ramos (Colégio Rosa), sessão conjunta do Instituto Histórico Geográfico – Regional de Lages (IHG) e do Instituto Histórico Geográfico de Santa Catarina.

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Na ocasião, membros do IHG-Lages, entre eles Benjamim Kuse, Cida Hack, Cândido Bampi e Paulo Ramos Derengoski discorreram sobre a história de Lages e a memória coletiva de gerações passadas no contexto social e político da cidade e da Serra Catarinense.


PRESENÇAS ILUSTRES

Também falaram os presidentes do IHG-Lages, Cláudio Silveira, e do IHG-SC, César Augusto Zeferino, o prefeito Toni Duarte, e o jornalista do Diário Catarinense Moacir Pereira, no ato representando a Associação Catarinense de Imprensa. Procurador da República Nazareno Wolff também se integrou aos atos.

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Em sua fala durante a solenidade, o jornalista Moacir Pereira lembrou que o popular Colégio Rosa (antigo Grupo Escolar Vidal Ramos), hoje Centro Cultural, foi um obra do então governador Vidal Ramos, lageano que no século XX foi o grande reformador e quem impulsionou o ensino escolar em Santa Catarina.

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Nesta sessão, Cláudio Silveira (centro da imagem com jornalista Paulo Derengoski à esquerda) foi elevado de membro efetivo a membro emérito do IHG-SC, recebendo no ato diploma e colar de distinção de membros desta renomada instituição.


DOCUMENTOS DOS 250 ANOS DE LAGES

Na condição de anfitrião do evento, Cláudio Silveira fez uma exposição de fatos históricos que marcaram o povo lageano ao longo dos seus 250 anos de vida social e política, valendo-se da apresentação, em data-show, de documentos que fazem parte da história desde antes da data oficial de fundação da Vila das Lagens em 22 de novembro de 1766.

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Cópias impressas e emolduradas desses documentos foram dadas ao prefeito Toni Duarte e ao presidente do IHG-SC


Imagens: Sandro Scheuermann

4 Comentarios

  1. Na verdade a solenidade vale para rememorar e homenagear Lages pela sua história de 250 anos. O apogeu da madeira nos dá várias lições que ainda não aprendemos e não queremos aprender, nos fechamos neste tradicionalismo que não acrescenta mais nada e ficamos a rememorar os tempos de fausto da madeira. Os que extraíram muito, ficaram mais tarde pobres e a cidade também, desenvolvemos outras regiões e não Lages, patrocinamos o comércio de outras regiões e não Lages, exaurimos as florestas, as araucárias, compramos imóveis no litoral e não em Lages e agora nossas madeireiras exportam como negócio de ouro, tábuas mal acabadas para fazer cercas nos Estados Unidos e rezando para que o dólar suba, exportamos madira sem agregar valor algum e por aí vemos o nível de nossos empresários, quer dizer regredimos e tentamos engationhar em um setor que no passado financiava a folha e o desenvolvimento do Estado e hoje somos abandonados a própria sorte e com perspectivas a longo prazo. Não fui ao evento, mas meu pai foi e o que temos a tirar dele de exemplo, não se vive de lembranças na modernidade, se não foi feita uma base de desenvolvimento como em Blumenau não será agora com um extrativismo predatório havido na região. Gostaria de ler outros argumentos dos leitores para formarmos um debate contemplativo para a situação.

    • O problema está relacionado com o Brasil; Adquirir bens de produção aqui custa muito, pois a maioria deles são importados, existe muita burocracia, muitos impostos etc;

      Um exemplo seria o alto preço de uma máquina para cortar MDF, ou para cortar laminado; Se nossas pequenas empresas tivessem acesso aos bens de produção adequados, presenciaríamos o nascimento de uma nova indústria, de novos empreendedores;

      Com o Estado sempre atrapalhando, servindo como “resistor” do desenvolvimento, somente o “grande empresário Lageano” tem condições de investir, e realmente, ele não está “nem aí” pra isso, porque já possui muito $$, é uma questão cultural;

    • Um outro exemplo, se somos grandes produtores de Pinus, por que não usamos técnicas de construção como Wood Frame na construção de nossas casas (assim como os Americanos)?

      Pouparíamos tempo e $$; É mais um exemplo que esbarra na eficiência estatal, que cria regras e impostos para essas categorias, fazendo que o sistema “babilônico” de construir com tijolinhos seja mais economizo do que Aço e placas industrializadas.

  2. Não acho que impostos e outros instrumentais entravem a nossa economia, mas sim a formação de mão de obra, não formamos nas empresas mão de obra especializada, mas sim pegamos no mercado a disponível e mais barata. vejo isso como comodismo do empresários só vislumbrar custos e lucros, por isso não há o experimento de outras tecnologias, as mesmas do dia a dia já dão um lucro extraordinário.

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