Alesc: Colombo tratora e Coruja protesta

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Deputado Coruja se manifestou contra um fato que vem se repetindo na Assembleia Legislativa, onde a exceção foi transformada em regra: projetos de repercussão social, administrativa e política não tramitam nas comissões técnicas, como determina o Regimento Interno da Alesc e vão à votação diretamente em plenário.

DOIS PROJETOS

Na véspera do feriado, em sessão tumultuada, dois projetos de lei foram votados: PL 349/17, que autoriza operações de crédito e renegociação da dívida catarinense com a União; e o PL 350/17, que estabelece teto de gastos públicos, limitados aos índices inflacionários. Coruja lamentou a falta de oportunidade para o debate:

“São duas matérias de grande impacto no serviço público e na população e que foram encaminhadas diretamente ao plenário sem análise de mérito nas comissões de Finanças, Trabalho e Administração e Serviço Público”.

Coruja em plenário discutindo pontos dos projetos aprovados pela maioria que Colombo tem na Alesc

‘QUE ATRASE UMA PONTE’

Coruja lembrou que o Estado arrecada tributos da população e que os setores essenciais, como educação, saúde e segurança não recebem o necessário para que funcionem de forma eficaz. “E o governo, quando se vê em dificuldade, a primeira coisa que faz é achatar a remuneração dos servidores dessas áreas, daqueles que recebem os menores valores”.

Coruja foi além dizendo que “se o governo está em crise financeira, e não é o que diz, temos ouvido o contrário, que atrase uma ponte, que atrase uma estrada, que atrase uma obra – antes do progresso precisamos de desenvolvimento”.

DRESCH COMBATEU PROJETO

Deputado Dirceu Dresch disse que a bancada petista não concordou e por isso votou contra o PL 350/17. Matéria estabeleceu teto de gastos públicos, congelando gastos e investimentos do governo catarinense. “Governo Temer empurrou de goela abaixo e o governador Colombo aceitou. É uma política criminosa que resultará em estagnação e precarização dos serviços públicos. O que está ruim vai ficar pior”, argumentou Dresch. Com 23 votos a favor e sete contra o projeto foi aprovado.

 TRATORAÇO DE COLOMBO

Segundo Dresch, ocorreu um verdadeiro “tratoraço” na Alesc por parte do governo, uma vez que o PL 350 mexe profundamente com a vida dos catarinenses:

“Renegociar dívidas por juros menores é importante, mas não nesses termos que serão nefastos à sociedade. O Estado ficará engessado, proibido de investir na melhora do serviço público, fazer novas contratações, mesmo com aumento da arrecadação. O salário dos servidores ficará dois anos sem ganho real. Não permitir o debate é proibir o processo democrático”.

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