Condomínio Industrial e Berneck: O que há de novo?

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Colega Olivete Salmória, com base nas informações do prefeito Ceron, que esteve conversando com representantes do Fórum das Entidades a respeito da implantação do Condomínio Industrial Lages Business Park, publica o seguinte questionamento:

“Para aqueles que acham que o custo para levar luz e água até a área do Lages Business Park, é tão alto que inviabiliza o projeto, eu pergunto: Quando se defendia a doação da área para uma única empresa, a Sinotruk se pensava que a empresa iria se instalar lá sem que tivesse luz e nem água? Se era possível para a Sinotruk porque não é possível agora?”


PELAS INFORMAÇÕES QUE A

GENTE RECEBEU É O SEGUINTE…

Para a Sinotruk seria viável, se o empreendimento não tivesse batido na trave, porque uma montadora de caminhões demanda consumo elevadíssimo de energia. Daí que a concessionária que só faz investimento em rede se o consumo compensar tinha interesse. O Condomínio Industrial é uma incógnita quanto ao consumo de energia. Serão quantas empresas instaladas? Qual a demanda de consumo dessas? Não existem essas respostas. E como a Celesc é uma S. A. cujas decisões não dependem apenas de boa vontade política (tem sócios privados), ela não vai se aventurar fazer um investimento sem saber se é para iluminar 100 empresas ou uns galpões velhos.


POR OUTRO LADO

O custo elevado da rede de energia e água não inviabiliza o empreendimento do Condomínio Industrial. Ele é possível e viável. Pelo que a gente apurou. Mas para tanto é preciso que haja empresas desde o princípio na linha industrial.


ADEMAIS

Desde o princípio está claro que a área a ser doada pelo município (e que custou R$ 7 milhões) é para indústria e não prestação de serviços. Logo, afaste-se desde agora a ideia de lotear o condomínio industrial com loja de departamento, hotel e posto de gasolina. Não é tarefa, nem obrigação da prefeitura doar terreno para esse tipo de empreendimento.


MARIÃO EM AÇÃO

Prefeito Ceron encomendou um estudo ao secretário Marião (Desenvolvimento Econômico). Ideia é ter conhecimento sobre as áreas destinadas às empresas e a utilização de tais terrenos. “Colocar uma guarita na área e deixar o mato tomando conta não dá. Quem recebe o incentivo tem que investir. Nós queremos essa parceria, mas precisa ser uma via de duas mãos”, argumenta Ceron. Os incentivos às indústrias serão mantidos, mas dentro do princípio do ‘ganhou terreno, construiu e colocou em funcionamento gerando empregos’.

Secretário Mário Hoeller (Desenvolvimento) e a tarefa de levantamento minucioso de áreas doadas, ocupadas e instaladas em Lages



E A BERNECK VEM OU NÃO?

Gigante do setor madeireiro não desistiu de Lages. Pelo contrário, a ideia de implantar uma unidade no município está de pé. Houve um atraso nos encaminhamentos, com um pedido de 6 meses de prazo para iniciar a instalação. Acredito que esse prazo está rompendo nas próximas semanas. A prefeitura desapropriou a áreas (Fazenda Cruz de Malta) onde a Berneck levantará a estrutura às margens da BR-116.

Já mostrei esse print sobre onde ficará a Berneck, não é mesmo? Esse rio que se derrama na imagem é o Caveiras e a Berneck ficará embaixo da seta vermelha. Ou pertinho dali!

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5 COMENTÁRIOS

  1. Como perguntar não ofende:
    E o dinheiro da terraplenagem da área para a Sinotruk?
    Veio; não veio….ou?????
    Realidade nua e crua, nunca existiu Sinotruk……ZF…..Novaer…..etc…

  2. Prezado Edson, fica claro que a desinformação quanto ao Lages Business Park impera na cidade e na atual administração. Basta dar uma breve olhada no contrato, que é público, e verificar tudo que envolve um condomínio deste porte. É lógico que em qualquer empreendimento desta natureza os serviços são essenciais para seu pleno funcionamento. Desde restaurantes, postos de gasolina, área para eventos, cafés e hotel. Imagine um conglomerado de grandes empresas instaladas num determinado local e estes serviços simplesmente não existirem? Outro detalhe importante, mas que passa despercebido, este é um condomínio empresarial, com foco em indústrias. Mas em nenhum lugar do mundo outros segmentos são barrados, desde que agreguem valor ao empreendimento e gerem receita para o município e para os empreendedores. Para finalizar, seria o único caso no Brasil onde a concessionária de energia seria contrária a um investimento que, mesmo sem todos os lotes comercializados, certamente teria um potencial de demanda muito maior do que uma fábrica de caminhões. Parece que em Lages a fantasia é mais viável do que a realidade. Querem desmerecer um projeto que visa o futuro da cidade e de toda a região. Temos que parar de achar que uma ação concreta, criada e implantada por outra administração, possui vício de origem, que não tem potencial de implantação e gera questionamentos completamente superficiais e fantasiosos. Isto acaba afastando os investidores e desestimulando os empresários locais e de fora. Não adianta só pensar grande. Precisamos, também, agir com grandeza.

  3. Comparar a sinotruck com mais de 100 empresas no condomínio?
    A Celesc vai lucrar nos 2 casos. O Ceron quer minar o projeto do condomínio, e mais uma vez lages vai pagar pela briga política.

    Bando de burros

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