Lagesprevi, Transul, SCPar: Que dívidas são essas?

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É importante que a sociedade tenha acesso a essa realidade financeira traumática pela qual passa a administração pública municipal de Lages. Da mesma forma, é salutar que fiquem mais claros alguns itens que integram os dados ali apresentados. Prefeito Ceron foi cauteloso ao anunciar os números (citando dívidas dos 250 anos de Lages) porque muitos dos débitos foram contraídos ao longo do tempo pela prefeitura, não sendo herança exclusiva da administração anterior (Elizeu e Toni). Observe-se alguns exemplos apresentados:


SETECENTOS MIL

AO LAGESPREVI

Esses R$ 734.421,21 que a prefeitura desembolsa mensalmente ao Instituto e Previdência do Município não será amortizado com mais contribuições (daqueles que forem chamados no concurso, por exemplo). Esse montante decorre de um cálculo da chamada segregação previdenciária. A prefeitura pagará tal montante ‘toda vida’ enquanto ‘servidores aposentados das antigas’ estiverem recebendo benefícios ou depois desses falecidos, seus dependentes tenham acesso a pensão. O valor somente será amortizado quando esses benefícios deixarem de serem pagos.

Embora o papel aceite tudo, muitas das dívidas apresentadas não ficaram bem claras a origem e a razão das mesmas existirem!


HÁ OUTRO DÉBITO

COM O LAGESPREVI

Aquele outro valor ao Instituto de Previdência que consta nos planilhas apresentadas se referem ao fato do então prefeito Renatinho (e sua equipe) terem deixado de recolher a parte patronal ao LagesPrevi durante boa parte do último ano da administração. O valor foi somado, parcelado e está sendo resolvido, sendo que o débito eram bem maior quando o então prefeito Elizeu assumiu e foi descoberto o ‘esquecimento’ da administração Renatinho.


SETE MILHÕES À SC PARCERIAS

Na verdade a dívida à SC Par é de R$ 7.047.557,91 e se constitui numa herança maldita que sobrou para Lages da propagada Sinotruk. O Governo do Estado, via SC Par, emprestou o dinheiro para comprar as terras do Parizotto ali em Índios. A Sinotruk não veio e ficou a dívida da área adquirida. Meno male que paresque os valores somente serão devolvidos à SC Par quando empreendimentos que ali se instalarem começarem a dar retorno. Embora o ideal seria ter assinado numa cláusula de risco com o vendedor da área para que, em caso da Sinotruk não fazer brotar caminhões em Índios, o negócio ser desfeito. Daí Lages não ficaria com essa dívida enorme!

Lages ficou sem fábrica de caminhões e com uma dívida gigantesca pela compra do terreno para a montadora em Índios. O valor da dívida com a SC Par já passa dos R$ 7 milhões!


SETE MILHÕES À TRANSUL

Lembram do protesto do vereador Jair Júnior (PSD) na posse pedindo passe livre? Se esse benefício for concedido, sabem quem paga a conta? Você. E esses R$ 7.020.000,26 vai aumentar. Esse montante não está naquele total da dívida do município com a Transul que ‘deixou de existir’ com a licitação. Se refere a um período anterior ao que foi negociado na licitação. E tal dívida decorre de toda concessão que o município faz em relação ao barateamento ou isenção de tarifa a esta ou aquela pessoa ou entidade. A Transul nunca perde. Aquilo que ela não arrecada, soma-se à dívida para a mãe prefa pagar.


OUTRO EXEMPLO

Quando a Transul apresenta uma planilha pedindo 10% de reajuste da tarifa e a prefeitura autoriza 7% de aumento na passagem, os outros 3% são bancados pela prefeitura (daí a razão da dívida).

Esse pedido do vereador Jair Júnior, por exemplo: Se for concedida a reivindicação, não será a Transul que irá ficar no prejuízo de deixar de cobrar a tarifa. O valor que não será arrecadado é repassado para o custo da passagem normal ou pendurado no caderninho da prefeitura, aumentando a dívida do município com a Transul.

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