Usina de biomassa desativada traria problemas

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A Engie Brasil integra o grupo francês Engie, o maior produtor independente de energia do mundo. Esse grupo administra a antiga Tractebel em Lages. O grupo tem projetos no Brasil para geração de energia eólica, hídrica, solar e a biomassa. Tudo em andamento. Mas com o fim do contrato da unidade operacional de Lages para entrega de energia à Celesc, as atividades poderão ser encerradas na usina de co-geração localizada na Área Industrial de Lages. Há um conjunto de reflexos caso isso aconteça.

Sindimadeira, SC Parcerias, Prefeitura, Celesc e Governo do Estado nessa reunião tentando manter a Engie operando a unidade em Lages


QUESTÃO DA DESTINAÇÃO

DE RESÍDUOS DA MADEIRA

Além do reflexo econômico com demissões e arrecadação de impostos, a operação da Engie (Tractebel) tem um sentido a mais para o setor madeireiro. Por questões ambientais, atualmente não se pode mais deixar o material resultante do beneficiamento da madeira (serragem por exemplo) exposto ao Meio Ambiente. É preciso dar uma destinação. E a usina de co-geração em Lages representa essa alternativa. O valor é baixo. Para muitos fornecedores o custo do transporte é maior que remuneração do material, mas essa solução ambiental interessa a todos. Com a eventual suspensão das atividades, o setor madeireiro enfrentaria mais esse problema.


COM A PALAVRA O

PRESIDENTE DA SC PAR

Paulo César da Costa, Costinha, resume em cinco tópicos a questão:


ESFORÇO – “Há um esforço para que a usina termelétrica de Lages mantenha as atividades a partir de abril quando cessa o contrato com a Celesc. Há um esforço da Secretaria da Fazenda (Gavazzoni) no sentido de manter os benefícios fiscais que já existem e também da Celesc que se propôs a dar o acompanhamento técnico a todo esse processo”.


SETOR QUE MAIS EMPREGA – “É um conjunto de esforços para atender o setor madeireiro (…). É ainda o setor que mais gera empregos em Lages e também na movimentação econômica é tão importante para o retorno de ICMS”.


POR UM ANO -“Há um esforço para que possamos fazer um contrato com a Engie por um ano. Assim, dentro de um ano poderemos fazer um plano de negócios que possa incrementar mais a usina, adicionando, por exemplo, o uso do vapor que a torne, efetivamente, uma usina de co-geração que use a energia e o vapor para processos em outras indústrias”.


QUATRO MILHÕES – “As empresas estarão dando a parte de sacrifício delas deixando de faturar nesse um ano, cerca de R$ 4 milhões”


QUESTÃO AMBIENTAL – “A questão ambiental é fundamental em relação à Usina. Porque, sem a usina, todas as empresas do setor madeireiro teriam problemas ambientais em Lages. Então é fundamental essa continuidade (da usina) para a continuidade das empresas”.

Costinha confirma que madeireiras terão problemas ambientais se não conseguirem dar destinação aos resíduos da indústria. Colombo e José Carlos Oneda, diretor da Celesc, na conversa sobre alternativas para manter a usina em Lages

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