Trabalho Infantil entrou na pauta em Lages

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“Na Serra Catarinense, o trabalho no campo e o doméstico são as principais formas de trabalho infantil. Principalmente na agricultura familiar, onde os jovens começam a acompanhar os familiares muito cedo e, consequentemente, entram em contato com agrotóxicos, que são prejudiciais à saúde. Já o trabalho doméstico, que na maioria das vezes é exercido por meninas, também é responsável por gerar violências, como a psicológica e a sexual”.


PERPETUAÇÃO DA POBREZA

“O trabalho infantil é uma forma de perpetuar a pobreza, já que as crianças saem da escola muito cedo e não continuam a estudar ou a se qualificar para alcançar melhores condições futuras, criando um círculo vicioso de pobreza”.

As informações acima foram compartilhadas pelo jornalista Onéris Lopes (Amures) a partir de dados do TRT/SC. As discussões sobre o trabalho infantil foram realizadas na quarta-feira, 26, no Teatro Marajoara.


INFORMAÇÃO POSITIVA

Segundo pesquisa nacional por amostra de Domicílios (PnaD), no período de um ano, mais de 45 mil crianças deixaram de trabalhar em SC. Mesmo assim, a quantidade de jovens em condições precárias e insalubres ainda é grande e preocupante. Foi a constatação durante as discussões do Fórum Catarinense de Erradicação do Trabalho Infantil e o Fórum Catarinense de Aprendizagem Profissional realizado em Lages.

Promotora de Justiça da Infância e Juventude da Comarca de Lages, Tatiana Rodrigues Borges Agostini (ao microfone) e a Juíza do Trabalho, Patrícia de Sant’Ana (direita) se integraram ao evento que contou com a participação de autoridades enfocando inclusive a questão da chamada Lei do Aprendiz

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