HTR: Funcionária serve ovo e perde emprego

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A gente evita invadir muito a pauta dos colegas até para não ficar tudo muito igual na repercussão das coisas da paróquia. Entretanto, um assunto que a gente ficou meio distante merece um que dó aqui na página.

O QUE OCORREU?

No final de semana um paciente reclamou de ter recebido ovo ao invés de carne no almoço para doentes no Hospital Tereza Ramos. O assunto repercutiu e a empresa terceirizada que serve a alimentação no hospital emitiu nota onde tratou de se explicar.

CONSEQUÊNCIA

Por causa do ocorrido, vejam só, a empresa teria demitido a funcionária que serviu ovo frito ao invés da carne (porque teria faltado carne para todos os pacientes). Ou seja, a empresa terceirizada segue a peleia e a moça que tratou de buscar uma solução, trocando o ovo pela carne (porque era possível fazer isso), acabou ficando sem emprego. Absolutamente lamentável que a corda arrebente no lado mais fraco.

A direção do hospital não tem nada a ver com o assunto porque se trata de empresa terceirizada, mas que é lamentável, não tem dúvida!


CONSIDERE-SE ESSE CONTRAPONTO

Recebo lá na rede social um contraponto do paciente que exteriorizou a situação relacionada à refeição no hospital. Trata-se de Ângelo Cordioli, cidadão bastante consciente de deveres e direitos. Garante – e ele tem razão – que tudo que fez foi exteriorizar uma situação irregular. E atribui à empresa a responsabilidade. Havíamos escrito que, por vias transversas, ele tinha ajudado a causar a demissão da moça, mas é incorreta essa nossa interpretação. Até porque, se prevalecer tal lógica, ninguém poderia mais reclamar de nada. Por outro lado, o colega Kiko Ranzolin pondera que a direção do hospital Tereza Ramos tem sim responsabilidade pelo conjunto dos fatos, já que é responsável por supervisionar o serviço terceirizado. Lógica que também prevalece nas palavras de Kiko.

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