Lages: ‘Iminência de crise’ cancela carnaval?

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Prefeitura de Lages informou na metade de janeiro que o carnaval de rua não aconteceria porque as escolas não haviam acenado interesse diante da impossibilidade de receber dinheiro público que ajudasse a custear despesas diversas. Algo coerente, isentando a resposta do Paço pelo não reinado de momo na paróquia.

MAS

Na mesma informação foi dito que estava em estudo a prefeitura garantir a estrutura prometida (sonorização e etc) para duas noites carnavalescas na Praça Joca Neves. Depois veio outra informação onde o Paço desmentia o próprio Paço informando que não havia essa história de noite carnavalesca na Joca Neves. Esse descompasso reinou nos últimos dias.

AGORA A OUTRA INFORMAÇÃO

Giba Ronconi informa pela Secom que se chegou a pensar numa festa no bairro Habitação (não na Joca Neves). “Nunca com uma posição oficial por parte da Fundação Cultural de Lages”. Numa saída politicamente correta, a prefeitura lança mão de uma recomendação do Ministério Público de Contas para que as prefeituras que estão à beira de crise financeira, procurem se abster de realizar carnaval. Naturalmente, que a recomendação do MPC é meramente sugestiva, visto que não há poder dessa estrutura administrativa para isso.

TRECHO DA NOTA DO

MINISTÉRIO PÚBLICO DE CONTAS

” (…) caso esteja enfrentando – ou na iminência de enfrentar – qualquer tipo de dificuldade financeira que implique em restrições na prestação de serviços públicos de saúde, educação ou segurança, bem como com relação ao pagamento da remuneração de seus servidores e prestadores de serviço, abstenha-se de realizar qualquer despesa relativa à realização do Carnaval 2018″.

GIBA RONCONI CONCLUI

“Em conversa com o prefeito em exercício Juliano Polese, o prefeito Antonio Ceron, o procurador Agnelo Miranda e o secretário Antonio Cesar Arruda, decidimos acatar a recomendação do Ministério. Assim, podemos trabalhar junto com as escolas e amantes do carnaval para que um possível evento em 2019 esteja dentro do que a sociedade espera”.

Giba com a recomendação do MPC, mas com uma incorreção: A recomendação não é para a prefeitura de Lages não bancar gastos para a realização do carnaval. A recomendação é  para todas as prefeituras de SC. E não especificamente Lages.

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2 COMENTÁRIOS

  1. Coisa tenebrosa ou nossos homens do ministério público são seminaristas ou evangélicos para darem lição de moral, se carnaval gera despesas então não gastem com o Natal ou Ano Novo, ou criaram esta moda terrível de proteger as pessoa de bem ou a família, daqui a pouco temos ue pedir autorização para comemorar aniversário ou qualquer outro evento, coisa feia, nunca pensei que o MPF fosse tão conservador, será o efeito Temer ou Bolsonaro, imagine a Capital ficar sem Carnaval, aqui se metem em tudo.

  2. Como Lages tem dois setores principais que são o setor de comércio e serviços e o setor público, pois Lages é essencialmente uma cidade de servidores, o arrocho salarial imposto pelo governo do estado prejudicou diretamente a economia lageana, eu por exemplo estou perdendo 2000 no meu ordenado, e vc acha que estes 2000 vão fazer falta a onde, no meu bolso? Claro que sim, mas também não vai parar no caixa do supermercado, no posto de gasolina ou num investimento para fazer empregos, dai vem a crise, pois sem dinheiro a economia não roda, não rodando as pessoas compram menos casas, terrenos e também nem pensam em pagar impostos.

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