Aeroporto C. Pinto: Ponderação de quem entende

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Claudio Lemes Louzada, que tem um conhecimento técnico sobre a questão relacionada a operacionalização de aeroportos pondera:

“Não entendi a declaração do gerente de Expansão da Infraero, “explicou que a homologação será para operação visual, mas isto não impede que sejam utilizados instrumentos quando necessário”. Ou o aeroporto opera visual ou opera por instrumento. Não existe meio termo! Como será utilizado instrumentos quando necessário, se não há nada instalado e ou homologado? Mágica?”


LOUZADA PONDERA QUE…

“O empresário do setor de aviação (investidor/proprietário da empresa aérea) está sempre atento as condições meteorológicas de qualquer rota. Não é interessante, nem financeiramente rentável, ter a aeronave retida por fatores meteorológicos. Existe um planejamento diário sobre aquela aeronave. Ela precisa voar e assegurar um faturamento mínimo diário. Por isso faz parte do planejamento do aeroporto a confecção de uma carta de aproximação e pouso, e outra de decolagem, baseadas nas informações do GPS, (RNav), sistema global de posicionamento dos Estados Unidos (USA). É a chamada operação por instrumento”.


AINDA

As informações do GPS (RNav) são livres para ser usadas e principalmente sem  taxas  e sem a manutenção caríssima dos antigos equipamentos afixados no solo do aeroporto como o NDB (Non-Directional Beacon) Rádio Farol Não Direcional, tecnologia de 1923 (…). O GPS simplesmente é livre, grátis. O GPS assegura a normalidade de operações de pouso e decolagem com sol ou chuva, durante o dia ou à noite. Com a entrada (operacionalidade) da constelação Europeia de Satélites, o Galileu em 15 de dezembro 2016, o sistema triplicará sua eficiência operacional em poucos anos, igualando sua precisão ao ILS, Instrument Landing System, dos aeroportos internacionais. Serão 30 satélites ao todo, sendo que 8 estão em órbita desde 2015.


POR FIM

“Os trabalhos de instalação de um NDB (Non-Directional Beacon) Rádio Farol Não Direcional, tecnologia de 1923, em Correia Pinto é totalmente ultrapassado e um desperdício completo ao erário do Estado de Santa Catarina. É ultrajante essa instalação. Ou Correia Pinta opera por instrumento GPS (R-Nav) ou então os voos devem permanecer em Lages até Correia Pinto se tornar realmente um aeroporto do século 21, porque aeroporto sem voo por instrumento, não é aeroporto, é simplesmente mais um aeródromo”!

Significa que tem gente bem sintoniza às questões de operacionalização do aeroporto de Correia Pinto. Gente que pode opinar, orientar s sugerir. Até para não ficar pronta uma estrutura e não ter avião para utilizá-la!

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