Deboche: Vem para o banhado você também, vem!

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Num exercício do absurdo, há quem insista em defender o indefensável. Quando o mais correto seria baixar a cabeça, lamentar o erro, despeja-se argumento de que está tudo certo o fato das casas construídas para famílias que viviam em área de risco nas margens do Rio Ponte Grande ficarem embaixo d’água. Na verdade, a decisão da prefeitura em construir as casas naquele quase banhado fez com que as famílias mudassem de endereço, mas não de problema. Empresário da paróquia aponta:

“Não tem justificativa uma tolice dessas. Os caras escolhem uma área de risco para construir um conjunto habitacional e vai ficar por isso mesmo. Lages não é para amadores. Ou melhor…”

Há um conjunto de argumento para justificar a colocação das casas nesse local inundante. Fala-se que com o fim do projeto da Avenida Ponte Grande não haverá alagamento no local. Puro achismo.

As casas acabaram ficando num fundo de guampa, apertadas entre a linha férrea e o rio.

Esse ‘olhar aéreo’ no registro da tripulação do helicóptero Águia 04 se tem ideia (ao alto) do local onde o conjunto residencial foi ‘enfiado’


‘TINHA QUE SER ALI’

Outro absurdo é o argumento de que a Caixa Econômica exigiu que o conjunto residencial fosse naquelas imediações. Não tem lógica. A Caixa não pode exigir um empreendimento num local que inunda. Porque se nas imediações não havia área, teria que buscar outro espaço. Desde o princípio, quando se decidiu colocar o conjunto residencial ali, não nós que somos leigos, mas quem entende veio à imprensa alertar. E houve uma solene ignorância às manifestações.


PORTANTO

O conjunto residencial Ponte Grande nasceu condenado a ficar embaixo d’água cada vez que chover em quantidades como se registrou nos últimos dias. Ademais, as obras de acesso – que foram licitadas – não devem aguentar ficar embaixo d’água a cada enchente. Com isso, ponte, asfalto, tudo terá que ter um padrão maior de resistência ou ser refeitos depois de cada enxurrada. Até agora não se entendeu a razão da insistência nas casas nesse local. E vai entender muito menos aquele que morar ali e conviver com o medo de inundação. Triste, lamentável!

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