Segue o ‘desmatamento’ urbano de Lages

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“Desculpem o palavrão, mas estou emputecido! Mais um pinheiro da região central indo ao chão em nome do concreto. Estragaram meu dia. Todas as manhãs eu olhava para esse pinheiro e dizia: Poxa! Você está crescendo dia a dia. Hoje ele não pertencerá mais a paisagem. Lamento meu amigo pinheiro, você chegou primeiro, mas o homem veio e não teve dó! Curitiba desvia estradas, calçadas, impede construções de imóveis em nome deste patrimônio. Na minha cidade vereadores preferem ficar brigando pelos seus egos do que trabalhar em nome duma lei que nos proporcione mais sombras, mais árvores”.

O desabafo e a imagem são de Adailton Camargo. O pinheiro araucária em questão tombou das proximidades da Rua Hercílio Luz no Centro de Lages


EM TEMPO

Esse tipo de corte é feito pelo proprietário do imóvel a partir de prévia autorização dos órgãos responsáveis. No caso desse pinheiro, o secretário Euclides Mecabô (Serviços Públicos e Meio Ambiente) informou na Clube FM que não passou nada pela sua área. Mas nem todas as solicitações passam, necessariamente, pela autorização do município, sendo competência da Defesa Civil avaliar risco e a Fatma, diante de laudo, autorizar a queda dos referidos pinheiros.

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6 COMENTÁRIOS

  1. É sério isso? Compro um lote e não posso derrubar um pinheiro? É tão fácil comprar uma muda de qualquer espécie de árvore, não tá contente (e não tem que estar, o lote não é seu) com a retirada, compra e planta na sua casa ué. Cada uma viu, não é à toa que essa cidade tem um colégio que virou museu, e tem outro (que já era pra estar no chão) indo pro mesmo caminho. Cidade pequena que sempre continuará pequena, e isso não é ‘praga’ como muitos dizem, é mentalidade pequena de um povo que vive na década de 50 mesmo. Edson, espero que esse comentário Seja postado.

  2. Em nível de um pensamento de simples proprietário privado, querendo rwesguardar seus direitos, Vinícius, como qualquer outra pessoa possui razão. Partindo desta base, me atiro em outro patamar mais questionador e revestido deb questionamentos e inquietudes existenciais. em Lages, diferente de algumas cidades, nõ possuímos um setor de planejaqmento na prefeitura, se existe, não me deram subsídios para criticá-los. Nossa área verde, parques e outras malhas que poderiam produzir um ar mais agrdável, não existem e se existissem deveria ter uma quantidade maior de espécie da flora, pinheiros e toda uma estrutura para esse setor, por isso nossos pinheiros centenários das vias urbanas são sentidos, cada vez que um é derrubado, se houvessem reservas em Lages, esse sentuimento seria absorvido na justificativa de um crescimento para a cidade e a segurança das vias urbanas.

  3. O ser humano é um ser que precisa ser estudado a fundo. SE não há poda reclama, se há reclama. Agora vamos desviar estradas, ruas, prédios, casas em prol de uma arvore que cedo ou tarde ira cair e atrapalhar o transito, as pessoas. Enfim. Eu devo ser de outro mundo.

  4. Sem dúvida, não há mais espaço na atualidade aos defensores do concreto e do asfalto, simplesmente porque não dá para comer concreto e nem asfalto, na atualidade há uma mentalidade mais superior do que a normalidade consumista e estrutural atrasada de outrora. Hoje em evidência se traduz em SUSTENTABILIDADE, isso é tentar manter e procurar preservar os mananciais ambientais que nos dão o suporte a vida, a água, a vida, as florestas, o ar, os rios, a flora, a fauna e tudo que ainda não foi destruído, Como se mantém e se encaminha a SUSTENTABILIDADE, com as lei ambientais, as associações de proteção e a vigilância constante nos desmatamentos e nas poluições de córregos e bacias de mananciais. Vê Jefferson, que naturalmente o teu mundo não é o da consciência ambiental, mas o mundo que no futuro irá ser um deserto e aí será tarde.

  5. Nevio S. Filho quando a tua casa estiver sem energia elétrica por causa de uma árvore, tome teu banho quente com a tua sustentabilidade, escute teu rádio a pilha, faça um fogo em seu fogão à lenha e divirta-se.
    Tão simples, corta-se uma, planta-se outras. Não sou a favor do desmatamento desordenado, e sim de um desmatamento ordenado, onde se priorize o conforto do ser humano.
    Aposto que vossa senhoria deve ser fogão à lenha em sua casa. Dê certo a tua lenha vem do alêm.
    Repito, corta-se uma, planta-se outras. Infelizmente essa atitude não é feita.
    Sem ofensas, vossa senhoria deve ser de esquerda, defensor dos direitos humanos, da natureza. Problema dos humanos é só falar bonito em público e atitude que é bom nada.
    E antes que venha retaliações, convido vossa senhoria para fazer uma visita em meu sítio, veras uma ambiente de muita natureza com muita sustentabilidade. No mundo existem momentos que é preciso fazer um mal para o bem maior.

  6. Meu caro Jefferson , obrigado pela sua contribuição para o debate, sim sou de esquerda, apoio os Direitos Humanos, socialista, grande questionador das contradições lageanas e apoio a natureza, como também acho que o filão social de nossos bairros e periferias pode ter um conjunto de ações que poderiam gerar um nível de vida mais razoável ao lageano. Ideologias a parte, cada um vai defender o que acha razoável e por uma racionalidade de sobrevivência em um mundo contemporãneo é chegada a hora de se pensar em sustentabilidade, a nós e aos nossos filhos, porque as riquezas do mundo são efêmeras e praticamente estão com os dias contados. Por morar no centro de Florianópolis, com transito, morros que dão tiros a toda hora, turistas, inflação, aposentados que vem morar aqui em profusão, alimentação quase que padronizada, supermercados cheios, concreto, consumo desenfreado e sem uma identidade cultural é que a sustentabilidade é o grande mote do futuro para se voltar a uma vida mais simples e que nos faça viver muitos anos. Abraços.

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