Tractebel (Engie) pode deixar de operar em Lages?

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Prefeito Ceron recebeu a visita do presidente da SC Parcerias, Paulo Costinha da Costa, acompanhado do presidente do Sindimadeiras, José Cesar Feldhaus e do vice-presidente da Fiesc na Serra, Israel Marcon. Foi discutido o apoio da prefeitura às negociações para que a Usina de Biomassa da Engie, antiga Tractebel, continue a operar em Lages depois de findo o contrato de fornecimento de energia à Celesc, o qual tem prazo de vencimento em março de 2017 (mês que vem).

Marcon, Feldhaus e Costinha na conversa com Ceron


ASSUNTO NÃO ESTÁ BEM CLARO

Segundo informações da assessoria da Prefeitura, “os empresários e lideranças almejam o apoio político para que seja legalmente formalizada a negociação entre empresas fornecedoras de biomassa e a Engie. Com isso, a usina poderia se manter em atividade de geração de energia, em Lages”. Costinha disse na conversa com Ceron que a alternativa de permanência da usina da Engie ali na área industrial no bairro Cidade Alta, depende de parceria entre os fornecedores de biomassa e a indústria geradora de energia, bem como, de negociação em nível governamental”.


O QUE DIZ COSTINHA

“A Engie se dispõe a vender energia para as indústrias fornecedoras de biomassa, desde que a matéria prima que utiliza (biomassa) seja adquirida a um preço mais baixo. Para Lages é importante a permanência desta usina, a qual, gera vários postos de trabalho e contribui para o desenvolvimento socioeconômico do município”.


A QUESTÃO É A SEGUINTE

Quem regula o fornecedor de biomassa (restos de florestas) é o mercado. O preço, que por sinal é muito baixo, com alguns donos de reflorestamentos evitando o transporte para não ter prejuízo, é regulado pela oferta e procura. Nesse quesito não tem como o poder público interferir.

Falta esclarecer se o problema da antiga Tractebel é matéria prima (biomassa) ou contrato com a Celesc (ou os dois). Sobre a existência da usina em Lages é inquestionável a necessidade, embora quem devesse estar conversando com o prefeito sobre o assunto eram os próprios dirigentes da Engie. Penso!


Imagens: Greick Pacheco

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