Lages pode perder central de regulação do SAMU?

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SC possui atualmente oito centrais de regulação do SAMU: Florianópolis, Criciúma, Joinville, Lages, Blumenau, Balneário Camboriú, Joaçaba e Chapecó. São nesses municípios que profissionais atuam recebendo ligações, aplicando um protocolo, inclusive com acompanhamento de médico, para decidir entre enviar uma equipe (com médico e ambulância) ou apenas orientar por telefone. Os serviços do Samu não correm risco. Serão mantidos, inclusive porque existe uma parceria tripartite entre Governo Federal, Estadual e Prefeituras. O problema está na decisão de cortar gastos e que representa a redução de oito para quatro centrais de regulação.

Atualmente são oito centrais em SC


LAGES PERDERIA CENTRAL

Pela geografia da decisão, as ‘centrais sobreviventes’ seriam de Florianópolis, Blumenau, Joinville e Chapecó. Lages deixaria de ter sua estrutura que atende a parte central do Estado, principalmente a Serra. Com isso, seria uma Central de Regulação de Chapecó que atenderá as demandas de Lages e da Serra. Significa que um médico, um profissional de saúde que desconhece a região, irá decidir entre enviar ou não ambulância, assim como gerir a frota aqui da Serra.

Samu tem protocolos prévios antes de deslocamento de equipe, mas o conhecimento nessa retaguarda é fundamental


QUEM DECIDE ESSA QUESTÃO DE ONDE

FICAM AS CENTRAIS DE REGULAÇÃO?

O que diz o próprio portal do Samu a respeito:

“A distribuição das Centrais de Regulação, das Unidades de Suporte Avançado de Vida (UTI Móveis) e das Unidades de Suporte Básico de Vida seguiram critérios estabelecidos pelo Gestor Estadual, no caso das Centrais de Regulação e das Unidades de Suporte Avançado de Vida (UTI Móveis), e pelos gestores municipais organizados regionalmente para a distribuição das Unidades de Suporte Básico de Vida, sendo que a configuração inicial foi detalhada no Plano de Atenção às Urgências do Estado de SC”.

Ou seja, a decisão é técnica/política!


AINDA

Caso a Central de Regulação de Lages seja desativada, estamos falando ainda – não bastasse a questão técnica de atendimento às pessoas – em no mínimo 40 pessoas perdendo seus empregos. Daí a importância da manutenção da Central em Lages pela questão geográfica operacional e outros fatores a serem considerados!

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2 COMENTÁRIOS

  1. Mas o que está acontecendo com a cidade? Primeiro foi o polo da UFSC agora a central do Samu, depois a UPA estamos caminhando pra traz nestes últimos dias ou é só impressão minha? Se é o governo que decide que Colombo intervenha e deixe sua cidade servida com a central, o que não podemos é perder mais isso para outras cidades.

  2. Acho que não podemos perder a regulação do SAMU, se isso acontecer muitas vidas irão pagar por isso. Sabemos das dificuldades, mais será que é os atendimentos que são os culpados da crise? Caros governantes, que bom que vocês não precisam do SAMU, mais o povo precisa. Vamod pensar nisso. Tem outros lugares que podem diminuir gastos, mais parece que o grande vilão é a saúde. Vamos repensar nisso

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