Hospital de Lages: Qual situação da emergência?

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Não. O Hospital Nossa Senhora dos Prazeres não deixou de receber mais pacientes no setor de emergência sem avisar antes. Tanto CRM/SC quanto o Governo do Estado e Prefeitura de Lages foram devida e antecipadamente comunicados. E o fechamento decorreu de uma situação gritante: Não havia mais espaço para atender. Mais que isso. Aqueles pacientes atendidos na emergência não tinham o espaço adequado para tratamento. Havia pessoas em cadeiras ou muitos pacientes numa mesma sala e assim por diante. A medida do fechamento da emergência para atender a demanda já recebida foi extrema, mas a última alternativa.


QUE SE DIGA

Esse fechamento da emergência para atender a demanda existente evidencia a necessidade de mais gestão do Governo do Estado em relação ao Hospital Tereza Ramos. Aquela estrutura pública não recebe pacientes em quantidade mais considerável, a partir do encaminhamento do PA – Pronto Atendimento. À medida que os pacientes chegam ao Tito Bianchini e apresentam quadro clínico de emergência são encaminhados ao Nossa Senhora dos Prazeres.


MAS…

O Tereza Ramos poderia – e deveria – receber mais pacientes. Tanto que com esse medida que nada mais é que não receber mais pacientes enquanto estiver lotada, o Pronto Atendimento passou a enviar mais pacientes ao Tereza Ramos. Falta, portanto, ao hospital público e estadual dividir mais esse atendimento, sem sobrecarregar o Nossa Senhora dos Prazeres.


INTERNAMENTOS

NO TEREZA RAMOS

Internamentos no Tereza Ramos decorrem do encaminhamento médico. Claro que não dá para dizer se tais pacientes precisam ou não disso. Porém, uma mudança deve regularizar melhor a situação. Uma Central de Regulação está sendo implantada para controlar internamentos. Assim, quem definirá onde o paciente será internado será essa central e não o médico. O médico não indicará o internamento ao hospital, mas à Central de Regulação que decidirá e definirá onde o paciente será internado.


AINDA A EMERGÊNCIA DO

NOSSA SENHORA DOS PRAZERES

Enquanto a Prefeitura de Lages está com o pagamento normal, o Governo do Estado está em atraso. Informação é de que neste ano não houve repasse ao hospital (o repasse mensal do Estado é de R$ 400 mil). O Estado pode até argumentar sobre necessidade de prestar contas de serviços prestados para liberar tais valores. Mas caberia aos técnicos do Estado acompanhar e acelerar esse repasse. É esse dinheiro que paga os médicos que fazem o sobreaviso. Daqui a pouco esses profissionais – porque são trabalhadores – vão à Justiça e bloqueiam contas do Hospital para receber pelo serviço prestado e amplia o problema originado lá na gestão estadual.


O FATO É QUE…

Lages é uma cidade gigante com seus quase 200 mil habitantes e outros 100 mil do em torno que dependem e precisam de serviço de emergência hospitalar em funcionamento. Se é o Papa, o Bispo ou seja quem lá for que terá que viabilizar essa estrutura de emergência, para a população não importa. O serviço precisa ser prestado. Se há problema de falta de suporte do Tereza Ramos para ajudar nesse atendimento, da mesma forma, não é a população que tem que ver isso. A população deve ser assistida.


PORQUE

O Hospital Nossa Senhora dos Prazeres não falha quando interrompe o recebimento de novos pacientes na emergência. Apena exterioriza o problema que vinha sendo gritante. Não pode o hospital ficar exposto, atendendo pacientes nos corredores, com superlotação nos quartos, enquanto o outro hospital (Tereza Ramos) que é público e deveria se prestar a ajudar a atender a demanda não o faz.


FORÇAS VIVAS DE LAGES

SE FINGINDO DE MORTAS?

As mesmas entidades lageanas que erguem bandeiras na defesa de trocentas coisas, deveriam dar uma olhada na questão porque nada é mais importante que isso, a saúde, a vida de quem vive aqui. A menos que exista alguma razão para as chamadas forças vivas da paróquia se fingirem de mortas!

Nenhuma autoridade pública de Lages que deveria se importar com um problema que afeta a todos os lageanos deu bola para o assunto que é grave e preocupante!

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1 COMENTÁRIO

  1. Coitado dos profissionais que trabalham sobrecarregados de serviço, com pouco apoio e sobretudo aguentando o desaforo de algumas pessoas que são extritamente mal educadas, fora os que vão à emergência por qualquer dorzinha de cabeça, ou até fazer consultas, povo ignorante emergência o nome já diz EMERGÊNCIA, lá não é lugar pra consultar sua dor de cabeça…

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