Lages busca liberação da unidade de AVC

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Hospital Nossa Senhora dos Prazeres (HNSP) está próximo de dispor de uma unidade para atendimento exclusivo de pessoas acometidas por AVC. Espaço já está aparelhado e conta com equipe de médicos e atendentes treinada. Único entrave está sendo a demora da autorização da Comissão Intergestores Bipartite (CIB/SC).

MOBILIZAÇÃO

Visando buscar uma alternativa política para a questão, em reunião com o prefeito Ceron e o secretário João Alberto (ADR), o médico neurocirurgião Marcelo Conrad e o diretor do HNSP, Fábio Lages, pediram que ambos interferissem junto à CIB, para que o órgão apresse a liberação do processo. Com isso, tal processo é encaminhado ao Ministério da Saúde para obter portaria com a autorização para funcionamento da Unidade AVC.

Fábio Lages (direita) com Dr. Marcelo Conrad explicam a necessidade de celeridade da CIB para iniciar serviços na unidade de AVC em Lages


45 CASOS POR MÊS EM LAGES

Médico Marcelo Conrad explicou que Lages deverá se tornar referência neste serviço. A unidade conta com 12 leitos, enquanto que Joinville, por exemplo, tem apenas nove. A preocupação em iniciar atendimentos o quanto antes se deve ao alto índice de casos registrados somente em Lages. São 45 por mês em média. Com a Unidade em funcionamento, irá, inclusive, desafogar o setor de emergência que recebe rotineiramente todos os tipos de traumas.

Ceron se comprometeu a manter contato com a CIB, a qual tem o secretário Caropreso (Estado da Saúde) como integrante para dar celeridade à situação.


UMA IDEIA DA IMPORTÂNCIA DA

UNIDADE DE AVC EM LAGES

Em caso de AVCs, os pacientes serão conduzidos ao atendimento especializado, sem precisar aguardar em fila, e com grandes chances de uma completa recuperação, desde que a pessoa seja atendida em menos de 4 horas e meia. “Muitos pacientes acometidos de AVC, chegam na emergência, acabam sendo atendidos tarde, em razão da concorrência com a demanda de outros casos graves, e sem poder falar, têm agravada a situação”, aponta o médico Marcelo Conrad. Com a publicação da Portaria, o serviço irá contar com recursos do próprio Ministério da Saúde, em torno de R$ 140 mil por mês, o que garante o pleno funcionamento. Serão pelo menos quatro técnicos por turno.


Imagens: Greick Pacheco – Ascom

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