Paço: Questão de salário e empréstimo consignado

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Internauta Felipe faz a seguinte ponderação a respeito de salários pagos pelo Paço para comissionados e os concursados que estão embarcando na arca agora:

“Pensa na situação: Você é concursado da Prefeitura de Lages de um cargo com curso superior, ganha em torno de R$ 1.750,00 brutos. Aí você tem um subordinado, o tal do Assessor Técnico, cargo comissionado com salário em torno de R$ 2.100,00 brutos. Muitas vezes o cara não sabe nem o que está se passando. E olha que incrível, ele ganha mais que você. Só pode ser piada mesmo. Será que alguém da imprensa poderia fazer tal pergunta aos novos administradores da cidade? Algum lugar no mundo, o chefe ganha menos que o funcionário? Só na nossa Lages!”


SOBRE ISSO

Não é o assistente técnico que está ganhando muito (R$ 2.100,00). Mas o profissional das áreas diversas (engenheiro é um exemplo) que aceitaram e se submeteram às regras do concurso que fixou esse salário de R$ 1.750,00. Algumas instituições que defendem categorias até chiaram diante de um salário tão lá embaixo, enquanto o piso é muito maior que isso (de um engenheiro não baixa de R$ 5 mil). Porém, quem determina a remuneração do funcionalismo público do município é a lei municipal. E essa norma estabelece esses padrões. Aos concursados que entram ganhando míseros R$ 1.750,00 cabe apenas uma alternativa para não se submeter a tal ‘vexame’: não tomar posse como servidor.

É mínimo o número de servidores que, aprovados no concurso do Paço, estão desistindo de assumir a função, mesmo com o salário miserável de vencimento básico.


EM TEMPO

Aqui no post o próprio Felipe faz um comentário que tem sentido, fugindo-se do simplismo de não simplesmente deixar de tomar posse no cargo que o interessado foi aprovado. Vale a leitura!



EMPRÉSTIMO CONSIGNADO:

PREFEITURA RETEVE DESCONTO

E NÃO REPASSE ÀS FINANCEIRAS

Meu prezado amigo Ferrugem compartilha um problema que vem testemunhando de instituições financeiras que fizeram empréstimos consignados a servidores municipais de Lages com desconto em folha, mas que a Prefeitura reteve tais valores nos contra cheques e não repassou. Isso inclusive bloqueia hipótese de acesso de servidores a novos empréstimos.


ARRUDA ESCLARECE

“Isso não está acontecendo conosco. Tudo está sendo absolutamente honrado com o repasse de consignados às instituições daquilo retido dos salários dos servidores, conforme o praxe”. É o que explica o Secretário de Fazenda e Administração, Antônio Arruda. Ele confirma que isso ocorreu na administração anterior (Toni e Elizeu) e, nesse caso, tais débitos entram naquela lista de pendências a serem resolvidas gradativamente pela municipalidade. “Não se trata de uma falha ou irresponsabilidade desta administração. Vamos resolver, embora não tenhamos dado causa”.

Arruda: “Vamos resolver, mas não se trata de uma incorreção desta administração. Na folha de janeiro foi feita retenção e repassado às financeiras”


QUESTÃO DO EMPRÉSTIMO CONSIGNADO

Segundo o secretário Arruda, a administração anterior adotou uma prática que acaba complicando a vida do servidor. “Na nossa época havia um limite no número de parcelas. Era possível fazer empréstimo em, no máximo, 48 parcelas. Atualmente esse número dobrou para 96. Assim, tem servidor que faz empréstimo e fica 8 anos pendurado nesse compromisso. É muito tempo”.

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