Lages: Ano começa com dois crimes sexuais

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Acompanhamos pelo grupo Notícias no Ato dois episódios envolvendo crimes sexuais neste começo de ano em Lages. Uma criança de 5 anos teria sido vítima de atentado violento ao pudor num dos casos. O autor seria portador de problemas mentais. Salvo melhor interpretação, a condição de quem comete esse tipo de ato não retira na íntegra a culpabilidade. A reduz por consequência dos transtornos, tornando-o semi imputável, mas não zera a responsabilidade.

E…

Logicamente que o assunto não pode ser tratado no achismo, dependendo de laudo pericial e exames relacionados. Mas o que não pode é a sociedade conviver com esse tipo de situação, sem providências. Considerando o trauma que qualquer ato de atentado violento ao pudor causa em uma criança.

AMEAÇA E ESTUPRO

Outro caso que chama atenção em vários aspectos é de uma menor ter sido vítima de estupro domingo, em uma casa em ruínas nas imediações do Hospital Tereza Ramos. Aponta o boletim de ocorrência registrado pela mãe, que um homem, mediante grave ameaça levou a menor até local ermo, consumando o ato criminoso.

TRAUMA COM EXPOSIÇÃO

Desse delito, chama atenção o quanto estamos despreparados para tratar sobre o assunto. O print com o Boletim de Ocorrência, com o nome da vítima exposto, circulou nas redes sociais. Constitui-se ago tão grave tal exposição que, para termos ideia, o crime de estupro é condicionado à representação. Significa que para não ter a intimidade (a identificação) exposta, à vítima é dada a opção de, se quer, entrar com ação penal contra o autor. E, no entanto, as publicações exteriorizam o nome da pessoa violentada, aumentando mais seu trauma.

O recado acima é sempre oportuno. E a discrição para tratar o assunto envolvendo a vítima é fundamental

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1 COMENTÁRIO

  1. O desrespeito que os agentes tratam as mulheres que relatam ser vítimas de violência ficou explícito neste print do BO. Quem tem acesso a estes documentos? não está em nenhum portal da transparência, portanto o responsável pelo “vazamento” está dentro da delegacia. Este foi um dos assuntos discutidos pela Câmara de Vereadores em audiências públicas sobre a Violência Contra a Mulher, os agentes estão despreparados para atender estes casos, em sua maioria são eles mesmos violentos (violência psicológica), arrogantes, discriminadores e preconceituosos.

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