Aposentados da Acil e Fiesc querem reforma

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O que o presidente da Fiesc, Glauco Corte, o presidente da Facisc, Jonny Zulauf e o presidente da Acil, o lageano Sadi Montemezzo, têm em comum?

Eles lideram através das entidades que comandam a cruzada em defesa da Reforma da Previdência. O regramento proposto pelo governo prevê, entre outras medidas, a elevação gradativa da idade mínima para se aposentar. Num futuro próximo, mulheres se aposentarão somente com 62 anos e homens com 65. Mas as três lideranças empresariais têm mais em comum: são todas aposentadas.

ISSO MESMO

Tanto Montemezzo, quanto Zulauf e Glauco Corte são aposentados pelo INSS. Um deles, inclusive se aposentou com 48 anos de idade. Assim é fácil defender a reforma, impondo regras que irão afetar os outros, já que todos estão devidamente aposentados, sem depender que esse regramento proposto os atinja. Não comparando é igual aquela frase de Chico Anysio: ‘Só defende o controle de natalidade quem já nasceu’.

Presidente da Fiesc, Glauco Corte, aqui ao lado de Temer, apoiando a reforma previdenciária e aposentado

OBSERVE QUE…

Não existe absolutamente nenhuma irregularidade no fato dos líderes empresariais serem aposentados. Eles obtiveram os respectivos benefícios porque contribuíram para tanto. Apenas soa destoante o fato de defenderem a mudança de regras de aposentadoria após se beneficiarem delas.

 

SOBRE O ASSUNTO

Nesta segunda-feira, 05, o COFEM – Conselho das Federações Empresariais de Santa Catarina, emitiu manifesto em apoio à reforma:

“O Conselho das Federações Empresariais de Santa Catarina (COFEM) manifesta seu apoio à Reforma da Previdência. Com o envelhecimento da população, a tendência é que o atual déficit da Previdência aumente, comprometendo as aposentadorias. A adequação das regras previdenciárias à atual expectativa de vida brasileira é, assim, medida essencial para o necessário ajuste fiscal das contas públicas. Além disso, é chegada a hora de tratar com mais igualdade e transparência as aposentadorias públicas e privadas. O COFEM conclama os parlamentares catarinenses a aprovar a Reforma da Previdência, como medida imprescindível à sustentabilidade do sistema previdenciário, garantindo o direito à aposentadoria a esta e às futuras gerações, e criando um ambiente mais favorável aos investimentos e à geração de empregos”.

Presidente da Fiesc, o aposentado Glauco Corte, na reunião da segunda-feira, 05, quando foi emitido manifesto de apoio à reforma (Imagem: Filipe Scotti/Fiesc)

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7 COMENTÁRIOS

  1. Se êste aposentado com 48 anos fôr quem estou pensando, prova mais uma vez que nada no Brasil é sério. O cara nunca trabalhou na vida, de carteira assinada, taí, tem uma têta, vive às custas dos menos favorecidos e está aposentado. É agora quer ferrar quem trabalhou, e deseja se aposentar. Não perde por esperar…..o inferno é aqui mesmo.

  2. É muito fácil pagar 420 meses, e receber por 180 meses (expectativa de SC
    79,8 meses), é matematicamente vergonhoso essa proposta, quem contribuiu (35 anos homem/30 anos mulher) já é roubado pelo desconto referente ao fator previdenciário. Nessa lógica é importante começar a trabalhar só com 30 anos ou mais e viver nos programas sociais ? Não contribuir o minimo (15 anos) e já se aposentar só com 60% ? Lembrando que não há como fugir, as empresas são obrigadas a descontar e pagar, caso contrario assumem o ônus desta conta. Voltando aos valores, contribuição em 420 meses R$ 97.442,00 (R$ 232,00 de contribuição), simulem em um banco para terem um choque de realidade e tirarem suas próprias conclusões, MATEMÁTICAS, e por favor compartilhem esse é nosso compromisso enquanto cidadão, cobrar verdadeiras respostas e não esse discurso politico sem base e vergonhoso.

  3. Todos eles com seus carrões e poupança milionárias falando do pobre exaurido.

    em 35 anos a 0.5% ao mês contribuindo com R$232 dá um total de R$432.526,17 que renderia uma aposentadoria de R$ 2.162,63 ao mês

    em 35 anos a 1 % ao mês contribuindo com R$232 dá um total de R$2.411.127,09
    que renderia uma aposentadoria de R$ 12.055,63 ao mês.

    Ou seja para o pobre e lascado juro zero, para banco mais de 0,5 por cento até 1,5 ao mês. Eu quero que o governo me devolva todo o meu dinheiro que eu e meu empregador colocaram lá a juros de metade do valor que eles pagaram aos bancos, dai eu nunca mais precisaria trabalhar. E isto que nem entrei no mérito do fundo de garantia que é outro problema grave. Concordo em acabar com a previdência e criar contas compulsórias lastreadas em tesouro direto, vc levararia e conta para onde quisesse e pegaria no final uma bolada, agora se levar uma bolada vai ser uma bolada de futebol de salão.

  4. Os comentários acima provam o desconhecimento da proposta de reforma da Previdência. O que a reforma quer fazer é justamente acabar com essa mamata, que hoje acontece.
    Contribuir por 15, 20 anos e se aposentar com salários muito superiores ao teto da previdência. Nada mais justo, que se mude essa prática. Que adianta deixar como está e na hora de nos aposentarmos não ter dinheiro para cobrir nossas aposentadorias. Em algum momento vai ter que doer na carne. Quem devia tá revoltado seriam os servidores públicos e políticos, que se quiserem ter uma boa aposentadoria vão ter que contribuir para a previdência privada. Pelo menos sei que eles vão contribuir e ganhar o mesmo que eu.

  5. Pobre vai entender de tesouro direto, parem de sonharem e voltem para a realidade, com certeza para os padrões de Temer e da Acil vocês nunca se aposentariam.

  6. Pergunte ao Sadi ou a qualquer outro desses três, separadamente e sem a cartilha na mão o motivo pelo qual são a favor da reforma. Não sabem. Essa busca pela igualdade entre os regimes de previdência é uma mentira. Ao inverso, vão tratar os servidores públicos como se fossem iguais aos trabalhadores da iniciativa privada, o que não é verdade. Adeus funcionalismo. É uma pena.

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