Aposentadoria ou trabalho até a morte?

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Escrevemos em O Momento desta semana que está nas ruas:

“Sabemos que a reforma da Previdência é importante para ajudar o Brasil a sair da crise econômica, mas é preciso debater bastante algumas questões”. Palavras da deputada Carmen Zanotto (PPS) se constituem indicativo de que ela é favorável à reforma. Alivia apenas vê-la defendendo o debate de questões. Deixou isso claro na prosa com sindicalistas lageanos (Casa do Trabalhador) nesta semana. O Sinte espalhou outdoors pelo Estado pressionando parlamentares a se posicionarem. Nem Carmen escapou de apelo para votar contra.

A parlamentar lageana ou agradará o Governo Temer ou aquelas pessoas que têm expectativa de se aposentar e usufruir do benefício. É que a reforma como está posta é perversa. Pune mulheres, homens, classes, categorias, ninguém escapa. Está previsto teto para todas as aposentadorias, idade de 65 anos a ambos os sexos, contribuição até 49 anos, fim da aposentadoria rural sem contribuição. Só para citar algumas maldades. Não há nada de notícia boa na proposta de reforma. E embora seja importante alterar atuais regras, como discursa a própria Carmen Zanotto, isso não deveria acontecer devereda, numa bordoada, penalizando todos!

Não queremos dar uma de Sinte e pressionar Carmen Zanotto. Mas ela é a parlamentar mais próxima de nós e que terá voz na votação da reforma. Sua ideia de debater questões precisa ser praticada à exaustão. E que a perversidade da reforma não se perpetue. Esse assunto interessa a todos. Abramos o olho ou trabalhemos até a morte. Isso se nós tivermos emprego, saúde e sorte!



CARMEN APRESENTA EMENDA

Deputada Carmen Zanotto (PPS) apresentou emenda à PEC da Reforma da Previdência que garante a manutenção da aposentadoria especial de 25 anos por tempo de serviço para trabalhadores cujas atividades são exercidas sob condições prejudiciais à saúde, como exposição a agentes químicos, físicos e biológicos, locais insalubres. Proposta beneficia principalmente profissionais de enfermagem. Carmen argumenta que a enfermagem é exercida por 85,1% de mulheres. Esses profissionais, geralmente, são submetidos à dupla ou tripla jornada de trabalho. A deputada lembra ainda 24,7% destes mantêm carga horária de trabalho entre 41 e 60 horas semanais.

Essa postura da deputada Carmen Zanotto, com emenda no varejo (para algumas categorias) é indicativo de que ela pode (não significa que vai) votar favorável à reforma da previdência. O problema reside que ‘salvando’ apenas algumas categorias na referida reforma, a grande massa da população será massacrada de uma forma absurda e sem precedentes, retardando e inviabilizando que consigam se aposentar!



POSIÇÃO DE OUTRA DEPUTADA CATARINENSE

A deputada Geovânia de Sá (PSDB) trabalha para que a PEC 287/16 não altere as aposentadorias especiais já consolidadas na Constituição de 1988. Nesse sentido, a parlamentar do Sul de SC apresentou emenda para garantir direitos a trabalhadores que exercem atividades insalubres e perigosas (Normas 15 e 16).


DEPUTADA CONTRA O NÚCLEO DA REFORMA

Geovânia de Sá não está indecisa. Ela é contra, de maneira clara, a fixação da idade mínima de 65 anos para conseguir aposentadoria (de forma igual a homens e mulheres). Deve se posicionar e votar contra a proposta, além de atuar para garantir as chamadas aposentadorias especiais para categorias diferenciadas.

Da mesma base de Temer pelo PSDB, deputada Giovânia já vem deixando claro que é contra a aposentadoria com idade mínima de 65 anos, independente do tempo de contribuição

No movimento dos servidores municipais durante evento da Fecam em Joinville, a rejeição à idade mínima a homens e mulheres (de forma igual) é um dos pontos atacados pelos sindicalistas!

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