Erros atrasam liberação do corpo de menino

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No grupo interno de troca de informações e pautas da Clube FM o colega Daniel Goulart faz um relato absolutamente triste. Trata-se da lamentável ocorrência que resultou na morte do menino Pedro Henrique Padilha, 14 anos. Ele jogava futebol com colegas no bairro Santa Mônica. Por volta das 15 horas da segunda-feira, 04, ele deixou o campo para tomar água. Acabou sofrendo um mal súbito e vindo a óbito no local.

DEMORA E DEMORA

Além da lamentável fatalidade, aumentou a tristeza e inconformismo de amigos e familiares a demora dos procedimentos. O corpo do menino ficou estendido no local desde o momento do ocorrido (pouco após as 15h) até depois das 18 horas. Bombeiros estiveram no local onde permaneceram à espera de técnicos do IGP. Porém, perto das 18 horas o IGP informou que, por se tratar de morte natural, não precisa de perícia técnica, cabendo ao serviço funerário a remoção do corpo. O pessoal do IGP não está errado nessa interpretação. O problema foi a demora para informar isso.

CALVÁRIO PARA LAUDO

Passava das 7 da noite e o colega Daniel Goulart recebeu a ligação dos familiares do menino. Estavam desesperados. A funerária levou o corpo ao Pronto Atendimento para que o médico desse o laudo da causa mortis. A atendente encaminhou o caso para o Hospital Seara do Bem. Lá no hospital disseram que precisava procurar a Unidade de Saúde do bairro onde o menino morava. O próprio Daniel Goulart foi ao Hospital Infantil, onde não foi atendido.

SOLUÇÃO COM A SECRETÁRIA

O comunicador da Clube FM fez contato coma Secretária Odila Waldrich (Saúde) que orientou para levar o corpo do menino ao Pronto Atendimento. Há um decreto apontando que, nesses casos, um médico plantonista emite o laudo. Isso ocorreu e às 21h15min o corpo foi liberado aos familiares para o velório. “Quase seis horas com a criança para cima e para baixo”, lamentou com razão Daniel Goulart. Nesse caso a Secretária Odila interferiu e corrigiu porque, quando o Posto de Saúde do bairro está fechado, cabe ao Pronto Socorro a providência.

Colegas de Pedro Henrique aguardando o desdobramento, enquanto o corpo do menino permaneceu 3 horas à beira do campo de futebol. Uma CVO – Central de Verificação de Óbitos em Lages iria superar toda essa situação de demora que tanto angustia familiares quando da perda de um ente querido.

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