Asfalto na Coxilha vira a ‘obra mais odiada’ da Serra

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Quando concedeu entrevista exclusiva na Clube FM 98,3 no final do ano passado, o governador Colombo chegou a demonstrar certa irritação ao falar sobre o asfaltamento de um pedaço da estrada na região da Coxilha Rica. Ele mesmo explicou que não se trata de uma obra para chegar na fazenda que possui (que fica no outro lado da Coxilha ali por Morrinhos) e lamentou a crítica pela crítica daquelas pessoas que desconhecem a verdadeira razão do asfalto: desenvolver o agronegócio nessa região de Lages.


PORÉM

A postura crítica sobre a obra não mudou. Tanto que nas redes sociais os comentários indicam que é a ‘obra mais odiada da Serra’. Por ignorância de algumas pessoas, chega-se a dizer que o asfalto que será colocado na Coxilha, daria para asfaltar todo o perímetro urbano de Lages. Quem diz isso desconhece, por exemplo, que não é papel do Estado asfaltar rua em perímetro urbano. Pelo jeito, as críticas permanecerão, com tendência de se acentuarem à medida que a obra venha se tornando realidade.


O CORREDOR DAS TROPAS

E OS TÉCNICOS DO IPHAN

Presidente do Deinfra, Wanderlei Agostini, disse ao prefeito Ceron que técnicos do Iphan virão a Lages conferir o impacto da obra de asfalto na Coxilha com o corredor das obras. Mas internauta absolutamente atento, buscou no Google localizar o único ponto onde a obra cruzará com o corredor. Se os Iphanescos consultassem o Google, nem precisariam gastar diária na Serra.

Este é o único ponto onde o Corredor das Tropas se aproxima da futura rodovia, na propriedade de Paulinho Broering. Fora isso, o corredor vai para um rumo, nas bandas da localidade de São Jorge e a futura rodovia segue pela estrada do Bodegão até lá nos descampados do Passo de Santa Vitória

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16 COMENTÁRIOS

  1. Apesar de não me inteirar sobre o custo, o traçado desta estrada algo me diz que ela é prioritária para Lages e a região, fomento ao turismo e a própria integração da Coxilhia Rica com uma via escoadora da produção existente lá, a feitura de pontes e a importância aos acessos denotam o esforço em prol desta região que o lageano nem conhece de forma completa. O lageano é cabeça dura quando firma em algo não arreda o pé, não vejo algo de interesse particular nesta obra e torço para que ela comece e termine e que desenvolva a região.

  2. Oque precisa ser feito mesmo e a manutenção dessa estrada que esta abandonada , sem condições de tráfico .
    Andei trafegando nesta área com caminhão carreta e levei duas horas e meia para andar vinte km.

  3. Depende; Coxilia Produtora de riqueza? Não vejo, vejo um isolamento da Coxília turística do povo lageano, os custos de hospedagem do turismo coxiliano são proibitivos, logo eu, como sendo lageano mal conheço a coxilia porque ela é para extraterrestres (pessoal rico e abastado de sp e rj), eu não posso nem indicar a coxilia como referencial turistico, não posso indicar porque não a conheço, não a conheço porque ela não é para mim, não é para minha faixa salarial, não é para o meu povo, o lageano. Também o “escoamento da produção”, que produção, uma produção insignificante que não pode sequer bater um centésimo do que Goias produz, ou seja, se produzir destrói o turismo. Comprei uma camioneta só para conhecer a coxilia e de fato me arrependi de conhecer a coxilia. Antes de o Governo do Estado se incomodar com a coxilia, deveria ter asfaltado aquela estrada da empresa de química la na Palmeira, lá sim, mas não, o que aconteceu: fechou, dando uma saída mensal de no mínimo 1 milhão de reais/mês para o comércio da serra, é bom manter os acessos muito bem cuidados das Klabins, pois estão na lista de fechamento, é só ignorar a iniciativa privada industrial que a resposta vem em forma de fechamento e desemprego, mas se fecharmos a Coxília, que mal faz mesmo?

  4. Este Maurílio pelo jeito não come carne e não sabe o que se produz na coxilha e do sofrimento para se tirar gado, soja e milho de lá. Desinformado. E ir passear lá é uma coisa, agora produzir lá é outra .

  5. MAURILIO, ESPERO QUE UM DIA VOCÊ PASSE POR ONDE A EMPRESA KLABIN ATUA, AI VOCÊ VAI VER O QUE É DESTRUIR E NÃO RESPEITAR AS COMUNIDADES VIZINHAS, NÃO RESPEITAM OS MORADORES, NÃO CONSERVAM CERCAS DE DIVISAS, PEGAM AS ESTRADAS EM BOAS CONDIÇÕES DEIXAM INTRANSITÁVEL, CULPAM AS PREFEITURAS, MAS ME DIGA QUE ESTRADA AGUENTA COM BITREM COM MAIS DE 60 TONELADA DE PESO BRUTO TOTAL, GUINCHANDO EM DIA DE CHUVA NA ESTRADA GERAL, NÃO SEI COMO A KLABIN S/A CONSEGUE ESTE SELO VERDE, QUE SE HOUVESSE UMA AUDITORIA NO ORGÃO FISCALIZADOR CERTAMENTE JÁ TINHA PERDIDO A TEMPO! TEMOS QUE VALORIZAR E DAR CONDIÇÕES PARA OS PRODUTORES, PECUARISTAS QUE BUSCAM TRABALHAR, CHEGA DE DESERTO VERDE EM NOSSA REGIÃO, ONDE SE IMPLANTA A FLORESTA LEVA 20 ANOS PARA VOLTAR LÁ NÃO GERANDO EMPREGO E RENDA.

  6. Primeiro ponto: a produção extensiva de soja e milho vai destruir o campo nativo, no máximo uma produção de gado com forragens nativas, ou capim elefante, aveia, azevém, etc.
    Segundo ponto: a produção é insignificante e se fosse teria acesso ferroviário, ou vocês negam que não passam trens por ai, vocês tem ai o que pouquíssimos produtores rurais tem acesso que é um trem passando dia e noite e depois vem falar em “escoamento de produção”. tenha dó;
    Terceiro Ponto: vocês vivem fora a dimensão do povo lageano, megalomaníacos que receberam o que tem de heranças, não é para nós, meros proletários empregados ou que muitas vezes não podemos comprar a carne que “brota no supermercado”.

  7. Penso que deve ser asfaltada sim, mas deve ser asfaltada a estrada que entra pela vigia e tbem a ” estrada da antiga BR” aquela a esquerda logo depois da curva da morte.
    Meus amigos, para desenvolver e pessoas poderem conhecer tem que ter um bom acesso, um que o Lageano possa ir com seu carro sem quebrar tudo.
    ASFALTO SIM.

  8. Parabéns Maurilio… manter as estradas em situação de trafegabilidade e escoação é uma obrigação do Estado… mas não só do Estado… Vejam quantos pedágios tem por ai… Vejam quantas estradas ( e outras obtas de infraestruruta) foram ou estão sendo asfaltadas no cerrado brasileiro através de parceria públicas privadas (PPP)… Quero saber com quanto os grandes produtores da Coxilha (incluse e principalmente o maior beneficiário desta obra o Raimundo Colombo) vão investir de recursos próprios??? Outra alternativa seria privatiar a rodovia, ja que vai beneficiar a um número reduzido de privilegiados…. Para um municipio que não tem condições de investir menos de 70 mil anualmente para manter a Universidad Aberta do Brasil, este devaneio de asfaltar esta estrada com recursos públicos é um deboche a inteligencia…

  9. Os caras ficam atrás de mesas e querem opinar sobre produção agrícola e logística…..
    Que fase…..
    Raimundão, asfalte até Sâo Joaquim e depois feche o anel com o “Guará”….
    Eithá povo invejoso……

  10. Thiago, acho sua colocação pertinente, de fato para o verdadeiro produtor rural que vive do que produz, sim este deve ter apoio, quer moral, quer real, porém não sou um ruralista como o Colato que diz: “se o homem do campo não planta o homem da cidade não janta”. Acho isto algo que remete um desequilíbrio muito bem vindo aos interesses dos que querem manter o Brasil como eterno produtor de commodities. Nenhum segmento é mais ou menos importante, todos se interdependem. Ocorre que a nossa indústria tem sido massacrada, destruída, e isto tem impactos diretos nas cidades e por último no homem do campo que vê seus produtos abaixarem o preço pela falta de demanda pela falta de emprego.

    João: coloca uma foto do Colombo na carteira…(só não esquece da “lista”)

  11. Muito se fala sobre a Coxilha Rica, mas poucos a conhecem. Me desculpem, mas falar do que não se conhece chega a ser até uma irresponsabilidade. Vivo a região da Coxilha há quase 40 anos, e sabemos que seu desenvolvimento depende da sua infraestrutura, como qualquer outro lugar, ou seja: boa estrada, luz, telefone e, agora, internet. Sou um investidor rural, e, como qualquer um que investe na cidade, eu invisto no campo – sou PRODUTOR, para o bem deste País. Portanto, como tal, gero empregos, receitas, deveres e obrigações. Pago imposto como qualquer cidadão – assim, tenho Direitos também! Vejo que a maioria dos lageaonos não conhecem a região da Coxilha Rica, não conhece o que ela pode produzir – seu POTENCIAL ECONÔMICO !! Não é reflorestado-a que vamos gerar bons e mais empregos, mas sim plantando soja, parreiras etc. Porém, ninguém planta se não pode escoar sua produção; seja aqui ou em qualquer lugar do mundo. São anos e anos que trafego pelas estradas rurais da Coxilha, as quais continuam ruins e de péssima manutenção. Trafego 35 km de Lages, levo 1a hora e meia até o meu destino. Os pneus duram, quando não rasgam antes, 15 mil km; pneus de caminhão duram 11 mil km. Dia de muita chuva, a produção de carne, gado transportado, não escoa, bem como de grãos. Não ser a favor do esfalto na Coxilha, é como não querer o seu desenvolvimento econômico e social; é ser individualista. Achar que outro local merece maior atenção ou recurso, é como morar na periferia e não querem o desenvolvimento do centro. Nesse caso, sejamos objetivos e não subjetivos; Uma região só progride mediante condições e a região da Coxilha aguarda uma série de ações em infraestrutura para ter-mos lá a maior e melhor produção de grãos, carne, uva (pois está acima de 1000 metros), dentre outros. Teremos sim, uma hotelaria de alto padrão, pousadas e muito mais. Vamos gerar empregos especializados mediante novas fontes de riquezas, basta sermos positivos e cobrarmos dos nossos administradores públicos um dos Direitos Fundamentais para o desenvolvimento duma região, ou seja: ESTRADA ASFALTADA.

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