PIB: De onde vem a riqueza de Lages?

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Uma mastigadinha básica nos dados sobre o PIB divulgados pela Fecam permite uma ideia mais detalhada sobre a origem da riqueza que forma o Produto Interno Bruto de Lages. Os dados confirmam que o município tem muito para crescer em termos de agronegócios e a indústria lageana, embora forte, está longe daquilo que representa a prestação de serviços.

PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS

É disparado o setor que agrega maior geração de riquezas que forma o PIB. Inclui-se nesse setor o polo universitário, a fortidão do comércio e os excelentes serviços (clínicas, consultórios, hospitais) da área de saúde. A prestação de serviços soma R$ 2.927.168.507,00 que contribuem para o PIB.

Instituição como o Centro Universitário Unifacvest são prestadores de serviços que  contribuem para a geração de riquezas para o município

INDÚSTRIA VEM DEPOIS

Na sequência da prestação de serviços em suas diversas variantes, é a indústria o segundo setor que mais contribui para a geração de riquezas e formar o PIB de Lages. Da unidade da Ambev ao setor madeireiro, passando pelo metal mecânico e outras áreas também fortes, a indústria totaliza R$ 1.211.576.858,00 de acúmulo de riquezas para formar o PIB paroquiano.

Ambev é uma gigante no retorno de impostos, mas a indústria gera pouco mais de 1/3 do PIB se comparado com a prestação de serviços em Lages

MAIS DE MEIO BILHÃO DE IMPOSTOS

O montante de R$ 562.121.528,00 é o arrecadado em impostos diversos e que contribuem para a formação do PIB lageano. Realidade que é possível alterar, com aumento da produção e fomento a outros setores da economia.

SABE QUAL É ÚLTIMA?

ELA, A AGROPECUÁRIA

Vendida como a grande solução para a economia lageana – e ninguém duvide porque é mesmo – a agropecuária, proporcionalmente, representa muito pouco. Considere, por exemplo, que em São Joaquim a agropecuária é o que mais dá retorno para formar o PIB. Em Lages, no entanto, é apenas o quarto (e último) setor na formação de riquezas. A totalização da agropecuária para ajudar formar o PIB não chega nem a R$ 100 milhões. Para ser mais exato são R$ 88.525.358,00.

Agricultura e pecuária têm contribuição bastante modesta na formação do PIB de Lages

TOTALIZAÇÃO

Se você pegar esses quatro setores e somar, chegando a R$ 4.789.392.251,00 vai saber que essa é a soma de riquezas produzidas em Lages no ano de 2015, conforme dados oficiais do IBGE divulgados  pela Fecam. Esse montante se comparado com o ano anterior (2014) apresentou uma queda de 1,19%. Ou seja, a crise afetou a paróquia em 2015.

RANKING

Considerando os maiores PIBs de Santa Catarina, o município de Lages fica em 12.º. Perde (pela ordem) para Balneário Camboriú, Brusque, Palhoça, Jaraguá, Criciúma, Chapecó, São José, Blumenau, Florianópolis, Itajaí e Joinville. A título de comparação, o PIB de Joinville é superior a 5 vezes o tamanho do de Lages.

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7 COMENTÁRIOS

  1. “Eita Lages véia!”, mais uma vez perde participação na economia do estado. Aquilo que mais escutamos nos círculos empresariais é:

    “Florianópolis, Florianópolis, porque lá em… Onde? Florianópolis! Tudo é diferente!”

    Já, na hora de “abrir a mão” pra investir:

    – “Mas é caro, não vale a pena, são 50 reais!”.

    Final de ano, o Mr. desfila com um novo automóvel de 150.000 reais.

    Essa parece ser a “lógica Lageanensis”, nenhum investimento na cidade, somente choradeira, dizendo que lá em Florianópolis sim, tudo é diferente.

    Se, durante o verão vocês andarem por Balneário Camboriú ou até mesmo Meia Praia, verão muitos “carrões” (alguns de marcas alemãs $$) e placas de… Lages!

    Não falta dinheiro na cidade amigos, parece que falta um certo espírito empreendedor empresarial, que vemos em lugares como Blumenau, Joinville, Caxias do Sul, Chapecó.

    Enquanto isso, continuamos com a “Lógica Lageanensis”:

    – “Mas é caro”.
    – “Não vale a pena”.
    – “Esse funcionário ganha muito”.
    – “Isso não dá 500% de retorno, logo é inviável”.

    E por aí vai.

  2. Complexo de viralatas é claro que esta ideologia de reclamar vale a pena, Nereu Ramos tinha uma pequena casa no centro de Lages que caiu, na Beira Mar de Florianópolis possuía várias mansões caríssimas, somos pobres porque alguns pseudo empresários e especuladores ganham com isso a acumulação em pouca mãos e a ignorância política abunda e com certeza é altamente lucrativa a cidade ser pobre, o poder concentra.

  3. Somos pobres por varias razões… mas duas delas se destacam: (i) analfabetismo político crônico que nos levaram a eleger e reeleger sistematicamente demagogos e incompetentes nos últimos 20 anos (com raríssimas exceções)… a maioria pertencente a um mesmo ciclo familiar ou de amizade; e (ii) somos a capital dos vanguardeiros do atraso… parece-me que a vanguarda do atraso em peso, decidiu formar uma indestrutível egregora em Lages…

  4. Concordo com Névio, Moacir e Rui. Corroboro o pensamento do trio. Viemos de cultura que em Lages nada dá. Nada evolui. Se formos para o Litoral achamos tudo lindo e maravilhoso e até comentamos ” – Porque não se faz em Lages também”, porém quando se começa a criar em Lages algo parecido começam se colocar “pontas”. Quer sejam em grandes projetos ou coisas simples. Exemplos : viajamos para Florianópolis e vamos aos shoppings , estacionamos dentro deles e não reclamamos em pagar, aqui rejeitamos e reclamamos pagar o estacionamento ao ponto de estacionar ao lado de fora. Clamamos por um centro administrativo da Prefeitura (não me referindo aos valores) reclamamos, dizemos que é demais para Lages. Muitas coisas somos culpados também, pois reclamamos de mais de nossa terra e preferimos e exaltamos as terras vizinhas.

  5. Sim Jony, isso é um complexo de inferioridade e se torna nefasto no sentido de que nos satisfazemos com pouco ou algo simples e isso cria um obstáculo para que coisas mais modernas sejam aqui colocadas, faltamos a noção de modernidade e como nosso poder aquisitivo é baixo, queremos economizar em tudo, não é só em Lages, mas isso ocorre na serra como um todo, o ultimo bastião de desenvolvimento na terra, o progresso chega em todos os lugares mas ele para na fronteira da serra, mudar os hábitos antigos do serrano cria um medo terrível e preferimos ficar ao léo das transformações que a sociedade passa, e sem poder aquisitivo o cara fica em casa, não consome, não se gera empregos, mas geramos empregos em Itapema, Camboriú e Florianópolis.

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