Trânsito: Agentes não aceitam mudança de escala

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Agentes de trânsito de Lages retornam às atividades de rotina nesta quinta-feira, 13. Eles pretendem fazer a mesma escala de antes: 18 horas de trabalho por 56 de folga. Mas se depender do gestor da área, o Executivo de Trânsito, Jacinto Bet, essa escala está com os dias contados. A ideia é implantar uma escala de 6 horas trabalhada, 18 horas de folga e mais uma folga semanal. Na Clube FM o titular da Diretran justificou:

“A escala de 16 horas por 56 horas nós não vamos negociar. Ela é ilegal. E não interessa ao município essa escala. A prefeitura, o prefeito, serão bastante inflexíveis em relação à manutenção dessa escala de 16 por 56 (…) Se mantida – a escala atual – o agente público poderá ter que dar explicação na Justiça”.


O QUE ACONTECERÁ

SEGUNDO JACINTO BET

“Vamos implantar em 48 horas essa escala de 6 horas de trabalho por 18 de folga, com mais uma folga na semana. Se eles não cumprirem é algo para ser definido entre eles ou o representante do sindicato com o departamento jurídico da prefeitura”.

Agentes de trânsito cruzaram os braços por não concordarem com a nova escala prevista de 6 horas de trabalho, 18 de folga e mais um dia de folga na semana


PALAVRA DE AGENTE

Enquanto o agente de trânsito Abel conversou com Vantuir Rech (Clube FM) explicando a situação da categoria, outra mensagem de um profissional que atua na área esclarece o assunto, visto que nessas 16 horas de expediente na escala atual eles ficam apenas 6 horas em trabalho de rua. O teor é o seguinte:

“Não podemos ficar mais de 6h direto a pé na Área Azul, por exemplo, mas nessas 16 horas fazemos vários outros serviços, como colégios, eventos, obras, ocorrências, etc”.


DIRETO NA ÁREA AZUL

“Essa mudança na escala é para deixar os agentes direto na Área Azul, sufocando a população, visando a arrecadação. Isso gerou muito conflito na época da administração de Renatinho. E todo o trabalho que a gente desenvolveu para melhorar a relação, com a mudança de escala, vai por água abaixo”.


EFETIVO

Atualmente existem 41 agentes de trânsito em Lages. Há outros oito que passaram no concurso, mas que ainda não foram chamados. Numa nota compartilhada na rede social, os agentes criticam a mudança de escala, apontando que essa não representará melhorias no sistema e criticam até a mudança no trânsito na frente do Colégio santa Rosa, que está gerando comentários negativos aos agentes, já que esses estão tendo que controlar o trânsito numa instituição privada, tarefa que não é deles.

Frota dos agentes de trânsito ficou estacionada nesta quarta-feira contra a escala de 6 por 18 horas


Informações e fotos: Vantuir Rech (Clube FM)

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3 COMENTÁRIOS

  1. Retroceder a atuação dos Agentes de Trânsito a mesma dinâmica empregada à época da implantação, ocasião na qual ficavam 50 agentes se esbarrando no centro da cidade, amontoados nas esquinas, visto ser humanamente impossível qualquer ação destes que possibilitasse melhor fluidez no tráfego naquela região, em face principalmente da própria engenharia das vias que cortam a área central (ruas estreitas, não planejadas para comportar a atual demanda de veículos) é algo realmente lastimável.

    Atualmente, os Agentes de Trânsito expandiram sua atuação para a execução de diversas outras ações, tais quais, o atendimento de outras situações inerentes ao trânsito em toda a área urbana da cidade como por exemplo: remoção de veículos estacionados em locais proibidos, acompanhamentos de eventos tais quais procissões, passeios ciclísticos, corridas, orientação e controle da fluidez na região das Universidades no período noturno, entre outras situações as quais comumente ocorrem em horários diversos ao comercial, e que hoje, em razão da escala se estender até as 23 horas se torna viável, porém, com a mudança proposta, acaba por onerar ainda mais a Polícia Militar, a qual precisará absorver sozinha essas demandas, acarretando prejuízos ao emprego desta nas situações inerentes a segurança pública.

    Vale ainda ressaltar, que até o final do ano de 2016 inclusive operações de orientação e fiscalização eram realizadas pelos Agentes de Trânsito tanto no horário comercial quanto fora do horário convencional, incluindo os finais de semana, cabendo salientar que essas operações foram atualmente proibidas pela atual administração, sob a alegação que “não é atribuição dos agentes” (o que é no mínimo discutível).

    Além disso, caso sejam convocados para trabalhar em horários diversos ao da escala proposta, certamente os agentes farão jus ao pagamento de horas extras, aumentando as despesas com pessoal, despesas essas totalmente desnecessárias, pois, caso seja mantida a atual escala todas essas situações poderão ser atendidas conforme já vem ocorrendo nos moldes atuais.

    Por fim, questiona-se qual o benefício para a população caso seja efetivada a mudança proposta pela DIRETRAN, já que não está sendo considerado o fato de que a manutenção da atual escala é de interesse de TODOS os agentes, então, que sejam apresentadas as vantagens que a população poderia ter com a mudança, e que justificaria tal imposição.
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    P.S. Não sou Agente de Trânsito, mas, sou familiar de um Agente e acabo por vivenciar diuturnamente a angústia diária destes, os quais não obstante as dificuldades, procuram prestar um serviço de excelência à população lageana.

  2. Um administrador não deve se preocupar com escala e sim gerir para trazer equipamentos, pensar em tornar os agentes os melhores do Estado de Santa Catarina, buscar alternativas e soluções escutando os agentes e não impondo. Enquanto existir pessoas impondo e não escutando este será um péssimo administrador.

  3. Poderiam pedir explicação sobre a legítima idiotice que fizeram em frente a Uniplac, fechando a entrada principal. As filas já eram grandes e agora estão enormes. Com certeza o responsável por essa mudança não utiliza o trânsito da região.

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