Plebiscito das ADR? Nem tanto, deputado!

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De repente todos resolveram ser o carrascos das ADR – antigas SDR. Deputados estão fazendo fila para propor o fim das Agências Regionais. Ana Paula Lima (PT) e Rodrigo Minotto (PDT) já apresentaram propostas. Deputado Merísio tem discursado que, se virar governador, no dia da posse caneteia o fim das ADR. Mas agora surge uma ideia inédita e exagerada.

PLEBISCITO

Deputado Altair Silva (PP) quer que a população decida se deseja ou não o fim das ADR. Se aprovado, o plebiscito, será feito com o seguinte questionamento: “Você concorda com a extinção das ADRs? Sim ou não?”. Após a realização, o resultado será homologado pela Justiça Eleitoral, encaminhado à Assembleia Legislativa e terá efeito vinculante, ou seja, obriga o Estado a extinguir ou não. A defesa pela extinção das ADRs é um pleito antigo do deputado, que vêm discutindo a causa na ALESC.

Segundo Altair Silva (foto), os custos das ADRs cresceram R$ 40 milhões de 2015 para 2016, somando anualmente aproximadamente R$ 500 milhões em gastos com pessoal, encargos socias e outras despesas correntes. Conforme o deputado, o valor representa quase um FUNDAM por ano.

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2 COMENTÁRIOS

  1. Propor plebiscito para acabar com os cabides de emprego?
    Isso é o fim da picada mesmo, o último a sair que apague a luz.
    Eu sei e você também sabe, que quem criou as tais “Secretarias” foi o finado LHS para abrigar os correligionários e derrotados nas urnas, e o atual Governo que tanto batia nos “cabides” também não conseguiu acabar com essa farra, pois necessita de apoio das siglas e das pessoas que estão sugando o dinheiro do estado, dinheiro esse que poderia ser investido na saúde, na Educação e na segurança. Quem sabe um dia o povo acorda e sabe escolher melhor seus representantes.

  2. Sem nexo a proposta do deputado. As ADRs foram um projeto de partido, que continuaram em vigor por serem interessante politicamente, mas não é um projeto de governo para Santa Catarina, por isso não cabe plebiscito. Tirando aos custos, cabides de empregos e o excesso de comissionados, vislumbro acima disso uma desconcentração salutar de alguns serviços encastelados na capital, aproximando em alguns rincões longinquos a figura do governo junto a comunidade, a ADR seria como um canal extravasor das necessidades e anseios de populações que nunca teriam voz na comunicação mais direta com o governo, esse é a missão das ADRS, encurtar distâncias, frase do governo de Konder Reis. além do mais no passado sem as coligações, o indivíduo ao deixar um cargo comissionado naturalmente voltava para a sua atividade original, hoje com muitos filiados, estes cargos são meios de vida para muitos e com certeza se4 não houvesse as ADRS a migração por cargos na capital seria maior, ao menos os lageanos ficam em Lages sendo estes valores gastos com as ADRS beneficiando o comércio local. Se houvesse a extinção delas, se criaria outra coisa no lugar.

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