Polícia prende acusados de tortura na Serra

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Três pessoas suspeitas da prática do crime de tortura foram presas pela Polícia Civil de São Joaquim nesta sexta-feira (01), através da equipe liderada pelo delegado Jackson Guasselli Pessoa, com o apoio da delegacia de Urubici. Os suspeitos tiveram a prisão preventiva decretada após investigação que apura a prática dos crimes de tortura, roubo, porte ilegal de arma de fogo e usurpação da função pública.

O CASO É O SEGUINTE

Durante as investigações que apuravam um crime de furto, ocorrido na cidade de São Joaquim, no dia 29 de julho, foi constatado que 4 indivíduos, a mando da vítima do crime de furto, abordaram uma pessoa que acreditavam ser suspeita. Mediante o emprego de violência física e psicológica, inclusive com a utilização de arma de fogo e ameaças de morte, exigiram que esta confessasse a prática do crime. A vítima, no dia seguinte, foi até a Delegacia de Polícia e relatou todo o ocorrido, ficando constatado, inclusive, que ela não teve qualquer participação no crime de furto.

OUTRA VÍTIMA

Passados alguns dias, uma segunda pessoa foi torturada pelos suspeitos. Ela estava no interior de um bar, quando 3 homens chegaram no estabelecimento, em um veículo particular, identificaram-se na portaria como sendo Policiais Civis, sequestraram a vítima e a colocaram no interior do veículo. Dentro do veículo, portando arma de fogo, levaram a vítima até um sítio, no interior do município, onde, juntamente com a pretensa vítima do crime de furto e outros indivíduos, foi brutalmente agredida.

TORTURA E ROUBO

O homem, de 31 anos de idade, foi torturado das mais variadas formas, por cerca de 15 minutos. Os suspeitos exigiam que ele confessasse a prática do crime de furto e “desse conta” dos bens subtraídos. Durante os atos, os suspeitos ainda roubaram a carteira da vítima, contendo documentos pessoais e cerca de R$ 430,00, além de um telefone celular.

20 KM NUMA CAÇAMBA

Após diversas agressões e ameaças com o emprego de arma de fogo, os suspeitos colocam a vítima na caçamba de uma caminhonete, percorreram aproximadamente 20 quilômetros e a puseram em liberdade num local ermo, a cerca de 15 quilômetros da cidade de São Joaquim. As diversas lesões sofridas pela vítima foram confirmadas por exame pericial que já faz parte do inquérito policial.

VIGILANTES DE URUBICI

O delegado Jackson Guasselli Pessoa destaca, ainda, que ambas as vítimas da tortura não tiveram qualquer participação no crime de furto. Dois dos suspeitos são funcionários de uma empresa de vigilância e monitoramento localizada na cidade de Urubici. Trata-se, segundo o delegado, de um fato gravíssimo, até mesmo em razão de os suspeitos terem se apresentando como policiais civis, denegrindo a imagem da instituição com a prática de atos inadmissíveis no ordenamento jurídico brasileiro.

Depois de ouvidos na Delegacia de São Joaquim, os acusados estão sendo encaminhados para o presídio de Lages

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