PSD sem PMDB: “É blefe. Colombo não arriscaria”

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Conversamos com três lideranças políticas com mandato nesta semana sobre a declaração do governador Colombo de que não tem dívida com o PMDB, dando a entender que o PSD apostará no projeto de Gelson Mérisio ao Governo do Estado. A visão e opinião é a mesma: Colombo não arriscará um viável projeto de virar Senador por uma ‘aventura’ pelo PSD, rompendo uma parceria com o PMDB.


EM OUTRAS PALAVRAS

Se Colombo sustentar a parceria com o PMDB, os pelegos provavelmente terão mais um nome ao Senado, com possível chances de eleger os dois à Câmara Alta. Se o atual governador optar pelo distanciamento dos peemedebistas, bancando o projeto do PSD na majoritária, nem a candidatura dele ao Senado é certa. “E Colombo sabe disso. Por isso, uma interpretação das palavras apontará que Colombo não está dizendo que deseja romper com o PMDB. O que existe é um incentivo ao PSD, até porque ele precisa que a sigla esteja forte para enfrentar o processo eleitoral, sob risco de virar coadjuvante, sem indicar se quer um candidato a vice”. Outra liderança mais conhecedora do estilo do atual governador, resume: “Planejar um projeto sem o PMDB é blefe. Colombo não arriscaria”.

Colombo e a questão da eleição de 2018: Apostar no projeto do PSD e disputar uma eleição complicada no Senado ou manter parceria com o PMDB e praticamente carimbar a vaga de Senador?


ALGO É FATO

Colombo foi Senador (em 2006), elegeu-se governador (em 2010) e se reelegeu (em 2014) graças ao PMDB. Daí sem os pelegos por perto não há noção de como é o desempenho eleitoral de Colombo no Estado.


E MERÍSIO O QUE PENSA?

Troquei dois dedos de prosa com o deputado Gelson Merísio, o nome do PSD ao Governo. De poucas palavras, ele resume a situação sem qualquer referência à questão do PMDB. “Tenho que viabilizar o meu projeto. Só assim podemos nos posicionar bem no processo eleitoral. Estamos trabalhando para isso”.

Merísio com Colombo em Campos Novos. Ambos participam da missão do Governo do Estado ao Japão nesta primeira quinzena de março. A relação dos dois é boa, mas como aponta Merísio, sua condição de candidato depende de tornar o projeto possível e viável. Possível já é. Viável é outros 55…

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