Secretário e Diretor falam sobre atraso aos médicos

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A polêmica que envolve atraso nos repasses do Estado ao Hospital Nossa Senhora dos Prazeres está ligada à demora na prestação de contas pela instituição à estrutura pública. É o diretor administrativo, Fábio Lage, numa entrevista exclusiva ao repórter Evandro Gioppo (Clube FM) que confirma isso.


Clube FMO que vem gerendo essa polêmica?

Fábio Lage – Na realidade você tem um prazo. Cada vez que é mandada (pelo Estado) uma parcela, você tem um prazo de 45 a 60 dias para poder fazer a prestação de contas. Isso porque você paga (os médicos) num mês e recolhe o imposto no outro. Eu tenho que estar com esse imposto recolhido para fazer a comprovação. Então, como houve um atraso no passado, não se regulariza porque se tem parcela com atraso.


Clube FM – O que está sendo feito para regularizar?

Fábio Lage – Estou acertando agora, provavelmente nesta semana, a sétima parcela, referente a dezembro (de 2016). Então é assim, enquanto funcionar desse jeito nunca vai acabar esse atraso porque, se estou com 60 dias prestando contas, que é o tempo necessário que tenho para fazer todos os créditos, todos os pagamentos, recolher os impostos…


Clube FM – Isso não pode ser mudado para reduzir o atraso?

Fábio Lage – Estamos agora vendo a possibilidade de antecipar o recolhimento de impostos para poder prestar contas num prazo menor, mas mesmo assim, se ficar dependente de cada parcela ter que acontecer isso, esse atraso vai ser infinito. Nunca vai acabar.


Clube FM – Desde quando está ocorrendo o atraso aos médicos?

Fábio Lage – Então, a última que efetivamente nós recebemos foi a de dezembro (2016) e aí estamos respondendo isso dentro dessa ação que foi proposta pelo Sindicato (dos Médicos na Justiça do Trabalho).



P. S.

A entrevista na íntegra está nos noticiários da Rádio Clube FM.

Pelo que o diretor administrativa relata, de fato a situação do atraso está relacionada à prestação de contas. Porém, se são necessários 60 dias para prestar contas, estranho que essas não tenham ocorrido desde dezembro do ano passado, passados 180 dias


SECRETÁRIO CALCAGNOTTO REAFIRMA

QUE É PRECISO PRESTAR AS CONTAS

Os recursos que chegam ao Hospital Nossa Senhora dos Prazeres para o convênio que remunera médicos de sobreaviso e plantonistas chega atrás do Fundo Social, cuja gestão é do Secretário Celso Calcagnotto. O hospital presta contas na Secretaria de Estado da Saúde porque o valor integra o percentual de investimento no setor de Saúde. Calcagnotto nos disse que há recurso contingenciado e reservado para atender essa demanda.


PALAVRAS DE CALCAGNOTTO

“No momento que é feito o convênio, o valor já está lá previsto para aquela demanda. Logo, não faltam recursos para atender esse convênio. Buscamos as informações para tentar acelerar esse pagamento, mas emperra na falta de prestação de contas pelo hospital. Não há como liberar recursos com o nome da instituição bloqueado. Se a solução fosse eu ir a Lages e buscar os papéis do Hospital e protocolar aqui, faria isso. Mas não depende de nós. Depende do hospital. Estamos prontos para resolver a pendência, liberando os recursos conforme o convênio, mas dentro do procedimento legal e adequado. Não tem como se atravessar para resolver uma pendência que é do hospital”.

Calcagnotto, nesse registro de arquivo, durante reunião com o então diretor Canísio (hoje substituído por Fábio Lage) discutindo a prestação de contas do convênio com o Estado para manter regularidade nos repasses

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2 COMENTÁRIOS

  1. Boa noite caro Edson Varela!
    Gostaria de informar que a foto em anexo não se refere a reunião para tratar de prestação de contas do convênio com o Estado, mesmo porque esta prestação de contas é feita diretamente pelo SIGEF e em meio físico no setor de contabilidade da Secretaria de Estado da Saúde. Na minha gestão, nunca houve atraso em prestação de contas do convênio, mesmo porque protocolava pessoalmente em meio físico naquele órgão. A foto ilustra uma reunião de trabalho normal e frequente para tratatvas de ampliação e renovação do convenio. Parece que a atual “gestão corporativa” implantada pelas irmãs não tem tratado com zelo e profissionalismo adequado a questão. Me senti na obrigação em esclarecer já que fui citado nominalmente e através de foto.
    Obrigado

  2. Boa Tarde Edson Varela !!

    Fiz a prestação de contas no SIGEF deste custeio até julho de 2016. Estavam todas rigorosamente em dia e nunca houve qualquer pendência de repasse até então em virtude de atraso ou inconsistências nas prestações de conta … alguma coisa está errada …

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