Ainda querem tirar mandato do vereador Bugre?

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Câmara de Vereadores de Lages tem razão em números para parar com essa besteira de ficar perseguindo o vereador Bugre, na ameaça de tentar tirar-lhe o mandato. O motivo da picuinha é o ‘escândalo das batatas’ onde os perseguidores apontam que Bugre levou assessor em horário de expediente para ajudar comprar a leguminosa no território gaúcho.


QUAIS NÚMEROS?

Nesta semana o vereador Bruno Hartmann liderou o posicionamento em defesa de Bugre. David Moro (PMDB), Amarildo Farias e Ivanildo Ribeiro se somaram à defesa de Bugre. Portanto, são 5 votos já garantidos de que qualquer manobra boba contra Bugre não prosperará. Como presidente não vota, restariam 10 votos contrários ao vereador do PDT. Com essa quantia de votos não se adotada medida nenhuma contra Bugre.

Bruno Hartmann, estreante na Câmara, mas sensato nas ponderações


ALIÁS

Os próprios vereadores deveriam ficar atentos. Se por uma besteirinha dessas alguns integrantes do legislativo querem tirar o mandato de Bugre, nenhum está livre de ser perseguido por uma besteirona.


QUESTÃO DA PROPAGANDA DA CÂMARA

Por causa do posicionamento crítico, embasado em documentos e números do apresentador Daniel Goulart (Clube FM) em relação a gastos da Câmara, vereador Vone (PMDB) pediu a palavra. Apontou que o legislativo gasta R$ 37 mil mensais com a imprensa. Citou inclusive que blogueiros recebem publicidade. A gente faz coro à colega Olivete Salmória no sentido de sugerir ao vereador Vone que se ele visualiza algo errado, que torne público, mas não jogue toda a imprensa na vala comum.


OCORRE QUE…

O correto seria a Câmara de Vereadores não gastar nenhum centavo com publicidade. O legislativo não precisa disso. Se o trabalho é bom, a divulgação é gratuita. Já ponderamos a respeito disso. Que tal o vereador Vone liderar uma frente parlamentar municipal para que o legislativo zere o gasto com publicidade? Isso seria a melhor resposta aos gastos com a imprensa que recebe e continua falando mal dos vereadores, como ele se refere.

Os vereadores do noticiário: Vone que a gente sugere que lidere o movimento ‘gasto zero’ da câmara com divulgação e o simpático Bugre que está sendo perseguido por uma bobagem pelos próprios colegas de legislativo!

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3 COMENTÁRIOS

  1. Prezado Edson, como publicitário, preciso fazer algumas ponderações sobre os “gastos” com publicidade pela Câmara de Vereadores. Primeiro que considero de fundamental importância os vereadores terem um canal de comunicação direta com os cidadãos para expor suas atividades, projetos, fiscalizações e ações de interesse da comunidade. Publicidade de qualquer órgão público é um elo de ligação com a cidade. O que ocorre é que para utilizar a mídia, seja ela tradicional ou de redes sociais, o mais importante é o conteúdo e o tratamento eminentemente técnico da escolha dos meios. Não se faz publicidade para calar a boca de ninguém, pelo contrário, este mecanismo serve para informar o trabalho que está sendo realizado. Publicidade bem feita é aquela que o cidadão recebe como uma prestação de serviço do poder público. Dar ciência do que está sendo feito em prol dos cidadãos, expor as atividades dos parlamentares até para que todos saibam quem está realmente contribuindo para o bem comum. Dar publicidade aos atos da Câmara é, antes de tudo, uma obrigação. Para finalizar, apenas um esclarecimento sobre as aspas colocadas na palavra – gastos -. Toda a publicidade feita com técnica e inteligência é investimento. Se a Câmara investir com sabedoria e transparência, todos saem ganhando. Grande abraço.

  2. Parece exagerada a cassação. Mas como se trata de ilegalidade confessa alguma punição deverá ser aplicada. Advertência pública ou algo assim, além da exoneração do comissionado. Os vereadores estariam prevaricando se assim não procedessem.

  3. Em relação à viagem das batatas, fica como curiosidade o fato de que situação semelhante foi analisada pelo STF na Ação Penal n. 504 (tendo como réu o Deputado Federal Celso Russomano).

    A denúncia apontava que secretário parlamentar atuava realizando serviços particulares do deputado. Lá foi acolhido o voto do Revisor Dias Toffoli pela atipicidade da conduta, na medida em que “havia dubiedade quanto aos serviços prestados pelo servidor, ora como secretário parlamentar, ora no interesse dos empreendimentos privados do deputado federal que o nomeara, não se circunscrevendo suas atividades ao interesse exclusivamente particular do então denunciado, nem se restringindo àquelas típicas de secretário parlamentar”.

    Resumindo, só configura a conduta típica de pecúlio desvio quando as atividades efetuadas pelo servidor são exclusivamente particulares.

    Todavia lá o revisor, ao final, relembrou “que os fatos imputados ao apelante devem ser analisados exclusivamente sob a óptica penal, não cabendo, nesta sede, a emissão de qualquer juízo de valor a respeito da moralidade de sua conduta ou de seu enquadramento em eventual ato de improbidade administrativa (Lei nº 8.429/92)”.

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