Servidores de Lages não aceitam proposta: Greve?

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É possível dizer que dentro da prefeitura já se trabalha com a hipótese de greve dos servidores municipais. A razão é que a administração foi, segundo o próprio prefeito Ceron, além do que poderia ir em termos de proposta ao funcionalismo, e mesmo assim a resposta foi negativa à proposta. Ceron foi enfático:

“Não vamos transformar isso numa indisposição entre as partes, nem fazer caça às bruxas, mas a realidade do município permite darmos um passo. E esse passo foi dado apresentando a proposta que foi rejeitada. Agora recuamos e ficamos no aguardo. Se houver decisão pela greve, que apenas se respeite a lei garantindo o percentual mínimo de 30% trabalhando”.

Ceron puxa para ele a responsabilidade do diálogo e aponta que não existe espaço para intransigências (das duas partes)


A PROPOSTA FEITA

Segundo o prefeito, a proposta apresentada, em diálogo constante com o Sindicato, previa uma reposição parcelada em 5 parcelas na ordem de 6,5%. Esse percentual é o índice do INPC acumulado de 12 meses, ou seja, é o percentual previsto em lei. Além dessa reposição, os servidores municipais recebem um abono salarial de R$ 130,00. Esse valor seria incorporado aos salários, repercutindo na remuneração (férias, 13.º salário, etc). Também foi apresentado na proposta um reajuste de 20% no vale alimentação. “E acenamos com a ideia de iniciarmos as negociações de 2018 já em outubro. Assim, chega-se em janeiro com os percentuais definidos, sem esperar abril”, cita o prefeito Ceron.


E AGORA O QUE ACONTECE?

O resultado da assembleia rejeitando a proposta foi apresentado por escrito, pelo presidente Nori à administração. Na segunda-feira, 17, a prefeitura avaliará a situação. Com a resposta negativa à proposta, se quer aquele conteúdo apresentado está mantido. “Agora partimos do zero para novas negociações. Mas vamos trabalhar dentro da realidade. Poucas prefeituras estão dando essa reposição. Tivemos 1% de incremento na receita. Trabalhamos com dados e não com demagogia. Mas como disse, manteremos o diálogo, sem imposição e nem intransigências. Não há mais espaço para ausência de diálogo”, relata Ceron.

Presidente Nori conduz negociações e diálogos sobre a reposição e outros ganhos ao funcionalismo municipal de Lages


COMO FOI ANO PASSADO?

Prefeito Elizeu Mattos também encontrou dificuldades para negociar com os servidores porque é incontestes que eles têm direito e suas razões, mas as limitações de gastos com a folha dificulta atender aquilo que se pede. Para se ter ideia, cada percentual de 1% na folha representa gasto a mais superior a R$ 100 mil. Se estamos falando em 6,5% o impacto na folha beira os R$ 800 mil. Ano passado foi aprovada a proposta da prefeitura de 8%, pagos parceladamente em: 1% em julho; 1% em outubro; 3,91% dezembro; 1% em janeiro de 2017; e a última parcela de 0.87% em fevereiro de 2017.

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1 COMENTÁRIO

  1. Por que os professores ganham mais de 7% e os outros apenas 6,5%? Já não basta ter estatutos de setvidores diferentes, agora até reajuste diferente? Ano passado o reajuste dos comissionados passou que foi uma beleza! Vamos ver como será esse ano!!!

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