Debate: Samu e Bombeiros serão unificados?

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Possível integração do Samu ao Corpo de Bombeiros, proposta que vem sendo estudada pelo Estado, esteve no centro dos debates realizados nesta terça-feira (15), na audiência pública promovida pela Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, a pedido dos deputados Fernando Coruja (PMDB) e Ana Paula Lima (PT).

EM DEFESA DA UNIFICAÇÃO

Coronel Bombeiro Militar João Batista Cordeiro Júnior, que assumiu a gerência do Samu, apresentou panorama atual do órgão. De acordo com ele, o Samu possui 8 centrais de regulação (uma em Lages), 96 unidades de suporte básico e 23 de suporte avançado, além de duas unidades helicópteros e uma avião. Somente no último ano foram prestados 324 mil atendimentos, ao custo total de R$ 110 milhões, com 80% do custo bancado pelo Estado. Segundo o gestor, um estudo identificou que a redução no número de centrais possibilitaria cortar custos. Cordeiro Júnior defendeu a integração do serviço ao CBM/SC.

CONTRA O MODELO

Voz contrária à integração do Samu ao Corpo de Bombeiros e pela constituição de um consórcio público para o atendimento pré-hospitalar, Luíza Helena Pereira, diretora do Sindsaúde foi taxativa: “Está fora de cogitação entregar um serviço de saúde para uma instituição militar que, inclusive, nem está dando conta de prestar os serviços aos quais é destinada, devido à falta de efetivos”.

DOS PARLAMENTARES

Deputado Dalmo Claro (PSD), que já atuou como secretário de Estado da Saúde, manifestou apoio à proposta. “Não vejo como fazer economia em salários ou nos atendimentos prestados, então a única saída é a integração contínua dos serviços.” Já a deputada Ana Paula Lima (PT) criticou a utilização do fator econômico como base para o planejamento realizado pelo governo.

O QUE PENSA CORUJA

Deputado Fernando Coruja disse que, diante da multiplicidade dos argumentos apresentados, teve a impressão de que é a primeira vez que as partes se reúnem para tratar do tema. Neste sentido, ele propôs que a audiência sirva como ponto inicial para a busca de uma proposta mais consensuada. “Ao que parece, não houve discussão anterior e que o diálogo está sendo realizado aqui. Precisamos de um debate mais aprofundado sobre estas ideias, pois os dois lados ainda apresentam dados muito conflitantes.”

Registro que evidencia o interesse pelo assunto com lotação do espaço onde aconteceu a reunião da comissão de saúde da Alesc


Com informações de Alexandre Back – Agência Alesc

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