Pinhão: Festa não é nossa! Que continue assim!

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Colega Milton Barão escreve editorial para apontar que a Festa do Pinhão é nossa. E por conta disso a prefeitura deve reocupar o evento, assumindo a parte cultural dentro do parque. Discordo em gênero, número, grau e orçamento, mas respeito o que pensa meu estimado colega de imprensa.


FESTA NOSSA?

A Festa do Pinhão já não era ‘nossa’ – no sentido de ser do povo – quando ainda tocada pela prefeitura (antes do Elizeu terceirizar ou privatizar). Para o evento se pagar é indispensável cobrar. E se o evento é pago, ele não é ‘nosso’. É um evento de quem paga. E a Festa do Pinhão já era e continua sendo de quem paga. É a retribuição a um serviço de lazer. Você paga, você tem. E isso vale para espaço especial de show, comida diferenciada e assim por diante!


FORA PREFEITURA!

‘Devolver’ à prefeitura atribuições dentro do parque é tiro no pé. Quando o dinheiro é público, é gasto sem critérios. Foi assim no passado. E hoje ainda se gasta em excesso o dinheiro público que poderia muito bem minimizar as deficiências em áreas como Saúde. A prefeitura tem que se preocupar com o essencial, prioridade. Festa não é prioridade quando falta remédio na farmácia básica ou médico na UBS.


MAIS, MUITO MAIS FRESCURA!

O Moha Festival é sucesso porque é cheio de frescura. O público adora isso. Guardadas as proporções, quem vai para Las Vegas ou Ibiza, vai porque gosta de frescura (quando falo em frescura quero dizer novidade, facilidade, comodidade e agilidade). A Gaby tem inovado nisso, colocando umas firulas que agradam. Em Jurerê ou nos morros cariocas tem frescura. O público que consome evento adora frescura!


CARRINHO E CARINHO

Escada rolante na rua ao invés de degraus tem em Las Vegas. E o frequentador adora isso. Daí vem a Gaby e GDO e colocam o carrinho para dar carinho àqueles que querem ir ao backstage (porque pagam para isso) e aparecem os do contra (inclusive o maninho Barão) querendo esvaziar verbalmente os pneus do veículo. Nada disso. Tem que ter carrinho, aviãozinho e outras firulas para agradar esse público que paga bem para isso.


XÔ PREFEITURA

É preciso insistir no discurso de que a prefeitura tem que estar longe da Festa do Pinhão. Esse casting de shows que o Lauri da GDO trouxe para a Festa custaria R$ 5 milhões para a prefeitura. Com sonorização, divulgação, pessoal e outras perfumarias, lá se iriam outros R$ 5 milhões. Tirar R$ 10 milhões do Paço para realizar um evento só se Lages fosse uma Joinville. E nem lá fazem isso.


PORTANTO

Como disse, respeitando imensamente quem pensa diferente (caso do colega Barão), mas entendo que a Festa do Pinhão tem que manter certa distância orçamentária da prefeitura. Do contrário corre o risco de consumir um dinheiro que o município não tem para evento. Sem contar que o próprio Ceron declarou que se fosse a prefeitura tocadora da Festa, neste ano ela poderia não ter acontecido por causa do aguaceiro que quase afogou a paróquia!

Onde se viu se invocar com uma comodidade dessas? Vamos viajar e ver como os eventos pelo mundo estão tratando quem paga pelos serviços!


EM TEMPO

O bloguista não foi frequentador assíduo do backstage ou da própria Festa. Estivemos somente dia 14 no Backstage Brahma à convite da Cervejaria. E na Festa, além do dia 14, fomos nas duas sextas-feiras para acompanhar pauta política. E só. Logo, não se trata de uma defesa da Gaby e GDO (porque essas empresas não precisam disso), mas de uma opinião em cima de tantas opiniões dadas e ouvidas!

Mas gostei muito da estrutura montada e tenho certeza que quem pagou valor diferenciado para acessar o ambiente, não se arrependeu!

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6 COMENTÁRIOS

  1. Parabéns ao amigo Edson Varela pelas colocações. O Poder Público tem que se preocupar, com saúde, educação , segurança pública e infraestrutura da Cidade. Quem quer festa que pague por ela. E bem verdade que devido a nossa baixa renda mensal aqui na Serra, comparada a outras regiões a festa fica bem impraticável de ser aproveitada pelo Lageano, mas o Recanto é de graça e qualquer um pode transitar por lá.

  2. Concordo plenamente.

    E ainda incluo mais uma situação: se cobra mais de uns, porque outros pagam “de menos”… Meia entrada, etc etc etc, esse dinheiro tem que ser compensado em outro lugar, não existe mágica. Tentaram fazer mágica quando era tocada pela prefeitura. Agora uma coisa é dar serviços TOP para quem paga por serviços TOP, outra coisa é dar serviço chinfrim pra quem paga pouco. Não pode. Tem que dar um serviço no mínimo condizente aos 80 reais de ingresso. Fila de mais de 50 minutos para entrada “inteira” é inaceitável (quarta-feira).

  3. Querem tanto que a festa volte para as mãos da prefeitura porquê ? Quando a festa era “nossa” os balanços só davam prejuízos, nunca terminou no azul sempre, digo SEMPRE no vermelho. Engraçado que depois que se passou a terceirizar a festa não houve mais prejuízos. Nem para a prefeitura nem para a GDO e Gabi produções.
    Será esses empresários extraterrestres, sera o pessoal da prefeitura tão incompetente para fazer uma festa que não há lucro ou será que esse povo que pede que a festa volte a ser “nossa” esta com saudades do dinheiro da prefeitura. Não há explicação cabível para uma festa deste tamanho, nas mãos dos agentes públicos nunca ter dado em seus balanços resultados positivos.

  4. Excelente Edson! Como disse você, concordo em número, gênero, grau, orçamento e tudo. E digo mais, deveria ter mais um carrinho pra ajudar ainda mais no transporte dessas pessoas. Se pagaram mais caro que os demais, devem ter sim mais benefícios que os demais, lei da vida, aceita ‘barãozinho’. Algumas pessoas não estão nem ai para as outras coisas que a festa oferece, vão somente pelo show. E quer saber? Estão no direito delas, afinal, além de cada um ser livre para escolher o que quer, estão investindo caro para isso. Outro ponto que você tem razão é a questão que o povo gosta de ‘frescura’ Edson. Quem não gostaria de ser transportado por um carrinho desses? Quem não gostaria de ficar mais próximo dos cantores? Quem não queria ter um conforto maior? Me poupe, como o próprio nome já fala, é benefício. Garanto que se tivesse isso em outra festa, uma Oktober da vida, ele iria fazer post achando mil maravilhas. Pra esse sujeito a grama do vizinho é sempre mais verde, lamentável, mas como você colocou Edson, nos resta apenas a respeitar a opinião dele. Enfim, parabéns pela postagem!

  5. Ai não é nem o caso de voltar a ser administrada pela prefeitura, mas sim que fique mais acessível ao povo Lageano! Quanto ao “carro de golfe” concordo com o Barão quando ele diz que esta mordomia acaba afetando de certa forma o comercio instalado dentro do parque ja que o mesmo leva as pessoas direto para o Backstage e tira um pouco a possibilidade de comercialização dos produtos há venda, neste caso pensa-se que as pessoas que se utilizam destes serviços tem mais dinheiro para fazer circular dentro do parque! Concordo que a festa continue sendo organizada por uma terceirizada, o que não da para aceitar é os preços cobrados pelos ingressos em uma cidade onde mais da metade da população ganham no máximo 2 salários mínimos! Se for pra continuar deste jeito que leve a festa para outra cidade e que se volte a fazer a festa como era antigamente no calçadão!

  6. Parabéns pelas colocações caro Edson. É isso mesmo, mas esperar um raciocínio tão lógico da outra parte seria o mesmo que esperar um Milagre.

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