Padre desabafa sobre saída do Bispo de Lages

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Teor da mensagem do Padre Carlos Pamplona aos colegas do sacerdócio é bastante forte. Fala em ditadura na Diocese de Lages e acusa colegas de batina de traição ao Bispo Dom Irineu. Refere-se inclusive ao fato de que há padres que acusam aqueles colegas ordenados por Dom Irineu como ‘afetivamente desiquilibrados’. Leia o teor da manifestação:

“Senhores Padres!

Recebi com tristeza a notícia que nosso Bispo foi transferido. Embora saiba que sua transferência seja resultado de sua insistência em deixar a diocese, e que esta transferência já está lhe fazendo bem, estou profundamente triste. Estou triste porque diante dos nossos olhos salta a identidade de uma diocese difícil, sem unidade, sem movimentos, de pouquíssimas pastorais, de pastorais desorganizadas sem coordenações diocesanas! Uma diocese de maquinação pelas costas, da acusação, da traição, da ideologia barata, da necessidade de mandar e da não aceitação do diferente. Uma diocese onde o discurso é “aqui você tem lugar”, “alarga o espaço da tua tenda” (Is 54,2), mas que, na verdade, só tem lugar nessa “tenda poética” quem pensa igual ou cumpre, como um cordeiro, o que foi estabelecido. Tornou-se visível a falta de misericórdia no ano da misericórdia, a ação demoníaca de quem, talvez, já nem reze mais”.


QUESTÃO DOS ‘AFETIVAMENTE DESEQUILIBRADOS’

Segue a manifestação do Padre Carlos Pamplona

“A Terra do Carú produziu aqui alguns padres que se mostraram arrogantes, julgadores da vida alheia, que acusam os padres ordenados por Dom Irineu, aprovados pelo conselho de formação, como “afetivamente desequilibrados”. Na reunião do clero, irei querer saber quem são os desequilibrados afetivamente, e irei pedir o nome desse desequilíbrio. Gostaria que os padres que foram ao Arcebispo se apresentassem em público em nossa reunião do clero. Gostaria de olhar nos olhos de cada um desses padres e perguntar: “foi o senhor que me acusou de ser ‘afetivamente desequilibrado’? Mostre-me o que fiz e as devidas provas… e se não sou eu, quem dos outros egressos é”.


AINDA SEGUNDO O

PADRE CARLOS PAMPLONA…

“Se Dom Irineu errou, qual a atitude correta? Se fez algo de grave, com quem deveriam falar? Um cristão com um mínimo de caridade responderia: “com o próprio bispo”. Um cristão batizado, que tem uma história de vida, digna do terceiro grau da ordem, não é qualquer pessoa. Ora, se esse cristão chega a cometer algum erro, caso ele seja verdade, não estaria ele passando por algum momento difícil? Não estaria esse cristão precisando de ajuda? De um ombro em quem se apoiar? Pois bem, em Lages a resposta é: “não estamos nem aí, queremos é entregar ele e o que ele vive e sente que se exploda”.


“O FERRAM COM LEVIANDADE”

Sejamos sinceros, padres, se um dia nosso bispo fosse falar de nós para a nunciatura diretamente sem ter conversado conosco, no mínimo brigaríamos muito com o bispo. Pois bem, fizeram isso com o bispo. Pedem dele paternidade, mas o ferram com leviandade. Nosso clero cavou o próprio buraco. Jogou-se nas costas do bispo uma culpa que é dos padres. O que se quer é o poder dele, o que se quer mesmo é mandar. A regra era: todos têm quem aceitar o estabelecido e concordar com tudo que se fala! Ora, isso tem um nome: DITADURA. É preciso ler os sinais dos tempos, padres! Isso tudo não está acontecendo em vão. Sei o quanto Deus é bom e não virá o bispo que alguns esperam. Virá um bispo “com a pá na mão, e limpará seu terreiro” (Mt 3,12)”.

padrepamplona

Padre Carlos Pamplona em primeiro plano nessa imagem é autor da mensagem acima que evidencia uma Diocese que precisa de maior integração e diálogo entre os próprios sacerdotes por causa de questões internas e pessoais envolvendo os membros da Igreja Católica da Serra

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17 COMENTÁRIOS

  1. Em tempos de enquadrar, os poderes da República, fazendo com que abram suas traquinagens e revelem seus podres, seria interessante a Igreja fazer isso também. Abrir a caixa preta, ser mais transparente. Não é por acaso que Igreja Católica vem perdendo fiéis e espaços. A vida mudou, existem novas idéias, novos questionamentos e a Igreja, como qualquer entidade que queira se manter, precisa se modernizar. A mudança é necessária.

  2. Acredito que existam fórum mais adequado para se discutir as “coisas” internas da Igreja, do que vir trazer esta discussão através da Imprensa. Instituições sólidas são aqueles em que a disciplina predomina, qualquer gesto de insubordinação é o início do fim.

  3. Até na igreja católica a corrupção está imperando, o que está acontecendo com nosso mundo, onde aqueles que deviam dar exemplo são os piores! São poucas entidades integras no seu contexto! Rezem menos e façam as coisas corretas aqui na terra, não deixem pra fazer o certo no céu!

  4. Quem somos nós (eu) para comentar qualquer coisa da carta (publicada) do referido Padre? Mais, quem sou eu para falar qualquer coisa do Bispo?

    Só que uma coisa é certa. O pároco erra ao expor sua instituição. É como diz o Jacinto, aqui não é o foro de discussão destes assuntos, que, ao que parecem, são questões bem interna corporis da Diocese de Lages. A disciplina ainda deve imperar, o que tá difícil neste País, e, pelo visto, está se expandindo para as Igrejas.

    No entanto, não acho que deva ser aberta uma caixa preta da Igreja, ou que ela deva ser transparente, ou que ela deva se modernizar. A Igreja é uma Instituição que possui rituais, ritos e ordinários que devem ser respeitados. Concordo com o Ferrugem: creio que está faltando mais “creio…”, Rezem mais!

  5. Esse padre Carlos Pamplona deveria ter vergonha na cara. Esse tipo de assunto se discute internamente e não da forma como está se expondo. Pensa que está fazendo mal a quem? está querendo holofotes? Nunca na Diocese de Lages aconteceu uma coisa dessas, só depois que começaram a vir padres assim como ele. Resolvam estas coisas de forma madura e deixem de ser mesquinhos.

  6. Infelizmente as coisas na Diocese começaram a mudar depois que o bispo trouxe um monte de padres “expulsos” de outras dioceses. Até então com o Dom Oneres e os padres daqui nunca teve problemas. Mas tem padre, p.ex, muito autoritário, que se acha dono da igreja, outro que chega nas festas das comunidades e até bêbado fica e as lideranças tem que levá-lo para casa.

  7. bah edson gosto mto dos teus assuntois,mas acho que vc.deveria dar nomes aos bois,e dizer quem são eeses vereadores endemonhados,ainda bem que a maoria vai sair,e otimo que da metade nos livramos,e quanto a vereadora aida ,acho que o choro dela foi mto sincero para ser fingido,só espero que o comentario maldoso sobre ela não tenha sido o vice.

  8. Assim só da a opinião se vc souber mesmo do q está falando se não nem fale nada, primeiro se informe e vai olhar os fatos com uma mente mais aberta, o Padre Carlos desabafou, mas vcs tem certeza q ele fez isso para se mostrar ? talvez não, isto pode ter vazado e todos temos livre arbítrio para falar o q quisermos mas com convicção , se todos nós em uma sociedade ficarmos quietos para tudo o q vai acontecer ?O q vai ocorrer? falta muitas pessoas igual o Padre Carlos. REZEM REZEM REZEM TODOS!!!! E Q TENHA AQUELE SILENCIO DE MARIA ATÉ Q AS COISAS SEJAM ESCLARECIDAS ….q o demônio não os deixem cegos…

  9. E não esqueçam que o Bispo proibiu velorio em salão de Igreja só porque em SP e assim só que nos interior que é a mesma Diocese fazem e é não foi proibido, prejudicou as pessoas carentes e outras que por esta ação deixaram a Igreja e foram para as Evangélicas porque nessas o povo é acolhido. Bispo e Vigário do Rosário intransigentes e mais coordenadores de Igreja afastam o povo exemo disso é no Vila Mariza.

  10. Convém esclarecer que este conteúdo é o de uma carta que o Pe Carlos encaminhou direto a Cúria e alguém divulgou. Enfim a menos que seja vontade do próprio Pe Carlos que o seu conteúdo seja divulgado, caro Edson favor excluir o conteúdo deste post!

  11. É público,pra quem vive a realidade da igreja católica, a dificuldade de formação e disponibilização de padres para “tocar” varias igrejas e paroquias,e acredito que não seja um problema de lages. E a realidade social nesses tempos modernos torna necessário também modernismos em nossas instituições. O arcaico está com dias contados. O próprio vaticano, leia-se papa francisco, tem dificuldade em redirecionar a igreja católica, torna-la mais sensivel,ou até mais responsável, com essa realiddade social. E a principal questão nessa transformação é dar fim à hipocrisia, ainda mais numa instituição ainda dogmatica, e com vários erros históricos.Essa situação pode nos trazer varias comparações com outras instituições, principalmente as públicas, aquelas em que nós temos responsabilidade direta, mas ao contrário da igreja católica, e mesmo que seja opcional, nas públicas nós podemos redireciona-la com mais brevidade.Enfim, tudo isso reflete,e muito a nossa realidade de cidadão. Precisamos urgente exigir idoneidade, ou responsabilidade, daqueles que tem o dom da palavra e da escrita. E que conduzem nossas instituições.

  12. Gostaria de expressar minha opinião e não julgamento sobre esta postagem e comentários.
    Encerrado o Ano Santo da Misericórdia percebemos o quanto foi frutífero e positivo para a grande maioria de fiéis católicos que procuraram rever seus passos e a reconciliação sacramental e praticar os atos de misericórdia.
    O acima exposto é uma carta DIRECIONADA aos PADRES, como podemos ler logo no início: “Senhores Padres”, desta forma, se chegou aos meios de comunicação acredito que não foi o padre Carlos quem encaminhou para buscar “holofotes”.
    Quando leio um comentário dizendo que “o bispo trouxe um monte de padres “expulsos”” percebo que o objetivo da ação evangelizadora da Diocese de Lages logo no início vai de encontro a esse comentário”: “Nós somos o povo serrano, queremos nos evangelizar” demonstrando a falta de acolhida por parte de poucas pessoas. O triste é saber que são poucos os padre NATIVOS do território da Diocese de Lages e a maioria são padres egressos. Os maiores promotores vocacionais nos últimos tempos são os padres DE FORA.
    Como seria a evangelização da Diocese SEM todos esses padres que tiveram a chance de recomeçar sua história vocacional a partir da acolhida de Dom Irineu e do Conselho de Presbíteros no extenso território desta diocese??? Essa acolhida sempre foi muito criteriosa e rezada para ser acertada, até onde acompanhei. Vamos olhar com mais carinho e motivar os jovens e acompanha-los no discernimento vocacional para que haja maturidade nas escolhas.
    Nós batizados quando temos a tentação de falar mal, julgar ou condenar a Igreja, nos esquecemos que fazemos parte DELA e estamos assinando nosso atestado de falha por omissão, acomodação ou descompromisso.
    Neste momento precisamos nos unir em ORAÇÃO para que não haja mais divisões e sim união.
    Deus abençoe a todos.

  13. Quando chama a terra do caru de julgadores, somos sim um povo caboclo pq o caboclo
    sabe acolher bem, mas tb e um povo desconfiado. Tdo isso faz me lembrar de pe Odemar um padre caboclo
    que levantou sozinho com uma inchada na mao pedra por pedra de sol a sol, um santuario em Bom Retiro
    Divino Pai Eterno na localidade de janaina. O que o atual bispo fez : Ele acabou com os sonhos de muitos caboclos
    ele transferiu o padre Odemar dquela localidade como se arranca uma arvore qdo começa a dar os primeiros frutos, pe Odemar nao pode terminar a obra e quem perdeu um bom sacerdote nativo fomos nos.

    • Desculpe Angelina, mas não sabe a história direito. Graças a Deus o padre Odemar foi transferido. Já estava há muito tempo em bom retiro, e só pensava em obrigar as comunidades a doarem para suas campanhas e comprarem suas rifas. era padre de matriz e santuário somente, nunca foi visitar as outras igrejas, a não ser quando fosse para levar as rifas e pedir dinheiro. o povo estava sendo sugado. Se gosta tanto assim dele, ajude a dar continuidade ao santuário, e ajude os padres que chegam a cuidar do santuário.

  14. Sou cristão católico, como muitos dos que leram o texto virtuoso redigido pelo padre Carlos. A virtude que vem do próprio evangelho que diz:”a verdade vós libertará”(Jo 8,32). Virtude essa, ausente em muitos nível de nossa sociedade medíocre e falaciosa. Em todos os seus níveis do poder público ou religioso. Dá alta sociedade aos ditos mais humildes. Nós estamos vivendo em uma sociedade que se nutri com a corrupção do caráter.
    Recém saímos de um jubileu intitulado: “ano santo da misericórdia”. Cabe recordar que a motivação principal para instalação deste jubileu pelo papa Francisco, foi a falta de respeito, amor, compaixão e misericórdia dos próprios membros da igreja católica. Homens e mulheres revestidos de um poder que acreditam possuir, uma armadura de degraus, vestes e gestos, todavia, desprovidos de uma”armadura moral”. Pelo visto o ano santo não tocou muito o coração dessa gente. Sobretudo de alguns sacerdotes, que em sua mediocridade, caluniam um bispo, que na sua passagem pela diocese abriu o coração e estendeu a mão a todos até para os padres hipócritas. Hoje vendo algumas atitudes dos ditos “homens de Deus” a realidade é outra, em uma boa parcela, o único poder é o de machucar corações de pessoas querem o bem da igreja.
    É louvável quando alguns bons defensores da moral local, dizem: que o assunto não deveria ser exposto. Pois bem, a igreja não é uma empresa que visa seus interesses de forma particularizada. Nós somos um corpo e Cristo é a cabeça. Nós não podemos acreditar que há duas formas de ser igreja. A clerical com sua falsidade, máscaras e arrogância. E a dos leigos “ovelhas de pasto” que vivem alienadas do mundo.
    Acredito que a senhora Terezinha deveria perguntar a dom Oneres, como ele entrou na diocese. A senhora fala com pouco conhecimento de causa acerca da vida e história de sua igreja local. Agora, antes da senhora falar de forma ofensiva dos ditos “expulsos”, expulse a arrogância de sua vida. E lhe pergunto: realizar os ensinamentos e doutrinas da igreja universal e os valores cristãos é no seu ponto de vista quere ser “dono”? Ou é ser fiel? Agora certamente este religioso citado pela senhora que costuma ficar bêbado nas festas das comunidades não é do grupo dos ditos expulsos, mas sim, um serrano.
    Já o senhor Célio Andrade, esboça sua indignação acerca da “maldade do bispo”. Porém, o senhor bispo está de parabéns pela decisão. Sugiro ao Célio que vá até ao setor de vigilância sanitária de seu município, e pergunte para eles se é permitido velar defuntos em locais onde ocorrem com freqüência festas e serviço com alimentação. No Brasil, essa medida é uma proteção a saúde coletiva, impostas pelos órgãos de fiscalização. Se sua comunidade não tem capela mortuária, fale com o prefeito.
    Por fim, o padre Carlos, tomou uma atitude cristã, levando luz aos que vivem na cegueira espiritual. Informando seus pares acerca de tal contenda. Agora se circula nas redes sociais, certamente foi um mal caráter, que sente prazer em pulverizar cizânia e discórdia.
    Oremos todos nós cristãos católicos e pessoas de boa vontade pelo clero e pela diocese. Pedindo que o espírito de Deus paire sobre a igreja local e renove a face da terra.

  15. Dizer que o bispo proibiu velório no salão paroquial e que as pessoas carentes foram prejudicadas indo para as evangélicas,foram porque não importa a “igreja”e sim pelo que recebem.Em igreja não é lugar de velório,é de responsabilidade do município construir capela mortuária.É triste o Dom Irineu ir embora de nossa cidade,pois se existe dificuldades internas nós população sentimos muito ele estar descontente assim.Parabéns Dom Irineu pela sua postura corajosa digna pelas mudanças que nota-se até nas missas.A falta de Dom Irineu já deixa saudades.Deus o abençoe lhe de forças,fé e misericórdia.

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