Queijo Serrano a caminho de selo exclusivo

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Foi o engenheiro agrônomo Ulisses Arruda Córdova que planejou juntamente com uma equipe de técnicos da Epagri o levantamento de informações, coleta de dados para, finalmente, levar adiante o projeto que pode fazer com que os produtores da Serra Catarinense coloquem no mercado um produto, reconhecidamente, único, com um selo exclusivo que irá agregar valor. Um passo decisivo nesse sentido foi dado com o seminário onde se entregou ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi) o dossiê que reúne a documentação que embasa o pedido da concessão do selo de Indicação Geográfica para o Queijo Artesanal Serrano.

PASSOS DADOS

Há um ano, o produto tinha somente permissão para produção e consumo dentro da propriedade onde era elaborado, embora fosse vendido clandestinamente. Em agosto do ano passado, a Assembleia Legislativa aprovou a lei do deputado Gabriel Ribeiro, que permite a venda do queijo, atendendo a padrões sanitários, mas preservando a receita que tem mais de 250 anos de história. Há menos de um mês o governador Raimundo Colombo assinou a regulamentação da lei. Somente em Santa Catarina são 2 mil famílias beneficiadas.

Uma palestra com informações técnicas e orientações integrou a programação a produtores, técnicos e lideranças durante a tarde de sexta-feira, 04, no Órion Parque

PARA ENTENDERMOS

A IMPORTÂNCIA

A Indicação Geográfica valoriza o produto e delimita a produção aos municípios que fazem parte da região. No caso catarinense, são os 18 municípios que integram a Amures. Um dos casos mais conhecidos no mundo de Indicação Geográfica é o de Champanhe (França). Somente a bebida produzida nessa região pode levar o nome de Champanhe. Os demais só podem ser chamados de espumantes.

PRIMEIRA NO BRASIL

A IG é uma espécie de marca de procedência, e está ligada ao modo de fazer o produto, às características do ambiente, entre outros fatores. Se o queijo serrano receber a concessão será a primeira certificação deste tipo para queijos do Brasil.

Ppresidente da Epagri Luiz Ademir Hessmann, cuja equipe liderada pelo engenheiro agrônomo Ulisses Arruda Córdova trabalho com carinho o projeto e o deputado Gabriel Ribeiro que criou a lei reconhecendo o queijo artesanal participaram da programação na cruzada pela busca do registro do produto


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