Acil: Qual a situação da área ao Grupo Koch?

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Cautela, cautela e cautela.

É o que move a Prefeitura de Lages em relação à doação do terreno às margens da BR-282 para o Grupo Koch. O patrimônio público e do município que está custando aos cofres R$ 5.760.000,00 – pagos em 96 parcelas de R$ 60.000,00 – é para ser entregue, com escritura e tudo para o referido grupo para que implante no local o empreendimento denominado Lages Business Park. Porém, há certas precauções que estão sendo estudadas, antes de entregar à área aos investidores.

CRÍTICAS À PROCURADORIA

Embora esteja no sagrado papel de agir com calma e cautela, o advogado Agnelo Miranda, Procurador do Município de Lages tem sido alvo de críticas. Como se ele decidisse sozinho as questões relacionadas a pareceres e encaminhamentos jurídicos. “Tudo será encaminhado, mas a partir de análise criteriosa e técnica. A preocupação é apenas proteger aquilo que é da coletividade. Se está tudo certo, continuará certo”. Teria sido a manifestação do Procurador que tem sido discreto e economizado palavras sobre o assunto.

PREFEITO JÁ SE MANIFESTOU

Sobre o assunto conversamos semana passada com o prefeito Ceron. Ele se posicionou na mesma linha do Procurador do Município. Não existe um NÃO ao projeto ou aos investidores, mas um cuidado para defender o interesse da coletividade e inclusive do próprio Grupo Koch para que se resguarde garantias para os dois lados.

ASSUNTO CHEGOU À ACIL

Segundo a Assessoria da Acil, esse assunto trouxe preocupação aos diretores da entidade. Tanto que receberam nesta semana a visita do secretário Mário Hoeller (Desenvolvimento Econômico) que se posicionou na mesma linha do Procurador aos empresários. “Talvez seja excesso de zelo. Mas é preciso ter cuidado com a coisa pública”, ressaltou Marião.

Secretário Marião na reunião com a diretoria da Acil esclarecendo as razões do município não ter, ainda, assinado e entregue a escritura da área que vale R$ 5,7 milhões para o Grupo Koch interessado em implantar um condomínio empresarial em Índios, nas margens da BR-282

PENDÊNCIAS, SEGUNDO MARIÃO

Com relação a garantia contratual, secretário Mário Hoeller falou que consta na lei da licitação a necessidade da empresa fazer um depósito caução como garantia, o que deveria ter sido feito na época da licitação e ainda está pendente. Mas o Grupo Koch contesta a necessidade dessa garantia. Outro fato que estaria pendente, segundo o secretário, é que existem nascentes de água que não foram observadas no projeto executivo e precisa um reestudo destas áreas. “São pelo menos 6 nascentes apontadas pelo Governo do Estado”.

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