Inocentado acusado de morte por racha em Lages

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Chamou atenção da imprensa estadual o trabalho do Tribunal do Júri da Comarca de Lages conduzido pelo Juiz Geraldo Bastos. Estava no banco dos réus Thiago Luiz Rosa. Ele foi acusado em procedimento do Ministério Público de ter praticado o chamado dolo eventual resultante em homicídio, por, supostamente ter praticado racha na madrugada do dia 23 de abril de 2005 na Avenida Carahá em Lages. Da suposta prática, ocorrera um acidente automobilístico, resultando na morte dos jovens Daiki Misuno e Masaki Misuno. Esses eram herdeiros do dono de uma unidade da Yakult.


DO JULGAMENTO

A partir do boletim informativo da Associação dos Magistrados Catarinenses, a informação do Juiz Geraldo Corrêa Bastos foi de que os jurados reconheceram a materialidade, porém, negaram a autoria por parte do acusado. O Magistrado esclareceu:

“Tanto a acusação quanto à defesa entenderam que não havia provas quanto à prática de disputa automobilística, conhecida por racha, e nem provas quanto ao suposto toque do carro do réu no veículo das vítimas. Assim, ambos (acusação e defesa) requereram a absolvição por falta de provas de que o acusado Thiago Luiz Rosa”.


RELEMBRE A OCORRÊNCIA

De acordo com o que consta na denúncia formulada pelo MP, próximo a 1h da madrugada de 23 de abril de 2005, os rapazes trafegavam em seus respectivos veículos pela rua Frei Gabriel, descendo em direção à Uniplac. Ao chegarem na ponte (perto da casa do Maneca) teriam iniciado um racha pela Avenida Carahá. Antes de chegarem na avenida Presidente Vargas, com ambos os veículos já a mais de 130 km/h, o Astra conduzido por Daiki ultrapassou o Golf de Thiago Rosa, momento em que, por conta de uma leve curva, os carros se tocaram. Daiki perdeu o controle, e o Astra, desgovernado, passou por cima da mureta que margeia a avenida, colidiu com uma árvore e caiu no leito do Rio Caraha.


MAGISTRADO JÁ HAVIA

DECIDIDO SOBRE O TEMA

O processo se estende faz 12 anos. Nesse tempo, o Juiz Geraldo Bastos, havia julgado a ação do Ministério Público, decidindo pela improcedência. Entendeu o Magistrado que havia ausência de nexo de causalidade entre a conduta do acusado e a morte das vítimas. Também ausência de indícios de autoria, requisito necessário para a admissão da acusação de crime doloso contra a vida (que vai a júri popular). Mas o MP recorreu ao TJ/SC e conseguiu manter o julgamento pelo corpo de jurados.

Do banco de imagens o registro do Juiz Geraldo Bastos que conduziu os trabalhos do júri nesta terça-feira

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