R$ 5,7 milhões: Grupo Koch quer escritura

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Há certa pressão para que a Prefeitura de Lages assine e entregue a escritura pública do terreno no distrito de Índios para o Grupo Koch implantar o empreendimento Lages Business Park (prospecto acima). Até o vereador Maurício Batalha (PPS) se colocou a fazer um pedido de informações para saber como andam os encaminhamentos do empreendimento.

PORÉM

Trocamos dois dedos de prosa com o prefeito Ceron para saber o que está pegando. E a palavra que resume a questão é cautela. “Não estou lidando com algo meu, mas com um patrimônio da cidade. E por mais vantajoso que represente ser para o município é indispensável que estejamos cercado de segurança jurídica. E não sou eu que estou decidindo, mas minha área técnica, a Procuradoria”, aponta Ceron.

A QUE O PREFEITO SE REFERE?

O Grupo Koch apresentou projeto executivo sobre o futuro Condomínio Empresarial nas margens da BR-282. Mas a área jurídica do município interpretou a documentação apresentada como insuficiente para respaldar aquilo previsto na chamada pública que credenciou o grupo. Daí o parecer não favorável à liberação da escritura que dá posse e domínio ao grupo de investidores. Isso não significou negativa aos empreendedores, mas um aceno para adequações.

ENCAMINHAMENTO

O Grupo Koch encaminhou um documento ao prefeito Ceron onde relata estranhar a posição da área jurídica da prefeitura e cobra a liberação da escritura pública para dar outros passos no empreendimento. Mas a ideia da Prefeitura de Lages é amarrar bem essa liberação até porque, caso o empreendimento proposto não se torne realidade em sua plenitude, a ideia é reverter o imóvel à municipalidade. Ou seja, a posse do terreno pelo grupo é condicionante ao atendimento de tudo aquilo previsto e proposto.

DO QUE ESTAMOS FALANDO?

Essa preocupação do prefeito Ceron e da retaguarda jurídica tem fundamento, considerando que não é um terreninho qualquer que estamos falando. A SC Parcerias comprou o terreno de um empresário de Lages para a Sinotruk, cujo retorno de impostos bancaria o custo do imóvel a ser pago pelo município. Como a montadora não veio, a Prefeitura ficou com a herança da dívida e está tendo que pagar, todo mês, a bagatela de R$ 60.000,00. Isso em 96 prestações. Significa que o terreno que o grupo Koch quer vai custar R$ 5.700.000,00 aos cofres municipais. Valor a ser pago pelo contribuinte lageano.

Prefeito Ceron não diz não à ideia do Condomínio Empresarial. Inclusive já esteve em Florianópolis com representantes do Grupo Koch discutindo o assunto. Mas tem se cercado de cautela para dar andamento à transferência do imóvel ao grupo de investidores

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