Luto: Jó Momm não resiste a tiro durante assalto

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No próximo dia 14 de maio ele completaria 67 anos. Engenheiro Civil, professor de matemática, construtor, Jó Netto Momm tinha algumas paixões. Uma delas era a política. Mas atuava nos bastidores. Ajudou a estruturar o PMDB de Lages que venceu uma eleição municipal depois de um longo jejum. No sábado, 01 de abril, dois assaltantes invadiram o estabelecimento comercial – uma discreta mercearia – na marginal da BR-282 ao lado da Coremaco no bairro Conta Dinheiro. Jó Momm tentou defender a irmã. Acabou sendo atingido com um tiro no pescoço. Estava na UTI do Hospital Nossa Senhora dos Prazeres. Acabou não resistindo e faleceu nesta quarta-feira, 05.


COMOÇÃO, REVOLTA E TRISTEZA

“A gente acompanha esses exemplos de violência em outros centros e nunca espera que aconteça algo assim tão perto da nós, envolvendo uma pessoa querida do convívio da gente. É muito triste”. A manifestação é do advogado Fabrício Reichert, que convivera com Jó Momm nas fileiras do PMDB. A tristeza dele é de uma legião que foi aluno do professor Jó. “Era de uma calma enorme. Uma pessoa formidável”, aponta o empresário Airton Sírtoli. A morte de Jó Momm causa revolta. “Quantos mais Jó Momm vamos ter que perder para que estes vagabundos fiquem presos?”, escreveu-nos em uma mensagem o taxista Toninho. E ele indaga: “Onde está nesta hora os Direitos Humanos para pelo menos confortar a família?”

Família Momm de luto com a lamentável morte do engenheiro Jó Netto que perdeu a vida após levar um tiro durante assalto em estabelecimento da família



HÁ ONZE ANOS OUTRO

CRIME BRUTAL NO CORAL

Jó Netto Momm é o segundo comerciante a perder a vida em decorrência de um assalto no bairro Coral. em agosto de 2006 dona Marly de Fátima Müller, então com 50 anos, foi assassinada com um tiro no estabelecimento da família, enquanto estava no caixa. Na época houve passeata e pedido de mais segurança no Coral. A PM chegou a montar um sistema de rondas na Camões e adjacências. Mas a estratégia de reforço de segurança não persistiu por muito tempo. Um ano após o assassinato de dona Marly, os acusados foram julgados e condenados com penas que variaram entre 24 e 25 anos. Um dos autores, identificado como Samuel dos Santos, na época com 18 anos, registrava 32 passagens pela polícia num intervalo de 6 meses.

 

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