Mulheres poderão ter ‘cota’ nos Legislativos

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Deputada federal Carmen Zanotto, vice-líder do PPS na Câmara, voltou a defender aprovação da PEC 134/15 que reserva vagas para mulheres no Legislativo. Carmen disse que a PEC está entre as principais propostas da Bancada Feminina para serem votadas neste mês março, que é dedicado à causa das mulheres. Ela aponta:

“Esta PEC foi aprovada em dois turnos no Senado Federal. Aqui na Casa, o parecer recebeu o referendo unânime da comissão especial. Estamos buscando o apoio dos líderes e dos colegas parlamentares para que essa matéria tão importante para acabar com a desigualdade de gênero nas Casas Legislativas deste país.

Carmen na cruzada em defesa do aumento da representatividade feminina no legislativo em todos os âmbitos


TEOR DA PROPOSTA

A PEC assegura aos gêneros percentuais mínimos de representação nas cadeiras da Câmara dos Deputados, das Assembleias Legislativas e das Câmaras Municipais nas três legislaturas subsequentes à promulgação da emenda. A proposta prevê 10% das cadeiras para as mulheres na primeira legislatura; 12% na segunda e 16% na terceira.


O QUE ISSO REPRESENTA NA PRÁTICA?

É uma espécie de criação de cota no legislativo para garantir a representatividade feminina nos legislativos. Pegue o exemplo da Alesc. Se aprovada, a emenda no primeiro ano reservará 4 vagas para mulheres. Caso as candidatas não entrem por obterem os votos necessários, essa reserva garantirá que as 4 mais votadas cheguem à Assembleia Legislativa. Na terceira legislatura pós emenda, seriam 6 vagas. Em Lages, sendo 16 vagas na Câmara, seriam 2 vagas para mulher (1,6 com arredondamento).

Câmara de Lages tem apenas a vereadora Aida, representando o sexo feminino, com a vaga conquistada no voto. Pela PEC, Lages teria pelo menos duas vagas

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3 COMENTÁRIOS

  1. Sou um defensor que as mulheres ocupem os espaços que lhes é por direito. Inclusive acredito que a mulher é um ser diferente e dotado de capacidade intelectual, aprendizado, organizacional, e comprometimento muitas vezes superior ao homem. Me preocupa quando se quer permitir ela ocupar este espaço através de uma Lei criando cotas. Como disse anteriormente, acredito na capacidade da mulher na conquista deste espaço, sem precisar deste “favor”. Como se trata de uma sociedade machista, também acredito que as novas gerações não irão praticar esta fobia. Para tanto, até esta mudança de comportamento depende da mulher (vejam a sua importância), pois ela mesma que irá educar seus filhos para terem outra visão sobre este problema, que a mim envergonha.

  2. É bem interessante a estratégia de Carmen, em que querer criar coptas obrigatórias para mulheres em legislativos ao passo que na realidade elas não dáo muita bola para isso. Mas é de bom alvitre, porque se fossem, interessadas, seriam podadas pelos homens.

  3. olha tambem sou contra cotas,fico admirada que nós mulhres não votamos em mulhres,se todas votassem creio que não seria necessário cotas,culpa de quem?? nossa mesmo.

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