Árvores na 282: Carmen busca solução em Floripa

Árvores na 282: Carmen busca solução em Floripa

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Dando continuidade as reuniões que iniciaram em Brasília, afim de agilizar os procedimentos para a retirada das árvores exóticas localizadas as margens da BR-282, a construção das passarelas no perímetro urbano de Lages e ainda o pedido para a instalação de um redutor de velocidade na localidade de Areião em Bocaina, deputada federal Carmen Zanotto, esteve no DNIT em Florianópolis.

Assessoria informa sobre a reunião no DNIT da Capital. Engenheiro Ronaldo Carioni Barbosa (esquerda), superintendente do DNIT em SC, engenheiro Vissilar Pretto e o deputado Jorginho Mello participaram da conversa com a deputada.


NO ENCONTRO A DEPUTADA

CARMEN DESCOBRIU QUE…

Para que o corte seja feito é preciso fazer um inventário florestal das espécies. Para a realização deste trabalho é necessário que haja uma licitação, afinal carece contratar uma empresa que entenda de inventário florestal para contar quantas árvores e o que essas representam e termos de metros cúbicos de madeira. Feito isso, as prefeituras devem licitar uma empresa (geralmente madeireira) para efetuar o corte e destinação das árvores.


EXPECTATIVA DA DEPUTADA

“Nossa expectativa é que essas licitações aconteçam ainda este mês, por isso, estamos em contato frequentemente com o DNIT, tanto em Brasília quanto em Santa Catarina, pois queremos agilizar esses processos e dar mais segurança as pessoas que utilizam a rodovia”. Porém, a parlamentar está equivocada. São licitações distintas, mas a segunda somente acontece depois de feito o inventário. Não tem como licitar uma empresa para cortar árvores, sem que a participante da licitação saiba quantas árvores serão derrubadas.


PARA A DEPUTADA E TODOS

NÓS ENTENDERMOS MELHOR

A árvore exótica (aquela que pode ser derrubada porque não é nativa) é um inço na faixa de domínio da BR-282. Não se trata, portanto, de patrimônio federal. Porém, mesmo sendo um ‘corpo estranho’ numa área federal, não é possível que qualquer pessoa chegue ali e comece a derrubar. A floresta ali existente deve ser retirada para um fim social (construção de casas para carentes, por exemplo). E esse procedimento que é um pouco burocrático até para evitar destinação incorreta da produção de madeira decorrente da derrubada.


COMO FUNCIONOU EM BOM RETIRO?

Ministério Público Federal, DNIT, PRF e Prefeitura de Bom Retiro firmaram um termo. Houve a contabilização da quantidade de árvores, a prefeitura fez a licitação e uma empresa explorou o corte dando o destino que considerou adequado. Do montante arrecadado, um percentual significativo foi destino à prefeitura que investiu em programa habitacional. Mais ou menos essa é a lógica e a ideia para as árvores que nasceram ‘guachas’ e devem ser retiradas para reforçar a segurança de quem utiliza a BR-282.


HÁ ATÉ UMA IDEIA PARA LAGES

Não sei se a deputada Carmen Zanotto tem conhecimento, mas existe ideia de que a madeira cortada das árvores no território de Lages (ou o dinheiro da venda dessas), destine-se para realocar famílias que residem em áreas de risco às margens da BR-282, no perímetro urbano. Há situações sociais complicadas naquele trecho perto da ADR e ainda no bairro Gethal e a providencia resolveria dois problemas: das árvores a serem retiradas das margens da rodovia e das famílias a serem relocadas. O Procurador Nazareno Wolff é simpático dessa solução para resolver inclusive uma série de processos judiciais que tramitam para a retirada das famílias dessas áreas de risco.


IMPORTANTE DESTACAR QUE…

Essa insistência da deputada Carmen Zanotto no assunto é fundamental. Se não houver persistência, o assunto segue de maneira mais lenta. E a solução, considerando o reflexo das árvores tão perto da rodovia para a segurança de usuários, precisa ocorrer com brevidade.

Nessa foto de arquivo de Jatir Fernandes a indagação: Se essa árvore não estivesse tão perto do asfalto, o condutor teria morrido?

3 Comentarios

  1. Edson, aproveito este espaço para ver se pode me esclarecer uma dúvida. Há tempo atrás lembro que a descida da BR 116 sentido Vacaria em frente ao descascador de arroz, parece me que é o km 258, não havia pinus plantado ao lado da rodovia, esta inclusive não era pintada com faixa contínua, sendo possivel ultrapassagem, pois era possivel visualizar a estrada até a subida da curva. Mas foi plantado essas árvores tanto no lado esquerdo quanto direito da pista e mudou completamente o cenário. Bem, pela proximidade do plantio com a rodovia, aquelas árvores neste caso, são do DNIT? Não é de nenhum particular? Mudou completamente a característica visual do local. E estão tão bem dispostas no local… Foram plantadas. Por certo não tem um proprietário particular…
    https://www.google.com.br/maps/@-27.8935541,-50.4234529,3a,75y,183.62h,91.42t/data=!3m6!1e1!3m4!1sOkCSCsJ0sr7JZlVS6QIvkQ!2e0!7i13312!8i6656!6m1!1e1

  2. É muito importante que a derrubada dessas árvores seja feita com a autorização da casa real, homologada e selada pelo principe regente, que conste na autorizacao o selo real papal (é sarcasmo). Cacete… Ninguém pode ir la a noite com uma motoserra, pqp chega dessa besteira, qual o problema dessa gente? Será inteligencia demais?

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