Até 30 anos de prisão aos que mataram Jó Momm

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Equipe da DIC – Divisão de Investigações Criminais de Lages, coordenada pelo delegado Sérgio Souza prendeu nesta sexta-feira, 12, a partir de decreto judicial de prisão temporária, dois rapazes (conhecidos como Bocão e Tiziu) suspeitos de serem responsáveis pelo assalto que resultou em disparo de arma de fogo que tirou a vida do engenheiro Jó Netto Momm. Eles têm antecedentes criminais.


42 DIAS DEPOIS

O crime que chocou familiares, amigos e comunidade aconteceu no sábado, 01 de abril. Jó Momm estava na mercearia da mãe às margens da BR-282, quando os dois agentes adentraram anunciando o assalto. No ato um dos agentes teria efetuado um disparo que atingiu o pesco da vítima. Ele ficou internado alguns dias, mas não resistiu, vindo a falecer.


DELEGADO DETALHA CIRCUNSTÂNCIA 

De acordo com o delegado Sérgio Souza, em entrevista ao repórter Daniel Goulart (Clube FM), o crime teve a participação de uma terceira pessoa, um menor:

“Os dois maiores ajustaram com um menor para que este levasse a dupla até as proximidades do estabelecimento comercial. Para o serviço, o menor receberia R$ 30,00. O menor fez isso conduzindo um veículo até as proximidades. Foi quando a dupla se deslocou até a mercearia. Há testemunhas dessa movimentação do menor e do veículo, assim como a chegada da dupla encapuzada depois da prática do crime. Temos ainda outras informações que materializam a prática do crime. Falta apenas concluir sobre qual dos dois efetuou o disparo”.


AMBOS ESTÃO NO PRESÍDIO

Delegado Sérgio Souza, a partir das informações, representou pela prisão temporária dos dois acusados que foram presos na sexta-feira, 12. Um deles chegou a se esconder em um porão da residência, tentando escapar da polícia. Ambos residem nas imediações do bairro Vila Esperança. Com a prisão temporária decretada, a intenção da autoridade policial é concluir o inquérito na semana que vem para que essa seja convertida em prisão preventiva.


CRIME DE LATROCÍNIO

O delito praticado contra o engenheiro Jó Momm caracteriza latrocínio (matar para roubar), não indo a juri popular. A pena para latrocínio quando o ato é seguido de morte, varia entre 20 e 30 anos, pela previsão do Código Penal.

Delegado Sérgio Souza (DIC) nesse registro de arquivo ao lado da delegada Regional Luciana Rodermel. O trabalho da DIC consistiu numa investigação detalhada para chegar até a autoria do crime

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