Ponte Hercílio Luz: Marco na gestão de Colombo?

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Terminou por volta das 3h30min deste domingo, 12, a operação de transferência de carga da Ponte Hercílio Luz, em Floripa. Foram quatro horas de trabalho na etapa da restauração do cartão postal catarinense. O governador Colombo esteve no local dos trabalhos, no final da noite de sábado, e comemorou o avanço do cronograma, que tem previsão de reabertura da Ponte Hercílio Luz em 2018:

“Cada fase nova é um desafio, estamos restaurando uma ponte com mais de 90 anos, ou seja, é um grande trabalho de engenharia. Mas estamos nas mãos de pessoas competentes e tudo está ocorrendo dentro do planejado”.

“Essa é uma obra que além de resgatar nosso patrimônio vai trazer um importante ganho em mobilidade, podendo absorver cerca de 20% do tráfego da região”.


O QUE FOI FEITO?

Na operação deste fim de semana, foi realizada a transferência de 20% da carga da Ponte Hercílio Luz para estrutura provisória construída abaixo da ponte, por meio de um deslocamento de 10 centímetros. O objetivo era aliviar a tensão das torres para que possam ser iniciadas as próximas etapas do processo de restauração.


SOBRE A PONTE

A ponte foi interditada totalmente ao tráfego em 22 de janeiro de 1982. Em 15 de março de 1988, foi reaberta somente ao tráfego de pedestres, bicicletas, motocicletas e veículos de tração animal. Mas em 4 de julho de 1991, a Ponte Hercílio Luz foi novamente interditada a qualquer tipo de tráfego e retirado o piso asfáltico do vão central, resultado em um alívio de peso da ordem de 400 toneladas, não tendo sido mais aberta ao tráfego.


PONTE EVITOU QUE CAPITAL

VIESSE PARA A SERRA

Conta a história (e recentemente o advogado João Carlos Matias detalhou o assunto num ensaio no jornal Correio Otaciliense) que um decreto determinou estudos para transferir a capital catarinense para o interior. Seria em Lages na região onde está o município de Palmeira (há marcos e testemunhas vivas sobre o assunto). A razão da mudança era o isolamento da ilha sem uma ligação ao continente. Foi a construção da Ponte Hercílio Luz que impediu que a transferência se concretizasse. Portanto, a ponte salvou Floripa de deixar de ser Capital. Daí a pergunta: Salvou ou condenou?

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3 COMENTÁRIOS

  1. Sem dúvida beneficiou enormemente Florianópolis, pois na época se não fosse capital seria apenas uma Laguna, até basicamente quando surgiu a internet em meados dos anos 90. Durante todo esse tempo o Estado gerou renda, empregos e investimentos que o interior não teve na mesma proporção, a universidade federal, o aterro foram marcos importantes na urbanização da capital, eu quando vim para cá estudar na federal em 81, não se tinha grandes diferenças com Lages, mas após os anos 80 e 90 a guinada foi grande, a quantidade de aposentados e estudantes que não só vinham estudar mas morar na capital impulsionaram a construção civil e um crescimento espantoso e Lages após o final da madeira estagnou no tempo e as diferenças eram gritantes. Hoje com certeza, empresas privadas e a falta de concursos no Estado, aliado ao turismo faz com que Florianópolis se não fosse mais capital não haveria a menor falta do Estado na vida da cidade, tudo são investimentos privados e a participação do Estado somente no pagamento de servidores e aposentados. A mobilidade seria hoje um das justificativas para a mudança da capital, mas com um projeto para daqui a 50 anos.

  2. E o Custo???? Daria para fazer 3 pontes novas…. Agora.. depois que o Estado investir muita grana do pobre contribuinte… a ponte será privatizada.. esperem e vejam

  3. Mais uma bobagem. A ponte deveria ter sido demolida e serem construíveis mais duas ou três (uma no saco grande e outra em canas vieiras), e o pior, não vai durar mais nada, é apenas mais um erro estratégico. No máximo a ponte poderia ficar como ornamento até que começasse seu processo de autodestruição. As consequências: um congestionamento constante e progressivo e mesmo com a HL funcionando, não vai desafogar muita coisa, vai apenas fazer buraco na água. Agora se houvesse uma ponte por exemplo em canas vieiras, que quisesse ir para praia nem passaria bela beira mar. Mais uma do “estadista”…

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