Ceron apresenta dívidas de 250 anos de Lages

Ceron apresenta dívidas de 250 anos de Lages

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Prefeito Ceron, acompanhado do vice, Juliano Polese, do líder do governo na Câmara, Gerson dos Santos e do super secretário Arruda (Fazenda e Administração) apresentou os dados levantados sobre as pendências que herdou para resolver de administrações anteriores.


DOIS SÉCULOS E MEIO

Os números se referem a pendências de várias administrações que foram parceladas ao longo do tempo. Tanto que na coletiva, Ceron não falou em dívida da antiga administração, mas ‘dívida de 250 anos de Lages’.

Enviado especial, Amarildo Volpato, fez o registro da apresentação dos dados. Deputado Gabriel Ribeiro, na janela, acompanhou o relato


DE ANTEMÃO

Prefeito deixou claro que não há dinheiro para realizar de carnaval de rua.


ENTIDADES

Há um marco regulatório que prevê licitação para repassar recursos para entidades. Na coletiva o prefeito Ceron disse que vai seguir essa premissa, atendendo a legislação. A partir de agora, portanto, acesso a recursos públicos por entidades dependerá de licitação. E os valores atrasados considerará decisão administrativa.


SOBRE AS DÍVIDAS ‘HERDADAS’

“A gente tinha expectativa que a dívida seria maior que aquilo que a imprensa vinha dizendo. Mas o que nos surpreende é esta pilha (dívida com fornecedores). Aqui tem gente que tem R$ 1 mil para recebe da prefeitura. E nem isso era pago”.


SOBRE A QUESTÃO

DE GESTÃO NA SEMASA

O dinheiro arrecadado na Semasa não ficava numa conta exclusiva da autarquia. O valor era puxado para a chamada ‘conta mãe’. Significa que aquilo que sobrava da Semasa entre o arrecadado e o gasto, era utilizado para pagar de folha de servidores e custeio diverso do município. Ceron vai fazer diferente:

“O que nos deixa chateado foi o jogo de palavras. Os R$ 5 milhões da Semasa em caixa, por exemplo, não existem. Para ter ideia tivemos que recorrer à Celesc para não cortarem a luz da Semasa. A preeitura não pode misturar dinheiro da Semasa com caixa geral (conta mãe). Ela é uma autarquia”.

Esta é a planilha com os saldos e banco encontrados pela nova administração. Semasa tinha R$ 219 mil em crédito


AINDA A SEMASA

“Se a Semasa não fosse sangrada nos últimos 10 anos, ela teria capacidade para investir em saneamento. Desde que o prefeito não seja fominha de pegar dinheiro de lá. Porque além de incorreto é ilegal. A Semasa tem condições de bancar o restantedo saneamento da cidade, se o dinheiro arrecadado por ela se destinar especificamente para isso”.


NOVA PREFEITURA

“Hoje se gasta R$ 280 mil de aluguel (não é isso, Arruda?). Autorizei elaboração do projeto para buscarmos financiamento para construir o Centro Administrativo”.

A ideia ventilada na coletiva é uma nova prefeitura no terreno ao lado da rodoviária.


OBRAS QUE NÃO ANDAM:

COMPLEXO PONTE GRANDE

Ceron explicou detalhes sobre o Complexo Ponte Grande. Apontou que a parte de saneamento deverá se implantada em toda a extensão do projeto (desde a Rua 31 de Março até a Rua Cirilo Vieira Ramos). Diferente da administração anterior que decidiu licitar por trecho, Ceron disse que ideia é uma licitação única e total.


ENGEMBRATION

Ceron se referiu ao ‘equívoco’ da administração anterior como um engembration (versão enrolation para engembração). É que a prefeitura teria licitado a obra do Complexo Ponte Grande, mas ‘esquecido’ de sincronizar com a Caixa Econômica (que é quem paga). Detectado esse ‘desencontro’, o caminho será corrigir e agir para que a obra tenha sequência, numa nova licitação, em sintonia com a fonte pagadora, a Caixa.


OUTRAS OBRAS

Indagado sobre obras como a pavimentação da Rua Antônio Ribeiro dos Santos, houve uma referência e que a mesma está a passos de tartaruga. “Tartaruga anda”, apontou Ceron ao detalhar como serão os procedimentos para dar novo ritmo a essas obras que não andam.


A QUESTÃO COM O BADESC

Depois de entrar na justiça questionando a dívida de financiamento contraído junto ao Badesc, a administração anterior conseguiu liminar em Lages para deixar de pagar, enquanto renegociava. Em segundo grau, houve decisão para a prefeitura ir pagando apenas 60% da prestação. “Mas nem isso a prefeitura continuou pagando”, disse Ceron. Agora a readequação dos débitos estão sendo feitos para regularizar os pagamentos perante a esse órgão financiador. “Porque, sem isso, não vem dinheiro e as obras financiadas pelo Badesc não vão andar mesmo”.


QUESTÃO DO LAGESPREVI

“Aquilo ali é uma bomba relógio. No futuro se tornará insustentável. Todo mês a prefeitura está sendo que bancar R$ 700 mil para complementar. O chamamento desses 700 servidores do concurso vão minimizar um pouco o déficit. Mas é preciso solução a curto e longo prazo”.


SOBRE O QUE VEM SENDO FEITO…

“Do jeito que está, em 60 dias eu não poderia fazer nada. Ms estamos fazendo bastante”.

3 Comentarios

  1. “O chamamento desses 700 servidores do concurso vão minimizar um pouco o déficit. Mas é preciso solução a curto e longo prazo”.

    Quem fez essa conta? Minimiza o caixa da Lages Previ e incha a folha da Prefeitura….
    Qual maior valor, o salário pago ou o desconto para a Lages Previ?
    Só chamar concursado se tiver ultra necessidade…senão, tiro na testa….

  2. Finalmente leio uma idéia inteligente: um centro administrativo no terreno ao lado da rodoviária. Se bem planejado e bem construido, teremos solução para vários problemas: em primeiro lugar, desafoga o trânsito no centro da cidade (já veremos melhora com a inauguração da nova delegacia); em segundo lugar, secretarias num mesmo prédio, sob as vistas do prefeito, deverão ter desempenho melhor – até mesmo a dinâmica administrativa fica mais eficiente; em terceiro lugar, o usuário, munícipe lageano, contribuinte, terá um local para ser atendido em suas necessidades com maior dignidade e respeito – principalmente se o projeto for elaborado com inteligência: estacionamento, posto de atendimento bancário, acessabilidade aos idosos e portadores de necessidades…. vamos ver se não fica somente no discurso.

  3. Como assim “conta mãe na Prefa” envolvendo valores da SEMASA. A mesma é uma AUTARQUIA, tem direitos e estatuto próprio,não tem característica administrativa de secretaria e CNPJ próprio. Seus Diretores e Secretários já teriam sido notificados pelo TC do Estado se existisse essa “conta mãe”. Quando fui Diretor Financeiro e Adm fiz questão de separar os valores e administrar esses valores para que rendesse Juros e correções, enfim, administrando o patrimônio financeiro público. Jamais esses valores foram da Adm Financeira da PML, sendo que, os valores eram praticados em novas obras e custeio da própria SEMASA. Essa nova “conta mãe” para mim é desconhecida.
    Lembro que quando assumimos em 2013, a SEMASA estava SUCATEADA. Tinhamos cerca de 2.5 milhões de saldo (não tinha conta mãe) e praticamente nenhum investimento na cidade. Faltava água em vários bairros e nosso estoque de materiais de reposição era precário e acabado pelo tempo. Tudo foi reinvestido, Geradores de energia para não faltar água na ETA e novos projetos de expansão na cidade. Eram 37 comissionados, e até a minha vigência na Diretoria estava com apenas 14 (não precisávamos de mais para tocar a autarquia) e mais os efetivos. Até Julho de 2015 tinhamos 6 milhões em conta (exclusiva no CNPJ da SEMASA) e nenhum problema de falta de água na cidade. Tanto é verdade o que falo, pois o TC do estado não achou nenhuma irregularidade nas contas da SEMASA, incluindo seus saldos bancários e financeiros.
    Jamais houve pedido da PML para transferir montante financeiro para pagamento de dividas da própria prefeitura. Não existia essa “conta mãe” pois como a prefeitura iria administrar um fundo cujo CNPJ é diferente…Seria Ilegal e Imoral. Eu Jamais faria isso, mesmo que fosse coagido. Todas as retiradas tem decretos e foram verificados pelo Progem e pelo tribunal de contas.
    Se a verdade não estava sendo dita, agora está. Nesse sangramento de 10 anos, por favor retirem o ano de 2013 até julho de 2015…De fato depois dessa data, não sei de nada.

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