Lages pode perder duas das três zonas eleitorais

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Atualmente a cidade de Lages possui três zonas eleitorais (21.ª – 93.ª – 104.ª). Essas três estruturas são responsáveis por cuidar dos processos eleitorais a cada dois anos e todo o trâmite que envolve cadastramento de novos eleitores, baixas e novos títulos eleitorais e assim por diante. Para se ter ideia, são quase 170.000 eleitores atendidos pelos profissionais que atuam nessas estruturas. E há casos da retaguarda trabalhar em finais de semana e feriados para dar conta da demanda de trabalho quando o fervo das campanhas eleitorais aperta. E tudo tem se desenvolvido tranquilo. Porém, essa situação corre o risco de ser afetada.


DESMONTE DAS ZONAS ELEITORAIS

Uma portaria publicada de forma unilateral pelo Presidente do TSE, Ministro Gilmar Mendes, dentro outras previsões, possui conteúdo que irá acarretar na extinção de duas das três zonas eleitorais de Lages. É uma medida que não tem absolutamente nada de economicidade, repercutindo apenas em transtornos aos cidadãos (eleitorais) e instabilidade nos processos eleitorais (eleições).


GRANDE PREJUÍZO AO

PROCESSO ELEITORAL

Embora Magistrados, Promotores de Justiça Eleitoral e os próprios servidores da Justiça Eleitoral não se manifestem sobre o assunto, até por uma questão de cautela, os próprios advogados são conscientes e têm ponderado do grande prejuízo que isso representará para os procedimentos em Lages e nos outros sete municípios da Serra abrangidos pela atuação das três zonas eleitorais aqui existentes.


SILÊNCIO DA OAB

Um dos colegas advogados que relatou o cenário negativo dessa mudança estranha, inclusive, o silêncio da OAB de Lages diante da portaria portaria n. 372/2017 do TSE que pode causar esse desmonte. “Talvez a OAB não saiba ou não se deu conta do que está acontecendo”.


ALÔ CARMEN ZANOTTO

O primeiro nome que vem à cabeça dos profissionais de Direito para tentar intervir na questão é da deputada Carmen Zanotto (PPS). Com uma agente bastante presente no DF, a parlamentar poderia se inteirar sobre o teor da portaria 372/17 e a repercussão disso em Lages e nos municípios próximos. Da mesma forma, outras lideranças políticas, que deveriam ter interesse no processo eleitoral claro, adequado e sem transtornos ao cidadão, deveriam estar atentas. Para se ter ideia, o retrocesso é tanto que, em termos de estrutura da Justiça Eleitoral, Lages pode estar voltando ao início dos anos 80.

Logo agora que se encaminha cadastramento de eleitores para voto biométrico, com uma demanda de trabalho significativo, sem contar todo o trabalho in loco nas eleições, aparece essa possibilidade de, em 60 dias, ficarmos com apenas uma zona eleitoral em Lages


P. S.

O teor da portaria do TSE está aqui!

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