Ponte Grande: Milonga do alagamento anunciado

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Lageanista João Ceng, que volta e meia faz ponderações aqui na página, não se conforma com a colocação do Condomínio Ponte Grande lá abaixo do nível da água para, em caso de chuva, ficar alagado. Ele escreve o seguinte:

“Não sei a quem interessa esconder tamanha burrice. Foram inúmeros alertas que isso ia acontecer. Só buscar
aqui no próprio blog. Quem vai ser punido por tamanho desperdício do dinheiro público? O MP deixar passar em branco? Certo, que os iluminados da administração passada e os “fiscais” da Caixa devem responder
criminalmente por mais esse crime ao dinheiro público. Eu avisei…”.


ASSIM…

A gente compartilha novamente o registro das casinhas geminadas embaixo d’água por causa da chuvarada da virada de maio para junho e a pulga atrás da orelha devido à escolha do lugar inadequado para a construção dos imóveis para abrigar famílias realocadas das margens do Rio Ponte Grande. Será a típica tropa do seis por meia dúzia. Tais famílias que hoje vivem com aluguel social até a mudança para as casinhas, saíram de um local que alagava e irão para outro que também deixa moradias embaixo d’água.


PERGUNTA

Será que a Caixa Econômica fez jus ao ‘sobrenome’ e foi demasiada econômica ao aceitar esse local para o conjunto habitacional? Não houve estudo técnico prevendo inundações?

Está vendo ‘aquelas coisinhas brancas’ no alto da imagem à direita? São as casas geminadas do Complexo Ponte Grande para abrigar famílias realocadas. Desde o pensamento em construir no local houve alerta de que ali iria alagar. E deu nisso!


Imagem: Raphael Steffen

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3 COMENTÁRIOS

  1. Prezado Edson, recebi este texto e compartilhei no Facebook com a intenção de tentar esclarecer alguns questionamentos sobre o Complexo Ponte Grande. Talvez contribua para a discussão, onde tantos “entendidos” do assunto têm se manifestado:
    “Estão falando que chegou água em parte do novo Condomínio Ponte Grande, que é um dos mais belos do Brasil em sua concepção.
    Na época de aquisição do terreno pra construção das casas (era exigência do Governo Federal que as futuras casas ficassem na região) foram feitos estudos e pesquisas, atendendo uma solicitação da CEF, com cotas históricas daquela área em relação às enchentes e ficou comprovado que ali nunca tinha havido inundações, mas, mesmo assim, na preparação do terreno o seu nível foi elevado.
    Acredito que com as obras terminadas do Complexo Ponte Grande e abertura do túnel linear, embaixo da linha férrea, não teremos este problema, pois dificilmente haverá represamento de água desta magnitude. Ninguém imaginava tanta água assim e que isso ocorreria.
    O que acontece e está acontecendo em Lages é inédito em chuvas, conheço lugares onde nunca na história a água chegou e hoje está alagada.
    Bom que aquela região está em obras, e com elas concluídas, que envolvem desassoreamento do rio Ponte Grande, mais o túnel embaixo da ferrovia para o deságue no rio Caveiras, isto não deverá mais acontecer.
    Se o município, logo no início de 2013, não tivesse adquirido um novo terreno para realocação das famílias atingidas pelas obras e ficasse esperando a solução do terreno na ferrovia (era ideia inicial para construção das casas), que é de propriedade da União e que até hoje não foi resolvido, a obra da Ponte Grande não teria sido iniciada porque ela é um conjunto formado por habitação, saneamento e infraestrutura, e por isso é chamado Complexo Ponte Grande, hoje não teríamos mais nem convênio com o Governo Federal na questão de recursos e muito menos qualquer tipo de obra, sendo que a parte habitacional é o menor custo em relação à todo o complexo.
    O que temos de fazer é exigir a retomada urgente das obras, visto que até o ano passado estavam em andamento.
    E é bom que se diga que ali naquela região é represamento do rio Ponte Grande e não do Caveiras ou do Carahá.
    Com o desassoreamento do rio e a construção do túnel, toda aquela região, que alaga regularmente, estará livre de qualquer inundação.”

  2. Caro Edson. Me criei naquela região . Morei no bairro Popular por 30 anos e sempre testemunhei as inundações naquela área onde hoje há o Loteamento Gralha Azul. Pergunte para qualquer morador da região a respeito das cheias que sempre deixaram a antiga empresa Novosul debaixo de água. É lamentável ver o dinheiro público empregado desta forma.

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