Sobre o ‘motim’ que não houve em Lages

Sobre o ‘motim’ que não houve em Lages

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Não houve motim no presídio de Lages.

Não há maus tratos a presos no presídio.

A quem interessa informar o contrário?

Quem os meios de comunicação servem com a sustentação do termo motim no presídio?

Ainda na sexta-feira, 20, o presidente da OAB, advogado Célio Adriano Spagnoli, a partir de conversa com Magistrado, Diretor do Presídio, policiais e verificação da real situação, compartilhou no Institucional da Ordem o que de fato aconteceu:

Dois presos se desentenderam. Um deles ateou fogo no colchão do outro e a situação saiu do controle com as chamas se propagando. Isso não é motim. Foi um incidente isolado que ganhou repercussão por causa do incêndio e pelo clima de tensão que toma conta do País devido aos conflitos em penitenciárias.


QUESTÃO DOS MAUS TRATOS

Correio Lageano entrevistou um preso que falou em maus tratos. Com o aparato de retaguarda existente (Comissão de Direitos Humanos da OAB, Juiz Corregedor), não existe espaço para maus tratos. Falar em ‘sala de tortura’ em presídio beira a insanidade de quem o faz. Agora se a questão é rigorismo interno, isso é o dia a dia. Até porque, presídio não é spa. Presos reclamaram de uso de spray de pimenta no episódio de sexta. Não tenho essa informação se houve a utilização de tal substância. Mas para controlar uma situação, qual o spray que os presos querem que use? Da Jequeti?


QUEM PERDEU COM

O ‘DESENTENDIMENTO’?

Foram os próprios presos os prejudicados.

E a razão é simples. A maioria que cumpria medida naquele presídio tem família nas adjacências. Como 82 deles foram transferidos para outras cidades (Chapecó, Criciúma, Mafra, etc), eles mesmos acabam sofrendo com a medida. Porém, embora não tenham dado causa, sofrem a consequência da repercussão e dos danos à ala queimada do presídio do bairro São Cristóvão.

Motim se caracteriza pela insurreição de grupos contra autoridade constituída com atos explícitos de desobediência. E isso não aconteceu em Lages.


QUEIMADOS E CHAMUSCADOS

Pelas informações houve um preso que sofreu queimaduras mais graves. Outros três ficaram chamuscados por causa do calor provocado pelas chamas dos colchões que queimam com facilidade.


QUESTÃO DE MAUS TRATOS

Advogado Fabiano Rosa (OAB Lages) confirmou não ter ocorrido qualquer registro de maus tratos nos presídios de Lages. Nesta segunda-feira, integrantes do Grupo Serra Ação, que atua na conscientização e orientação para execução de medidas que minimizem problemas no setor carcerário da Serra catarinense, vão ao Fórum da Comarca de Lages em busca de dados e informações. Muitos são advogados e desconhecem qualquer ocorrência de maus tratos. E pretendem ter no papel essa constatação até para que o ‘desentendimento’ ocorrido no presídio não desacredite o trabalho que os agentes do DEAP realizam nas duas estruturas penais de Lages. Ou seja, a informação para desarmar os boatos!

2 Comentarios

  1. Deve-se diferenciar maus tratos por disciplina.
    O que parece é um movimento para tirar os diretores dos presídios (Márcio e Paulo) dois competentes e sérios profissionais, que a meu ver prestam um favor a sociedade ao se submeterem cuidar da direção dos Presídios, pois suas habilidades profissionais os qualificam para cuidar da Segurança em qualquer outro lugar e função.
    Não existem maus tratos, nenhum profissional que acompanha a rotina dos presídios não seria conivente com tal situação.

  2. Houve sim motim eu sei que em cada cela tinha muita gente pois estive lá onde fiquei tinha um beliche pra duas pessoas nós estávamos em 16 eu tinha que dormir agachado já faz isso 15 messes e já falavam em fazer uma rebelião mais muitos tinham medo pois éramos reprimidos a toda hora não tínhamos se quer papel higiênico nos dias de calor imagine 16 pessoas num cubículo pra 2 pessoas sentíamos sufocados e se alguém fosse no banheiro…..

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