Lages: Quase pedido de socorro de ciclistas

7
1309

Alessandro Castilhos que, sempre que pode, dá umas pedaladas nas veredas de Lages e da Serra Catarinense compartilha uma constatação positiva e outra preocupação:

“Não é por nada não, mas um exemplo para ser seguido pelas autoridades lageanas, políticos que só pensam no que lhes convém, governo com falta de respeito pela população, sem falar em saúde, mobilidade, preservação. Em Capão Alto uma ciclovia e lugar de caminhada de verdade, com largura adequada bem sinalizada e atravessa a cidade toda. Sigam o exemplo e por favor faça algo por aqueles que os elegeram. Um lugar para começar é o acesso norte de Lages (Avenida Juscelino Kubitschek de Oliveira – Vila Maria, Lages – SC).

REFERÊNCIA À SEGURANÇA DE CICLISTA

O que Castilhos se refere e sua ponderação tem uma quantidade considerável de pessoas concordando, é a falta de espaço com segurança para ciclistas pedalarem em vias lageanas. Citam o Acesso Norte, cujo acostamento é um Deus nos Acuda. Referem-se também ao acesso à SC-114 pela Penha (um horror!) além de outros locais igualmente esquecidos em termos de providências para ciclistas.

RISCO DE ACIDENTES

Tenho um colega de trabalho que está no ‘departamento médico’ faz algumas semanas porque acabou sendo jogado para fora da pista onde pedalava por um caminhão. Esse é o risco constante de quem insiste em praticar algumas pedaladas nos arredores de Lages. Excetuando os 5.800 metros das vias marginais da BR-282, não há outro espaço seguro (embora nem esse citado seja tão seguro) para pedalar. Daí que faz sentido o exemplo em Capão Alto citado pelo Alessandro Castilhos.

Observe como ficou a SC-390 no perímetro urbano de Capão Alto com uma ciclofaixa delimitando espaço a pedestres e ciclistas

Tudo devidamente sinalizado e pintado, indicando o local para ciclistas e pedestres utilizarem, sem precisar dividir a pista de rolamento com veículos

COMPARTILHAR

7 COMENTÁRIOS

  1. Não vale a pena investir recursos para esta finalidade. Em Lages, é dinheiro jogado fora. Vide exemplo da Av D. Pedro II. Tem uma ciclovia bem feita e sinalizada. Diariamente percorro-a de carro. MAIS DA METADE dos ciclistas dispensa a via a eles destinada e desafia o trânsito dividindo espaço com os veículos na faixa de rolamento. Dia desses, num semáforo, gentilmente abri o vidro e falei para um destes (todo paramentado, em uma “bike” de competição daquelas bem caras)sobre a ciclovia e gentilmente recebi como resposta um delicado “vá tomar no %$”. Lamentável. Os recursos devem ser investidos onde valha a pena.

    • Com todo respeito mas o Sr não entende nada de ciclovias assim como o desinformado que projetou e o sem noção do que autorizou a referida ciclovia, uma bicicleta tem guidão com 70cm de largura amendoim assim para passa uma bicicleta pela outra teríamos que ter 140cm no mínimo é a “ciclovia” da dom Pedro tem 100 cm, segundo só com bicicleta apropriada para andar entre buracos e falta de tapoes de bueiros nesta ciclovia, outra questão é, se não vale a pena investir em mobilidade urbana, saúde que a prática de exercícios físicos traz, preservação do meio ambiente a começar pela camada de ozônio, menos poluição sonora, economia pública em energia limpa e sustentável, sem contar que o respeito deve ser mútuo, sendo amparado por lei, ciclista tem direito em andar na pista de rolamento e o deve fazer onde não a ciclovia apropriada ou sem condições, Ao contrário do que muita gente acredita, o texto do Código Brasileiro de Trânsito valoriza essencialmente a vida, não o fluxo de veículos. Órgãos de trânsito têm obrigação de garantir a segurança de ciclistas:

      Lugar de bicicleta é na rua, no sentido dos carros e nas faixas laterais da via (inclusive na esquerda, embora geralmente seja bastante perigoso). E com preferência de uso da via.

      Art. 58. Nas vias urbanas e nas rurais de pista dupla, a circulação de bicicletas deverá ocorrer, quando não houver ciclovia, ciclofaixa, ou acostamento, ou quando não for possível a utilização destes, nos bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação regulamentado para a via, com preferência sobre os veículos automotores.

      Art. 21. Compete aos órgãos e entidades executivos rodoviários da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, no âmbito de sua circunscrição:
      II – planejar, projetar, regulamentar e operar o trânsito de veículos de pedestres e de animais, e promover o desenvolvimento da circulação e segurança de ciclistas.
      Art. 29. O trânsito de veículos nas vias terrestres abertas à circulação obedecerá às seguintes normas:
      (…)
      § 2º Respeitadas as normas de circulação e conduta estabelecidas neste artigo, em ordem decrescente, os veículos de maior porte serão sempre responsáveis pela segurança dos menores, os motorizados pelos não motorizados e, juntos, pela incolumidade dos pedestres.
      Colar na traseira do ciclista ou apertá-lo contra a calçada é infração grave:

      Art. 192. Deixar de guardar distância de segurança lateral e frontal entre o seu veículo e os demais, bem como em relação ao bordo da pista, considerando-se, no momento, a velocidade, as condições climáticas do local da circulação e do veículo:
      Infração – grave;
      Penalidade – multa.

      Saiba mais
      Depoimento de uma motorista
      O carro deve dar preferência de passagem ao ciclista quando ele já estiver atravessando a via, mesmo se o sinal abrir:

      Tirar fina é infração média (além de perigosíssimo para o ciclista):

      Art. 201. Deixar de guardar a distância lateral de um metro e cinqüenta centímetros ao passar ou ultrapassar bicicleta:
      Infração – média;
      Penalidade – multa.
      Art. 220. Deixar de reduzir a velocidade do veículo de forma compatível com a segurança do trânsito:
      (…)
      XIII – ao ultrapassar ciclista:
      Infração – grave;
      Penalidade – multa.

      Se pesquisar tem mais, acredito bastar para mostrar o direito e dever de cada um, obrigado
      #respeitopelociclista

  2. Vladimir, existe uma legislação sobre andar ou não na ciclovia. Não compactuo e não defendo, bem pelo contrário, repudio a falta de respeito deste ciclista que lhe ofendeu, mas, a ciclovia é feita para bicicletas até a velocidade de 20km/h. Não sei se foi este o caso, mas, se o ciclista estiver acima desta velocidade ele deve andar na via dos carros, respeitando as regras de trânsito.

  3. Edson parabéns pela reportagem. Sou ciclista e não temos estrutura segura em Lages para pedalar. São vários fatores:
    – problemas das vias públicas,
    – problemas de desrespeito dos motoristas de carro, ônibus e caminhões
    – problemas de desrespeito das regras de trânsito por parte dos ciclistas.
    Mas, o acesso norte e o acesso da Brahma são muito, mas muito perigosas. Às vezes que tive sustos foram exatamente no acesso norte. Tanto é que, faz muito tempo, evito-a.
    Não estou falando só dos ciclistas, mas as pessoas que caminham por estes trajetos estão em risco constante.
    Ha necessidade de resolver este problema. Parece haver consciência do poder público tanto é que anunciaram alguma melhoria, mas nada para resolver definitivamente o problema. Gde abç

  4. Argumentos inválidos para o desrespeito dos ciclistas. Falo do DESRESPEITO dos ciclistas. Sobe respeitar a lei, respeito-a e completo este ano 28 anos de habilitação profissional D sem nenhum envolvimento em acidente. Nunca atropelei ciclistas mas JÁ FUI “ATROPELADO POR UM CICLISTA” : consegui ainda parar o carro antes de ser atingido por um ciclista. Prejuízo MEU. Ah ! Também tenho uma BIKE para passear de vez em quando. Volto a dizer: O DESRESPEITO DOS CICLISTAS é o problema.

  5. Amigo Edson Varela. Infelizmente o projeto da ciclovia da D. Pedro II é uma piada. Estreita, rebaixada e com piso de lajotas. tudo errado. Por estes erros de projeto, os ciclistas se sentem mais seguros andando fora da “ciclovia”, se é que assim pode ser chamada. O ciclismo é reconhecidamente uns dos melhores tipos de transporte porém também é o de maior risco para acidentes. Temos muitos espaços que podem ser aproveitados pois às margens das rodovias, onde o mato cresce, tem áreas públicas e a implantação de ciclovias é de baixíssimo custo. Falta empenho da comunidade e visão dos governantes. Acho que os ciclistas de Lages deviam se unir para elaborar um plano básico e apresentar aos governantes.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here