Animais: Projeto de Lages repercute até na Globo

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O projeto se chama Ajude Um Animal de Rua. A construção de casinhas que servem de abrigo a cães abandonados é uma das iniciativas. Bruna Uncini, que idealizou o projeto e tem com ela dezenas de voluntários ajudando na causa cuida para não vincular a iniciativa à política. Há até políticos engajados, como é o caso do vereador Bruno Hartmann, mas ele está no contexto na condição de voluntário. E tem ajudado. É uma cruzada que exige dedicação e esforço, mas também gratifica.


E…

Esse trabalho, ampliado pela visibilidade da construção de casinhas, tem repercutido em âmbito nacional. Rede Record já fez reportagem sobre o assunto. E neste sábado, 08, o ator Anderson Di Rizzi (Zé dos Porcos da novela Êta Mundo Bão) foi escalado para gravar um dos quadros do programa Estrelas com Angélica da Rede Globo. Ele veio a Lages, conheceu o projeto e gravou o conteúdo.

Di Rizzi durante as gravações deste sábado no ginásio do Sesi no bairro Gethal em Lages

Bruna Uncini, a idealizadora do projeto Ajude Um Animal de Rua que já construiu 174 casinhas, com ajuda de parceiros e voluntários, explicou a dinâmica do trabalho durante a gravação do programa

Voluntárias do projeto Ajude um Animal de Rua com Diego Dias, produtor do programa Estrelas de Angélica da Globo


CONVERSAMOS COM O PRODUTOR

DO PROGRAMA DE ANGÉLICA

Segundo Diego Dias, todo o material captado em Lages será levado ao Rio de Janeiro para integrar a grade dos futuros programas de Angélica. “Não podemos apontar quando será a veiculação”. Segundo Diego Dias, vieram cinco pessoas do Rio de Janeiro especialmente para fazer a gravação, todos funcionários da Globo. “Muito bacana essa iniciativa que captamos”.

Além de filmagens, Diego Dias fez alguns registros fotográficos para ajudar na produção do quadro, a partir de imagens complementares captadas



FEIRA DE ADOÇÃO DURANTE

A GRAVAÇÃO DO PROGRAMA

O grupo de voluntários aproveitou as gravações do programa para realizar uma feira de adoção de animais, prática que integra a iniciativa do grupo. Alguns animais recolhidos do abandono foram castrados, chipados e desverminados, ficando aptos à doação. O que se vê numa feira de adoção é a troca de carinho principalmente entre crianças e aqueles que buscam um lar para deixar a rua.

Os animais colocados à disposição de adotantes durante feiras como essa integra a ideia do projeto de encaminhar cães de rua para o cuidado


TENTATIVA DE CONQUISTA

Imagem da relação de cumplicidade entre a menininha interessada em levar o mascote para casa…

E ele tentando convencer com aquele olhar de ‘me leve’ durante o encontro



FEIRA OCORRE COM CADASTRO

E ACOMPANHAMENTO TÉCNICO

O Ricardo é voluntário e está ali pronto para atender interessados em adotar um dos animais da feira. Quem leva um cãozinho para casa assina um termo de compromisso

Também de forma voluntária, o Médico Veterinário dá expediente durante a feira de adoção para explicar, orientar e ajudar encaminhar. No registro, um dos profissionais de Medicina Veterinária voluntário no diálogo com Bruna Uncini

Outra voluntária atendendo um dos pretendentes à adoção, evidenciando a essência do projeto que é a participação de voluntários para tentar ajudar a diminuir um problema inclusive de saúde pública, que é a questão de animais de rua.


AS CASINHAS E O MINISTÉRIO PÚBLICO

O grupo de voluntários que espalhou as casinhas para abrigar cães de rua foi chamado pela Promotoria de Justiça. A questão se referia à higiene dessas casinhas para não se constituir ponto de proliferação de bactérias. Bruna Uncini explica que foi batido à porta da Prefeitura de Lages (algumas secretarias), mas nenhum agente público se dispôs a ajudar. Ela até é cautelosa nas palavras porque espera que o poder público contribua de alguma forma, sem tirar a essência do voluntarismo que caracteriza o projeto. “Mas há questões que o poder público não deveria se ausentar”. Bruna explica que a solução para manter os locais higienizados, dentro daquilo que o Ministério Público sugeriu, foi dada a partir da ajuda de voluntários.

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1 COMENTÁRIO

  1. Edson, invariavelmente e parafraseando nossos ancestrais, os filósofos da antiga Grécia, somos animais políticos, pois tudo que realizamos diuturnamente e em relação com as outras pessoas são atos políticos e não somente a partidos ou questões partidárias, quando me posiciono ou critico algo estou realizando um ato político. Uma vez um amigo me questionou, Névio porque você critica tanto um dado prefeito é algo pessoal. Expliquei a esse meu amigo que o criticava porque o mesmo era prefeito, simplesmente criava uma visão dos jornais e das notícias que chegavam até mim, basicamente criticava a figura pública do político com críticas políticas, agora criticas pessoais é quando partilhamos da amizade ou do convívio do político e abstraímos sua imagem da pública e partimos para o particular. Muitos não entendem esse viés e tomam as criticas políticas como pessoais, por isso, o mesmo voluntariado em suma é político.

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